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Corredor de ônibus BRT em Goiânia vai demorar mais 7 meses para ser concluído



A obra do BRT Norte-Sul deve durar mais sete meses até a sua conclusão. Desde o início do ano, a Prefeitura trabalhava com a ideia de cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e entregar a obra em outubro deste ano. Apenas em agosto o discurso mudou, com a intenção de finalizar a execução até dezembro, durante o mandato do prefeito Iris Rezende (MDB). Mas no dia 8 de outubro, a 23 dias do fim do prazo, o Paço encaminhou pedido de prorrogação do TAC, explicando que a conclusão será no fim de maio de 2021.

O novo prazo estabelecido vai fazer com que a obra seja entregue em um tempo três vezes maior do que o previsto em março de 2015, quando a obra foi iniciada. A previsão era de conclusão em 24 meses e, se o novo período for cumprido, a entrega será 74 meses após o início. O assunto é tratado pelo procurador Hélio Telho, do MPF. O órgão esclarece que o Paço, de fato, solicitou um aditivo ao TAC para rever o cronograma e que este pedido ainda está sob análise. Até por isso, a Prefeitura não se pronuncia oficialmente sobre fato, aguardando o posicionamento do MPF. 

O acordo entre o órgão e o Paço foi feito em março de 2018, depois que a obra já passava por sua terceira paralisação, e tinha como objetivo garantir a entrega da mesma dentro do cronograma anunciado. Segundo o documento apresentado e assinado pelo secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, os últimos trechos a serem entregues à população são o viaduto da Avenida Goiás Norte com a Avenida Perimetral Norte e as estações da Avenida Goiás e da Praça Cívica, no Centro. 

Em setembro deste ano, ao POPULAR, Mattos afirmou que haveria o pedido por parte do Paço, mas que aguardava uma definição mais clara do consórcio responsável pela obra para informar ao procurador o que já tinha sido feito, o que faltava e a estimativa de prazo. 

Válido ressaltar que o TAC firmado corresponde apenas ao trecho entre os terminais Recanto do Bosque e Isidória, já no trecho entre o Isidória e o Cruzeiro a previsão de entrega é para dezembro de 2021. Neste caso, foi feito um novo processo licitatório, já que a fonte de pagamento era diferente. Enquanto o primeiro trecho é via empréstimo com a Caixa Econômica Federal, este outro, na divisa com Aparecida de Goiânia, tem recursos do Orçamento Geral da União (OGU). Ambos possuem contrapartidas financeiras da Prefeitura, cuja administração atual garante que deixará recursos em caixa para a finalização dos mesmos no caixa da Prefeitura para a próxima gestão.

Trechos
Sobre os locais que mais demorarão a serem entregues, o viaduto da Goiás Norte teve a construção iniciada em julho deste ano, após uma licitação própria para o projeto local, que foi modificado em relação ao original dada a dificuldade do Paço em conseguir arcar com as desapropriações das áreas ao redor do espaço. O novo projeto retirou a necessidade do acréscimo de áreas. Essa alteração foi o argumento da Seinfra ao MPF para o pedido de prorrogação e anunciou a previsão de entrega para o dia 31 de maio do próximo ano.

Na mesma data, a Seinfra promete entregar as estações de embarque e desembarque do BRT na Avenida Goiás e na Praça Cívica. As demais estações ao longo de todo trecho estão previstas para serem finalizadas até o final deste ano. Por outro lado, ainda não há uma definição clara de quando será iniciada a construção do corredor na Praça Cívica, o que pode causar um novo atraso. No documento entregue ao MPF, a Seinfra informa que é aguardada a conclusão de um relatório das condições físicas das estruturas dos prédios tombados pelo Patrimônio Histórico. O documento será entregue para análise e aprovação feitas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A Seinfra argumentou que a análise do Iphan feita sobre o planejamento das obras na Avenida Goiás foi outro ponto que fez com que o prazo para a entrega do BRT fosse descumprido. Além disso, o documento ressalta que com a pandemia de Covid-19 houve a necessidade de afastamento de servidores, além de ter 11 contaminados e um óbito, o que afetou a produtividade. Também houve problema com a entrega de insumos para a construção civil, como de siderúrgicas. Anteriormente a entrega do ferro e aço, por exemplo, se dava em até 15 dias e agora a demora seria de mais de 55 dias e até 70 dias. 


Retomada das obras do BRT Norte-Sul na Praça do Cruzeiro vai exigir paciência dos motoristas


Trabalhos foram suspensos para que a Enel remanejasse postes e a rede de energia elétrica que ficam no entorno

As obras do BRT Norte-Sul na Praça do Cruzeiro, em Goiânia, foram retomadas nesta terça-feira (11). Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), o trabalho estava suspenso para que a Enel remanejasse 10 postes e a rede de energia elétrica que ficam no entorno. A previsão é que a obra seja concluída em 15 dias. 

De acordo com a Seinfra, a concessionária já removeu oito das dez estruturas e os funcionários trabalham do lado esquerdo, sentido Praça do Cruzeiro - Praça Cívica para retirar os dois restantes. Enquanto isso os trabalhados seguem pelo lado direito. Após essa etapa, as obras se estenderão pela Avenida 84 até a Praça Cívica. 

Em nota, a Enel informou que o serviço de deslocamento dos cabos e equipamentos está sendo feito com equipes de Linha Viva, que contam com profissionais especializados em trabalhar com a rede elétrica energizada, evitando desligamentos do fornecimento de energia e diminuindo os impactos sentidos pelos clientes da região. A distribuidora esclarece que, por questões de segurança, as equipes não podem trabalhar enquanto estiver chovendo, o que tem prejudicado o andamento do serviço nos últimos dias. 

A Seinfra informou ainda que no local serão instaladas duas estações de embarque e desembarque de passageiros, uma de cada lado da Praça, seguindo o mesmo estilo das que foram aprovadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a Praça Cívica. Cada plataforma ocupará um espaço no passeio de 3,5 m de largura e deverão ficar prontas junto com toda a estrutura do sistema, em outubro deste ano. 

Trânsito 

Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) o motorista que segue pela Rua 87, sentido Oeste-Leste, com destino às Ruas 90/88/86/84, entrará à direita na Rua 124, passará pela Rua 89 e poderá acessar todas essas vias, até à Rua 84. Já o motorista que está na Rua 84, sentido Leste-Oeste, com destino à Av. 85, entrará à direita na Rua 124 

BRT Norte-Sul 

O BRT Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, saindo do terminal Recanto do Bosque, na Região Norte da Capital até o terminal Cruzeiro, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. O trecho em construção está orçado em R$ 275 milhões, em valores iniciais, sendo R$ 140 milhões de recursos do FGTS e o restante de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. Em valores atualizados chegará a R$ 400 milhões. 

Já o trecho de 5,1 km entre os Terminais Isidória e Cruzeiro está orçado em R$ 87.366.081,03, valor proveniente do Orçamento Geral da União (R$ 70 milhões) e do tesouro municipal (R$ 17.366.081,03). A empresa vencedora terá 18 meses para entregar a obra.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses, sendo retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os envolvidos.

Fonte: O Popular

BRT Norte-Sul: Prefeitura de Goiânia concluiu trincheira da 90



Depois de entregar a obra neste sábado (30/11), a prefeitura vai aguardar o tempo de cura do concreto para liberar a pista para o trânsito de veículos. O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, estará no local neste sábado (30/11), às 8h, e concederá coletiva à imprensa sobre a conclusão das obras e a liberação da pista para o tráfego

Depois de exatos 244 dias, a Prefeitura de Goiânia conclui neste sábado (30/11) a construção da trincheira da Rua 90, no cruzamento com a Avenida 136, no Setor Sul. O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos estará no local, às 8h, para coletiva à imprensa, sobre o encerramento dos serviços e a liberação para o tráfego de veículos.

Junto com as obras viárias foi feita a revitalização de toda a via, desde a Praça do Cruzeiro até a Rua 115, com a adequação da iluminação dentro da rotatória, embaixo da trincheira e nas laterais externas da pista, implantação de calçadas acessíveis e novo paisagismo. E já está em fase final também o trecho que se estende até o Terminal Isidória.

O projeto da trincheira, que inclui os dois viadutos na Avenida 136, integra o complexo do sistema BRT e se soma ao Complexo Viário da Jamel Cecílio para promover um avanço na mobilidade urbana de Goiânia, principalmente nas regiões Sul e Central da cidade, ao garantir maior agilidade e conforto para mais de 120 mil usuários do transporte público e a fluidez para mais de 100 mil veículos que trafegam pelo cruzamento diariamente.

Para o prefeito Iris Rezende, é mais um compromisso cumprido com a população e com a cidade. “A trincheira da 90, como esse novo sistema no trânsito aqui ficou conhecido, é uma realidade como nós prometemos e a altura do que Goiânia merece. E nós só conseguimos porque trabalhamos com seriedade e compromisso com o contribuinte e com a apoio da população”, enfatiza.

Tráfego de veículos
A Prefeitura vai aguardar o tempo de cura do concreto para liberar a pista para o trânsito de veículos. Para o material utilizado na concretagem, cimento de alta resistência inicial, também conhecido no setor da construção como ARI, e seguindo as normas técnicas de engenharia, após atingir a resistência ideal, o concreto precisa ser mantido úmido por pelo menos sete dias. Durante esse período, o pavimento é coberto com mantas e molhado frequentemente para alcançar a cura correta, só depois é aberto ao tráfego.

“Usamos um material de alta qualidade, que permite liberar o concreto para o tráfego em até sete dias, ao contrário de outros comuns, que o tempo de cura chega a 28 dias para alcançar 100% de sua resistência”, explica o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos. “Se nós liberarmos a pista para o tráfego de veículos antes da cura ideal, teremos a possibilidade de desgaste da superfície do concreto e comprometimento da durabilidade do pavimento em concreto”, completa.

Com a construção da trincheira, a região ganhou também outra rede de drenagem com 150 m de extensão e 1.200 mm de diâmetro, que foi conectada à já existente na Avenida Jamel Cecílio, que desce para a Avenida 136. Essa nova rede vai captar a água de todo esse sistema viário e lançar no Córrego Botafogo, impedindo qualquer acúmulo de água na trincheira. Para a construção, foi utilizado o método não destrutivo, que permitiu fixar o tubo no canal a 1,5 m abaixo do nível mais baixo da trincheira, por meio de macacos hidráulicos, sem a escavação aberta do solo e a interdição da Avenida Jamel Cecílio.

Raio X

• Início: 1 de abril de 2019

• Conclusão das obras civis: 30 de novembro 2019

• Liberação do viaduto 2 para o tráfego: 5 de setembro de 2019

• Liberação do viaduto 1 para o tráfego: 13 de novembro de 2019

• Trincheira: 350 m de comprimento, 7,20 m de profundidade máxima, e 18 m de largura

da plataforma

• Concreto: 2.800 m³ na trincheira

• Fornecimento e cravação de aproximadamente 315 toneladas de perfis metálicos

• Aproximadamente 4.000 m² de paredes em placas de concreto pré-moldado com pintura antipichação

• Paisagismo: 300 mudas de jerivás e aproximadamente 5.000 m² de grama esmeralda, entre a Praça do Cruzeiro e a trincheira

• Iluminação Led: Mais 21 luminárias, entre a Praça do Cruzeiro e a trincheira com lâmpadas de 400 watts

• Calçadas acessíveis: 4.410 m², entre a Rua 115 e a Praça do Cruzeiro

• Valor total da Obra: R$ 10 Milhões a preço inicial


Nara Serra, da editoria de Infraestrutura

Foto: Diário de Goiás

Obras da Rua 90 serão entregues no dia 30 deste mês


A Prefeitura de Goiânia informou nesta sexta-feira (22) que as obras da trincheira da Rua 90 serão entregues no dia 30 deste mês. Iniciadas em 1º de abril deste ano, as obras estão com 90% dos serviços prontos e, para finalizar, os operários trabalham na interligação das redes de drenagem, na complementação do pavimento e na pintura das paredes da trincheira.

Com 236 dias de serviço, os dois viadutos já foram liberados para o tráfego de veículos, nos dois sentidos da Avenida 136, a pavimentação do corredor e dos demais veículos foi concluída e avança a execução dos meios-fios, das calçadas e o plantio de grama e palmeiras Jerivá.

O sistema de drenagem a ser conectado ao já existente na Avenida Jamel Cecílio, que desce para a Avenida 136, possui 150 m de extensão e 1,2 m (1.200 mm de diâmetro), vai captar a água de todo esse sistema viário e lançar no Córrego Botafogo, impedindo qualquer acúmulo de água na trincheira. 

Para a construção, está sendo utilizado o método não destrutivo, que permite fixar o tubo no canal a 1,5 m abaixo do nível mais baixo da trincheira, por meio de macacos hidráulicos. É uma alternativa de redução de danos ambientais e de impactos sociais, pois está sendo executada sem a escavação do solo e a necessidade de interdição da Avenida Jamel Cecílio.

A trincheira na Rua 90 e o viaduto na Avenida 136 integram o complexo do sistema BRT e um conjunto de obras que vão promover um avanço na mobilidade urbana de Goiânia, principalmente das Regiões Sul e Central da cidade, ao garantir, respectivamente, maior agilidade e conforto para mais de 120 mil usuários do transporte público, e a fluidez para mais de 100 mil veículos, que trafegam pelo cruzamento diariamente.

BRT Norte-Sul

O BRT Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, saindo do terminal Recanto do Bosque, na Região Norte da Capital até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, seis terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque. A Prefeitura está licitando o trecho de 5 km, entre os terminais Isidória e Cruzeiro. O prazo para conclusão total da obra é outubro de 2020.

Todo o sistema está orçado em R$ 217 milhões, em valores iniciais, sendo R$ 140 milhões de recursos do FGTS e R$ 77 milhões de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. Em valores atualizados chegará a R$ 400 milhões: sendo R$ 270 milhões do FGTS e R$ 130 milhões da Prefeitura.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses, sendo retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os envolvidos. Com 18 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 54,29 % do sistema, dados de outubro.

Trecho Norte

Estão sendo executados o último trecho do corredor do BRT e as pistas laterais, na Avenida Oriente, e a previsão é de que esteja totalmente concluído em 15 dias. As calçadas estão sendo construídas e, a partir de agora, serão feitas no cruzamento com a Avenida Goiás Norte, nos trechos onde não há calçamento.

Trecho Sul

No trecho Sul, as pistas do corredor do BRT estão concluídas e as pistas laterais estão sendo finalizadas, entre a Praça do Cruzeiro e o Terminal Isidória, a exceção do trecho em frente ao HUGO, que está na fase de terraplenagem da pista lateral, e as marginais da trincheira para o lado Sul. Já foram iniciadas também as obras de construção da Estação Isidória, com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas.


Publicado edital para a construção do trecho final do BRT


Orçamento previsto é de R$ 87.366.081,03 e a obra terá duração de 18 meses

A Prefeitura de Goiânia publicou, no último dia 9/10, edital de concorrência pública, do tipo menor preço, para contratação de empresa especializada em obras e serviços de engenharia para a implantação do trecho 1 do BRT, entre o Terminal Cruzeiro e o Terminal Isidória. A empresa vencedora terá 18 meses para concluir a obra.

Os recursos, na ordem de R$ 87.366.081,03, são provenientes do Orçamento Geral da União (R$ 70 milhões) e do tesouro municipal (R$ 17.366.081,03), valor garantido no início de setembro, com a assinatura do prefeito Iris Rezende à solicitação financeira feita pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), visando à implantação do corredor Norte-Sul. O investimento está previsto no Plano Plurianual 2018-2020 e na Lei de Diretrizes Orçamentárias vigente.

De acordo com o projeto do sistema BRT Norte-Sul, o trecho a ser construído corresponde a 5,1 km de extensão e está localizado entre o Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia (Terminal Cruzeiro) e o Setor Pedro Ludovico, em Goiânia (Terminal Isidória). Esse trecho 1 é composto por uma trincheira, um terminal de integração aos ônibus comuns e cinco estações de embarque e desembarque. Também integram as obras de construção do trecho a requalificação de 9,6 km de calçadas, pavimentação de 4,8 km de rua e sinalização viária de 4,8 km.

Para o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a publicação do edital é mais um compromisso da administração de investir na mobilidade urbana, garantindo segurança e agilidade no deslocamento para a população.

“Esses 5,1 km correspondem ao trecho final do BRT, completando os 21,7 km do sistema que vai melhorar significativamente a mobilidade urbana de quem trafega no sentido Norte-Sul da cidade. Um compromisso do nosso prefeito que estamos garantindo”, afirma.


Estações do BRT são erguidas na Avenida Goiás Norte


No trecho de 11 km, entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência, estão sendo erguidas 14 estações de embarque e desembarque de passageiros, além de dois novos terminais, o Rodoviária e o Perimetral

Quem trafega pela Avenida Goiás Norte nota a mudança na paisagem com estruturas metálicas sendo montadas em diversos pontos ao longo da via, sendo a maior delas localizada logo abaixo da Praça do Trabalhador, ao lado do Terminal Rodoviário de Goiânia. São as estações, ou plataformas, que farão a integração do BRT com os ônibus comuns.

No trecho de 11 km, entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência, estão sendo instaladas 14 plataformas de embarque e desembarque de passageiros, além de dois novos terminais, o Rodoviária e o Perimetral.

O terminal que está sendo construído ao lado da Rodoviária teve início em 2016, mas as obras ficaram paralisadas durante quase dois anos. Com valor de R$ 8,5 milhões, os serviços foram retomados em junho deste ano, com previsão de término para fevereiro de 2020.

Erguida numa área de 4.573 m², a estação funcionará como um terminal de chegadas e partidas dos ônibus do BRT. Tem estrutura em perfis metálicos e contará com cobertura em telhas metálicas trapezoidais, tipo sanduíche, com proteção termoacústica, que isola a temperatura e o som, deixando o ambiente mais agradável.

Na área da estação serão construídas a administração com refeitório para os funcionários do sistema, central de resíduos, casa para o gerador de energia elétrica, casa de força para o quadro de energia (Q.E.), sala do servidor e sanitários públicos e para a administração. No espaço serão instalados bancos para os usuários, máquinas de venda automática (ATM) e do sistema sitpass e lixeiras para coleta seletiva. A estação contará também com bicicletário, estacionamento e uma caixa d’água com capacidade para 86 mil litros.

Plataformas alimentadoras

As plataformas alimentadoras possuem duas dimensões: as de 60 m de extensão, em espaço de 366 de m²; e as de 28 m de extensão, em espaço de 255 m², e todas possuem sistema de catracas para acesso. São compostas de uma área destinada à administração, bilheteria, sanitários públicos M, F e PNE, depósito geral, sala de perdidos e achados, bancos para descanso, lixeiras para coletas seletivas, máquinas de venda automática de produtos alimentícios, e máquinas do sistema sitpass para venda de passagens.

Todas as plataformas terão acabamento padrão, piso em granilite e concreto e as paredes com pintura acrílica, azulejos, cerâmicas e pastilhas.

Para o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a montagem das estruturas é mais uma etapa da construção do BRT que a administração está cumprindo, resultado do trabalho comprometido com a melhoria da mobilidade urbana e o desenvolvimento da capital. “Estamos cumprindo rigorosamente nosso cronograma de obras, comprometidos com a mobilidade urbana, melhorando e proporcionando mais conforto aos usuários do transporte público. O BRT, já podemos dizer, é uma realidade e os transtornos de hoje se transformarão em reconhecimento num futuro muito próximo”, enfatiza.

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura


BRT e trincheiras não solucionarão problemas de trânsito, dizem especialistas

Trincheira que sera construída na Av Rio Verde para o BRT

Investimentos em obras iniciadas há quase mil dias podem ser esforços perdidos, segundo urbanistas e estudiosos da mobilidade urbana

Às terças-feiras, moradores e lojistas do Setor Sul, em Goiânia, reúnem-se com engenheiros da empreiteira responsável por executar as obras da trincheira entre a Avenida 90 e a Avenida 136. Eles conversam no centro da antiga praça Delmiro Paulino da Silva – atual terreno revolvido – sobre os próximos passos a serem tomados. “Reforma dói mesmo, não tem jeito. Mas pelo menos a gente sabe onde vai doer”, diz Renata Fernandes, proprietária de uma loja de puxadores e acessórios na Avenida 90. 

“Você vai deixar o asfalto nesse pedaço, mas como os carros vão chegar lá?”, pergunta ela. 

“Vou liberar o acesso na Avenida 136”, responde um dos engenheiros.

“Ah, que coisa boa.”

“Mas só acesso local, só para quem for ao comércio”, ele emenda rapidamente. “Não posso liberar geral, trânsito normal não dá.”

“Não atrasou a concretagem?”, pergunta um morador aposentado. 

“Atrasou uma semana, mas isso não atrasa a obra em si, só enrola a liberação do desvio”, responde outro integrante da empreiteira, com forte sotaque paulista. 

“Você não consegue tirar a faixa de ‘trânsito interditado’ aqui na 90?”, pergunta Renata. “Porque quem chega nessa praça consegue ir até a Praça do Cruzeiro tranquilamente.” 

“Isso é a SMT. O projeto de desvio de trânsito é da SMT. Eu só executo.”

“Mas se essa faixa rasgar por algum motivo…”

“Aí eu não vi nada, meu”, responde o engenheiro paulista e todos riem. 

Renata Fernandes explica que a placa prejudica o comércio ao fazer a população pensar que não pode acessar as lojas, atualmente com 30% menos clientes em relação a meses anteriores. “A placa atrapalha muito, mas não tanto quanto a mídia”, afirma. “A mídia adora vir fazer reportagem dizendo que a 90 está um caos, mas não falam que aqui sempre foi um caos. Na verdade, o trânsito agora está melhor do que antes. É a cultura do sensacionalismo”, diz ela.

Os moradores ficam indecisos entre pressionar por melhorias denunciando incorreções e zelar pelos próprios negócios exaltando vacilantemente o trabalho da prefeitura. Mário Sobrosa, morador da região há mais de três décadas, diz sempre que pode que a trincheira ficará linda, mas confessa que está preocupado com o nível do lençol freático. Ele fotografa periodicamente a água que se acumula no fosso do elevador de seu prédio e tenta mostrar aos engenheiros.

“Não quero saber disso”, responde o empreiteiro paulista, se recusando a olhar as fotografias. “Não posso fazer nada.”

Na ocasião da concepção do projeto, ainda no mandato de Paulo Garcia (PT), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) acatou o relatório de um geólogo que afirmava que não haveria impacto ambiental. A vereadora Dra. Cristina formalizou uma representação no Ministério Público Federal – a quem compete a causa do meio ambiente. Cerca de 50 moradores, síndicos e lojistas foram ouvidos pelo desembargador, que enviou um técnico para fazer outra averiguação dos possíveis danos ambientais. Esse também apresentou um laudo afirmando que não haveria impactos significativos. 

Outro engenheiro acalma o morador idoso: “Vocês estão em um lugar privilegiado. Estão no alto. Qualquer pepino que acontecer – e não vai acontecer nada – durante as chuvas, a gravidade vai puxar a água para o córrego Botafogo. E lá embaixo, na Jamel Cecílio? Ali não tem para onde jogar a água”. Moradores e engenheiros discordam quanto à profundidade do lençol freático: estes dizem que a água está a 6,5 metros de profundidade, aqueles a 1,5.

Simultaneamente, todos percebem a pauta negativa sendo debatida e telepaticamente concordam em mudar de assunto. “A partir de segunda-feira [dia 8] a imprensa vai ter um lugar para falar muito mais do que aqui: a Avenida Goiás”, diz um engenheiro.

Trincheiras
O processo de angariar recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para as obras de mobilidade se iniciou em 2012. Quando teve acesso à verba de R$ 210 milhões, em 2015, a Prefeitura iniciou a construção do BRT Norte-Sul, que se interrompe na Estação Ferroviária. O trecho que liga o Terminal Isidória ao Terminal do Cruzeiro também foi iniciado e paralisado. As construções do Setor Sul se espraiam da Praça do Cruzeiro até a rua 115, com a Avenida Jamel Cecílio ainda por vir em agosto. 

Quem viaja pela cidade vê a ostentação de canteiros interrompendo grandes vias. Fernanda Mendonça, arquiteta urbanista e conselheira do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) de Goiás, afirma, “Essa secção é ruim para a mobilidade. Dá visibilidade para as obras da Prefeitura, mas não dá eficácia para o funcionamento da cidade”. Apesar disso, o consenso entre os habitantes é que, se as viadutos funcionarem, os transtornos serão aceitos pelos benefícios com prazer. Fernanda Mendonça, entretanto, é cética quanto às contribuições das construções a longo prazo.

“A noção de que trincheiras e viadutos vão resolver o problema da mobilidade é uma ilusão”, diz a conselheira do CAU. Concorda a professora da Universidade Federal de Goiás, Erika Cristine Kneib, pesquisadora na área do planejamento urbano. A doutora Kneib afirma: “O cruzamento em desnível só deve ser empregado em vias expressas que não podem ter descontinuidade, a exemplo das rodovias estaduais e federais. O viaduto não resolve problemas de congestionamento. Ele é somente a forma mais rápida de se chegar ao próximo ponto de congestionamento”. 

Segundo as estudiosas do assunto, além de não resolver o problema dos engarrafamentos, cruzamentos em desnível mudam a forma como as pessoas interagem com a cidade negativamente. “O viaduto degrada o ambiente e prejudica as atividades urbanas, assim como os pedestres e ciclistas. Cidades que construíram viadutos no passado têm demolido os mesmos para melhorar e qualificar a cidade”, diz Erika Cristine Kneib. 

A vereadora Dra. Cristina também manifesta preocupação com este aspecto do urbanismo, já que, após as obras, os ocupantes do Setor Sul terão quase metade das calçadas transformada em via para carros. A parlamentar lembra que o bairro tem uma população idosa relativamente grande e que, em Goiânia, pessoas com redução de mobilidade têm de desviar de carros estacionados para usar as calçadas. 

Quando perguntadas como resolver o problema dos congestionamentos, as urbanistas relatam uma realidade severa.  “Não existe mágica: é necessário um planejamento conjunto da cidade entre atividades e sistemas de transporte”, diz Erika Cristine Kneib; “e o pedestre, o ciclista e o transporte coletivo necessitam ser prioridade no espaço viário e na infraestrutura”. Fernanda Mendonça é mais direta: “Não resolve. É preciso mudar a formas como as pessoas se locomovem. Isso é um processo e não acontece da noite para o dia”. 

A conselheira do CAU explica com um exemplo: quando a Inglaterra tinha 4 milhões de pessoas, no século XIX, a população de cavalos era de 8 milhões. Os animais causavam inúmeros aborrecimentos e problemas sérios de saúde. Com cada cavalo produzindo até 15 quilos de estrume por dia, em épocas chuvosas as cidades eram invadidas por moscas transmissoras de doenças e em épocas secas, o estrume se transformava em um pó que causava problemas respiratórios. Nesse cenário, a chegada do carro foi a solução. 

“Se [viadutos] resolvessem, os Estados Unidos teriam resolvido o problema em Los Angeles e São Francisco, onde há uma infinidade de transposições em nível”, afirma Fernanda Mendonça. Segundo a agência de dados de trânsito Inrix, Los Angeles tem o pior tráfego do mundo, com São Francisco seguindo de perto em quarto lugar. A facilidade de circulação e financiamento para veículos estimulam esse tipo de transporte, conforme explica a arquiteta urbanista.

Agora, uma nova mudança é necessária, já que o espaço urbano é limitado. Embora tenha se dado de forma mais rápida na Europa, Fernanda Mendonça diz que vê transformação cultural acontecer no Brasil, com bicicletas, patinetes e outros modais elétricos. Parte essencial dessa transformação é a estimulação do transporte coletivo sobre o individual. 

Veículo Leve sobre Trilhos, sobre pneus
O Bus Rapid Transport, BRT, é uma versão brasileira do Veículo Leve sobre Trilhos e 206 países já implantaram o modelo que tornou a capital paranaense referência em 1974, sob o projeto de Jaime Lerner. Também do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba é o projeto do Eixo Anhanguera, da década de 1980. O VLT sobre pneus, como é às vezes chamado, tem as vantagens de ser muito mais barato, já que não precisa de via específica e utiliza um veículo módico, apesar de ser mais poluente e mais intrusivo visual e urbanisticamente. 

“Goiânia é uma metrópole jovem”, afirma Fernanda Mendonça, “com dificuldades financeiras e, para a Prefeitura implantar isso, seria necessária uma parceria público-privada. Há ainda uma discussão política a respeito dos contratos de concessão do espaço para operação de uma empresa específica de transporte”. 

Quase mil dias após o início das obras, o atraso no corredor de transporte deixou de atender 114 milhões de passageiros e causou grandes prejuízos. Com custo inicial previsto de R$ 274 mil, a obra, que deveria ter sido entregue no final de 2016, passou meses paralisada. O prefeito Iris Rezende (MDB) alegou em dezembro de 2018 ter herdado dívidas da gestão anterior que atrasariam a entrega para o fim de seu mandato, em 2020. 

Se VLT ou BRT, as arquitetas urbanistas concordam que, na fase incipiente de mobilidade em que Goiânia se encontra, qualquer solução que privilegie o transporte público será melhor do que nada. A população parece alinhada com o pensamento: “A gente vai sobrevivendo”, afirma a lojista Renata Fernandes, “nessa altura só queremos que acabe logo”.

Procurada, até o fechamento da reportagem a Prefeitura de Goiânia não respondeu a questionamentos do Jornal Opção. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.



Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto, para obras do BRT


Em virtude das obras do BRT, o Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto. Segundo a Prefeitura de Goiânia, a estrutura metálica para receber os passageiros está sendo construída na Alameda João Elias, pouco abaixo de onde funciona atualmente. 

O terminal provisório terá 160 m de comprimento, com cobertura de 8 m de altura e capacidade para receber 10 ônibus simultaneamente, das 19 linhas que operam no local. Além das plataformas de embarque e desembarque, também terão as cabines de bilheterias, sanitários e o prédio da administração.

O Terminal Isidória é um dos seis que passarão a integrar o sistema do BRT Norte-Sul. Tão logo as operações sejam transferidas para o local provisório, o Consórcio responsável dará início às obras de construção de um novo terminal totalmente remodelado, atendendo ao projeto do BRT, que sairá da Rua 90 e entrará diretamente na nova estação para os embarques e desembarques dos passageiros. A construção conta com orçamento na ordem de R$ 12 milhões, já incluindo as obras do provisório e tem prazo de 12 meses para ser concluída.

Segundo o projeto, o novo espaço terá 16.500 m² de área construída e contará com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas. Contará também com quiosques de alimentação e utilidades.

Strip Center
O secretário Dolzonan Mattos antecipa que, com a operação das linhas retornando ao novo Terminal Isidória, a intenção é aproveitar a base da estrutura provisória e discutir com os moradores e os lojistas para a instalação de um centro comercial no local, contribuindo para o desenvolvimento do setor e de toda a região.

“É um desperdício de dinheiro público derrubar essa estrutura, depois de sua serventia, então, a intenção é realmente conversar com lojistas e moradores para transformar o espaço num centro comercial, com um mix de lojas e incrementar o comércio e a prestação de serviços, num local agradável e acolhedor”, afirmou.

BRT Norte-Sul
O Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, do terminal Recanto do Bosque, na região Norte de Goiânia até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, oito terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque.

Com 16 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 40,94% do sistema, que será entregue em outubro do próximo ano.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses e foram retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os órgãos envolvidos.

Confira as linhas que nascem no terminal Isidória:

002 - Pq. Atheneu / Centro / Rodoviária
014 - Pq. Atheneu / Campinas
183 - T. Isidória / Vila Sul
185 - T. Isidória / Avenida E / PUC
198 - T. Isidória / Vl. Alto da Glória / Jd. Vitória
203 - T. Isidória / Av. W - 5 / Santa Luzia
565 - T. Isidória / Jd. dos Buritis - Via BR – 153
568 - T. Isidória / Res. Pq. Flamboyant / Jd. Bela Vista
650 - Circular Sul - Via BR – 153
651 - Circular Sul - Via Veiga Jd.
934 - T. Isidóra / Paço Municípal / T. N. Mundo / Rec. das M. Gerais

Linhas que passam pelo terminal Isidória:

6 - T. Veiga Jd. / Zoroastro / Centro
7 - T. Vl. Brasília / Centro / Rodoviária
9 - T. Pe. Pelágio / Av. Castelo Branco / T. Isidória
15 - T. Pç. A / Flamboyant - Via T. Isidória
20 - T. Garavelo / T. Bíblia - Via T. Isidória
25 - T. Bandeiras / T - 63 / T. Isidória
612 - Direto / T. Garavelo / T. Bíblia
616 - Direto / T. Veiga Jd. / T. Isidória - Via T. Cruzeiro


Transtornos em obra do BRT Norte-Sul na Avenida Goiás, em Goiânia, devem durar um ano


Pistas da Avenida Goiás terão trechos interditados em três etapas, cada uma com duração estimada de até dois meses, para obras de drenagem e construção do corredor Os transtornos para a execução do corredor exclusivo de ônibus do BRT Norte-Sul na Avenida Goiás devem durar cerca de um ano, segundo o secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos. 

Serão seis meses para cada sentido da via, iniciando no trecho entre a Avenida Independência e a Rua 55, cuja interdição total da pista Norte-Sul começa na próxima segunda-feira (8). A ideia é fazer toda a expansão no sistema de drenagem, as mudanças nas pistas e a construção das estações de embarque e desembarque, atuando em cada quadra.

De acordo com Mattos, a obra vai ser dividida em seis etapas e cada uma deve durar dois meses. Cada etapa é um trecho da avenida, sendo entre a Independência e a Paranaíba, entre esta e a Anhanguera e depois até a Praça Cívica, mas cada um destes será feito primeiro no sentido Norte-Sul, o que deve terminar no fim deste ano, e depois no sentido Sul-Norte, até junho de 2020. 

O secretário explica que vai ser feito primeiro o trecho Norte-Sul em razão das obras de drenagem, já que, como as águas pluviais correm neste sentido para o Córrego Capim Puba, as tubulações poderão ser utilizadas já no próximo período chuvoso.

“Lá vai ser diferente da Rua 90, em que foi possível manter o tráfego local e fazer os desvios. Na Goiás vai ter de interditar tudo mesmo, então vamos fazer por quadra. A gente já tem condições de iniciar a obra nesta semana, mas preferimos primeiro avisar todo mundo, os moradores, comerciantes e motoristas para não ter aquele problema de dizerem que não foram avisados”, diz Mattos. 

Até mesmo as estações de embarque, mesmo sendo uma de frente à outra, serão construídas separadamente. Pelo projeto original, a Avenida Goiás teria nove estações separadas e alternadas quanto ao sentido, mas foi alterado a pedido do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) passando a ter três estações conjuntas para ambos os sentidos (ver quadro).

De acordo com a coordenadora técnica do Iphan em Goiás, Beatriz Otto de Santana, o órgão deu o parecer de autorização da obra em janeiro deste ano. “Resta apenas o detalhamento do paisagismo, as rampas, mobiliário, jardins, mas não é nada que impeça as obras de drenagem e de infraestrutura. Podemos receber estes detalhes depois”, diz. A adequação do projeto se deu para tentar minimizar os impactos na paisagem, já que o trajeto da Avenida Goiás faz parte do traçado urbano original da cidade, que é tombado, além de estar no envoltório de outros bens tombados, como a Praça Cívica e o Grande Hotel.

Segundo Santana, algumas coisas do ambiente poderão ser removidas, mas somente o necessário para implantar o corredor. No caso, haverá a remoção de quatro árvores ao longo da Avenida Goiás, sendo duas nas proximidades da Avenida Anhanguera e as demais próximas da Avenida Independência, em todos os casos para a implantação das estações de embarque e desembarque. 

As informações da Seinfra são de que outras árvores também serão retiradas, mas, no caso, serão aquelas que estão condenadas por técnicos da Prefeitura e serão trocadas por espécimes novos.

Outras quatro árvores deverão ser removidas na Praça Cívica, segundo o projeto, para a instalação das estações no local. No entanto, de acordo com Mattos, as obras na praça não serão feitas neste momento. Após a execução na Goiás, a frente de serviços deve ir para a Rua 84.

CAU-GO se preocupa com alterações

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), apesar de reiterar a necessidade da obra do BRT Norte-Sul para a mobilidade urbana de Goiânia, tem se preocupado com as alterações no visual da Avenida Goiás, considerada um marco histórico e paisagístico da cidade. 

O principal problema, segundo a arquiteta e urbanista Fernanda Mendonça, conselheira da entidade, é em relação às estações de embarque e desembarque. “As estações são elevadas, acima do piso normal da calçada, e uma plataforma maior porque tem maior demanda. 

Nossa preocupação é de trazer intrusão na paisagem, se vai trazer alguma integração com o piso”, avalia. Fernanda lembra que a Avenida Goiás já tem o desenho para o corredor exclusivo, com pistas segregadas, mas que as estações devem ser integradas à paisagem, tentando que as mesmas sejam “invisíveis”. Ela reforça que é positiva a mudança do Iphan para diminuir o número de estações, mas é preciso avaliar como isso vai ser para o passageiro. “As estações existem para evitar uma caminhada mais longa. 

No caso, não vai ter estação da Praça Cívica até a Avenida Anhanguera”, diz. Segundo conta, o CAU dialoga com a Prefeitura de Goiânia para analisar e dar sugestões aos projetos.



Fonte: Jornal O Popular

69 árvores de replantio na Avenida Goiás Norte estão com problemas



Parte de mudas da compensação ambiental pela retirada de espécimes na passagem do corredor, entre a Perimetral Norte e a Avenida Eurico Viana, já morreu.

As obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul já foram responsáveis pela derrubada de 1.141 árvores ao longo do trecho de 22 quilômetros do corredor exclusivo do transporte coletivo e outras 1.306 foram plantadas no local e mais cerca de 5 mil em outros locais da cidade. No entanto, pelo menos 69 destas novas árvores já apresentam problemas, muitas já foram retiradas do plantio e outras estão com apenas um galho completamente seco, apresentando que estejam já mortas. Elas estão na Avenida Goiás Norte entre os cruzamentos com a Avenida Perimetral Norte e a Avenida Eurico Viana.

Neste mesmo espaço, a estimativa era de que 576 árvores tivessem sido plantadas, somando os dois sentidos da via. Ou seja, 12% delas já estão com problemas. Também neste trecho, os espécimes começaram a ser plantados entre 2016 e 2017 e a maior parte já possui entre 1,5 metro e 2 metros de altura. Embora não seja possível confirmar se todas as árvores que aparentam problemas estejam de fato mortas sem um laudo técnico, os aspectos de um único galho seco e sem qualquer broto, enquanto as demais estão com folhas bem verdes, demonstram que não estejam totalmente saudáveis, mesmo neste período chuvoso.

Em alguns dos casos, no entanto, há apenas os buracos nos canteiros em que haveriam mudas e em outros os próprios galhos secos já estão derrubados. Há ainda situações em que foram colocadas ripas de madeira na tentativa de segurar a árvore em pé, sem sucesso. Neste mesmo trecho, há apenas uma árvore já adulta, mas é possível que ela já estivesse no local antes da obra, pois há marcação de contagem em seu caule principal, o que indica que ela fazia parte do levantamento dos espécimes que seriam derrubado.

No restante da via, entre a Perimetral Norte e a Praça do Trabalhador, as árvores plantadas já estão em tamanho adulto e inclusive floresceram no ano passado. Secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, explica que todas as árvores que morreram serão substituídas. “Estamos atentos com essa situação. Na realidade, vamos plantar muito mais do que o previsto, estamos buscando parceria com a Amma (Agência Municipal de Meio Ambiente) para definir isso”, conta.

Diretor de Áreas Verdes e Unidades de Preservação e Conservação Ambiental da Amma, Ormando Pires, explica que o consórcio responsável pela execução do BRT já foi notificado com relação às árvores mortas na Avenida Goiás Norte e os técnicos da Prefeitura, de acordo com a espécie plantada, dá um prazo e define qual será a nova muda colocada no lugar. A reportagem apurou que as árvores mortas foram plantadas logo antes da paralisação das obras, em julho de 2017, e que, por isso, não tinha quem fizesse o cuidado e a manutenção das mudas, já que os funcionários do consórcio foram demitidos em razão da falta de recursos.

Lojistas fazem ações para manter clientes
Os empresários da Rua 90, que está com o tráfego de veículos parcialmente bloqueado desde o início do mês em razão da construção de uma trincheira no cruzamento com a Avenida 136 (uma das frentes do BRT), estão se reunindo e formalizando ações conjuntas para indicar aos clientes que eles continuam abertos e com capacidade de atendimento aos clientes mesmo nestas condições. 

Na manhã de ontem, um grupo ligado ao setor moveleiro, que se concentra na via entre a Praça do Cruzeiro e a Avenida 136, se reuniu com o prefeito Iris Rezende (MDB) para pedir sua presença em um evento que deve ocorrer no começo de maio. A ideia é mostrar que existe apoio para a obra no local e que os clientes estão conseguindo chegar até suas lojas e até mesmo estacionando os seus carros nos espaços destinados pelos lojistas.

“É um grupo de empresários favoráveis à obra, mas que também está preocupado com o seu desenrolar. Estamos fazendo uma associação informal para mostrar aos clientes que continuamos funcionando normalmente”, diz o empresário Agenor Braga. Ele conta que foi formado o grupo 90 Design que já adquiriu bandeirolas para colocar na frente às lojas e está promovendo um evento para a região. “Há outros lojistas, de outros segmentos, também imbuídos em fazer ações para mostrar a força do comércio, mas este é específico sobre o setor de móveis, que é forte na região.”

Segundo Braga, com a fala do prefeito e o andamento da obra foi possível perceber que existe a vontade de finalizar a construção no tempo estimado e, por isso, não se colocam contra a realização. Na semana anterior ao início da nova frente de serviços do BRT, moradores e empresários se reuniram no Paço pedindo o adiamento dos trabalhos para que os mesmos pudessem se preparar e que fossem dadas garantias de que a obra não seria paralisada, como em outros anos.


Obra do BRT ainda deve plantar 11 mil árvores na região do corredor em Goiânia


Intervenção já foi responsável por derrubar 1.141 espécimes desde 2015 e 6.306 foram plantadas, mas Amma pede 17,1 mil novos exemplares.

Desde que as obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul começaram em Goiânia, em maio de 2015, 1.141 árvores, entre palmeiras (como os 100 exemplares cortados esta semana) e outras espécies, foram extirpadas ao longo dos 22 quilômetros de corredor exclusivo que contemplam a construção. Neste mesmo período, o consórcio responsável pela obra já replantou 1.306 espécimes ao longo do corredor e outras 5 mil mudas em locais diversos da cidade, de acordo com as empresas responsáveis, totalizando 6.306. Apesar de um número maior de replantio do que de retirada, faltaria ainda ao consórcio replantar quase 11 mil árvores pela cidade. 

A quantidade replantada está aquém do estipulado porque a compensação ambiental prevê 15 árvores repostas a cada 1 retirada, o que soma 17.115 espécimes. Os dados, no entanto, não estão referendados pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), que é quem firma o acordo de compensação ambiental. Mas este número já seria mais do que o previsto no projeto básico do corredor, em relação ao que deve ser plantado apenas ao longo da extensão do BRT. A estimativa é que novas árvores no corredor somariam 15.059, isso sem levar em consideração o replantio em outros locais.

Nesta mesma estimativa do projeto básico, 2.351 árvores seriam extirpadas entre os 22 quilômetros de obras, ou seja, ainda restariam 1.210 espécimes vegetais a serem derrubadas apenas para a passagem do corredor de ônibus em Goiânia.

No entanto, válido lembrar que ao menos uma dessas árvores será preservada. Isso porque, em 2016, uma lei municipal declarou como patrimônio histórico a gameleira da Avenida Goiás Norte com a Avenida Eurico Viana, no Setor Parque das Nações. Com isso, a obra teve de se adaptar e uma bifurcação nas pistas dos ônibus foi realizada.

Avenida Goiás Norte

Dentre as árvores já plantadas, a maior parte se encontra no trecho entre a Praça do Trabalhador e a Avenida Perimetral Norte, justamente onde as primeiras extirpações ocorreram, ainda em 2015. A retirada dos flamboyants que enfeitavam a via foi a primeira polêmica da obra do BRT. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contabilizou 169 árvores da espécie retirada da Avenida Goiás Norte à época. Além disso, constatou que não havia licença ambiental que indicasse a compensação pelos cortes nos vegetais.

O promotor da 81ª Promotoria de Justiça, Marcelo Fernandes de Melo, impetrou ação civil pública pedindo a paralisação das obras do BRT até que se tivesse a definição do projeto executivo da construção, contendo a licença ambiental adequada com a devida compensação. Houve pedido de liminar pela paralisação. Mas a justiça não deferiu a liminar e o caso segue a espera da decisão do mérito.

Em março de 2017, o Paço Municipal, já na gestão Iris Rezende (MDB), retomou as obras que estavam paradas desde outubro do ano anterior e abriu nova frente de trabalho. Iniciou a construção no trecho entre o Terminal Isidória e a Avenida Rio Verde. Os trabalhadores do consórcio chegaram a derrubar 141 árvores, a maioria paineiras, que ficavam no canteiro central da via, o que gerou críticas da população. Os problemas ficaram ainda piores porque já em julho do mesmo ano a obra do BRT teve nova paralisação.

A construção foi retomada após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), mas o acordo foi de que o trecho entre o Terminal Isidória e o Terminal Cruzeiro do Sul não fosse realizado no momento. A razão é que o local tem recursos do Orçamento Geral da União (OGU), sem contrapartidas municipais, e não pode ter modificações no contrato. Assim, não há definição sobre quando novas árvores serão replantadas nesse trecho.


Amma ainda vai definir áreas que receberão compensação da Rua 90

Na tarde desta quarta-feira (10), o presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Gilberto Marques Neto, esteve reunido com representantes do consórcio responsável pela construção do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul de Goiânia para discutir onde serão plantadas as árvores de compensação àquelas que foram derrubadas nesta última semana no trecho da Rua 90 entre a Praça do Cruzeiro e a Rua 115. 

Ao todo, 844 espécimes podem ser extirpados de todo o trecho entre a Praça Cívica e o Terminal Isidória e, pelos cálculos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), cerca de 100 palmeiras que estavam ao longo da pista central, destinada aos ônibus, já foram retiradas. 

A Amma ainda vai definir, tecnicamente em quais locais da cidade serão necessárias a colocação de novas árvores. Além disso, já está prevista o plantio de espécies ao longo do próprio trecho, tanto no canteiro central quanto nas calçadas. Já está certo que a compensação ambiental do BRT Norte-Sul vai fazer parte do programa de reposição da vegetação em troca das árvores de jamelão que estão espalhadas pela cidade. 

A ideia deste programa é que se faça o plantio de espécies nativas do Cerrado ao lado dos jamelões e, quando esta nova árvore atingir a idade adulta, as espécies frutíferas serão retiradas. Isso porque os frutos dos jamelões, ao caírem nas ruas e calçadas e em contato com a água das chuvas, tornam o piso escorregadio, tornando os locais com riscos de acidentes e, assim, a ideia é que eles sejam trocados por espécies que não produzem frutos deste mesmo tipo ou parecido.

Os técnicos da Amma também confirmaram a constatação da Seinfra de que as palmeiras na Rua 90 estavam plantadas sobre o asfalto, apenas com uma fina camada de substrato. Com isso, a raiz principal não conseguia atingir o lençol freático e receber nutrientes, o que fazia com que as árvores não conseguissem crescer como o esperado.

Após a definição dos locais de plantio, o consórcio vai fazer a ação e apresentar relatório aos técnicos da Amma, que vão supervisionar se o trabalho foi feito e referendar se a compensação ambiental foi cumprida, na proporção estimada de 15 árvores plantadas para cada uma replantada. Não há um prazo para o cumprimento, podendo se estender até ao final da obra.


Palmeiras são retiradas para obra do BRT na Rua 90, em Goiânia


Autorização permite a extirpação de até 844 espécimes, mas ação se deu apenas entre Praça do Cruzeiro e Rua 115 

O consórcio construtor do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul já realiza, há três dias, a retirada de palmeiras que estavam plantadas ao longo do corredor exclusivo do transporte coletivo da Rua 90. A autorização recebida pela obra junto à Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) permite a extirpação de até 844 espécimes, mas, neste primeiro momento, a ação será focada no trecho entre a Praça do Cruzeiro e a Rua 115, nas proximidades do Parque Areião. Ainda não se tem o cálculo de quantas árvores já foram retiradas do trecho específico.

Essa região já está sendo bloqueada para o tráfego de veículos em razão das obras de construção da trincheira da Rua 90 com a Avenida 136, na Praça Gibran Khalil. A obra teve início no começo deste mês e gerou transtornos no trânsito da capital em razão dos bloqueios.

A ideia de já fazer a retirada das árvores e iniciar as obras no trecho é justamente para que não se tenha que realizar novos bloqueios no tráfego em um momento futuro. “Estamos aproveitando que já está bloqueado para adiantar esse serviço. A ideia é que a Rua 90 seja já uma rua do BRT, revitalizada entre a Praça do Cruzeiro e a Rua 115”, disse o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos.

Compensação 
Mattos explica que a licença ambiental da obra, feita pela Amma, permitiu a retirada das árvores em razão de uma compensação ambiental. Assim, para cada espécime retirado o consórcio responsável pela obra deverá plantar outras 15 árvores em locais diferentes da cidade. Serão plantadas espécimes nas calçadas da Rua 90, em que serão utilizadas as palmeiras jerivá, segundo explica o secretário.

“Vamos revitalizar toda a Rua 90, com novas calçadas, iluminação, com as estações, mobiliário. E as árvores vão ficar nas calçadas. Vamos deixar a 90 como uma avenida pronta do BRT, como está sendo com a Avenida Goiás Norte”, diz Mattos.

O secretário conta que chamou a atenção dos técnicos o modo como as palmeiras estavam plantadas ao longo da Rua 90. Isso porque o plantio foi feito sob o asfalto. Ou seja, colocaram apenas uma camada de substrato em cima da rua e plantaram os vegetais. “Não enraizavam, por isso elas estavam tão murchas. Agora vamos plantar outras nas calçadas do jeito certo.”

Polêmica

A obra do BRT gerou polêmica em 2015 justamente na Avenida Goiás Norte, quando foi feita a retirada de todos os Flamboyants que enfeitavam o canteiro central da via. Situação parecida ocorreu em junho de 2017, quando mais de 100 paineiras foram cortadas do canteiro central da Avenida 4ª Radial. No último caso, o projeto está parado e sem data para ser retomado.


Transferência do Terminal Isidória em razão do BRT gera insatisfação em Goiânia


O terminal provisório será construído a cerca de 1 km do atual Terminal Isidória, pelo tempo necessário para reconstrução no novo terminal apropriado para o BRT.

A implantação do já quase lendário BRT em Goiânia, que já está em atraso, está gerando bastante polêmica entre os usuários do transporte coletivo na capital. Isso porque a execução do projeto vai exigir a transferência provisória do Terminal Isidória, no Setor Pedro Ludovico, para um local a 1 quilômetro dali.

Conforme apurado pela reportagem do Dia Online, o terminal provisório será construído no canteiro central da Alameda João Elias da Silva Caldas, cerca de 1 km do atual Terminal Isidória, pelo tempo necessário para reconstrução no novo terminal apropriado para o BRT. No entanto, a comunidade local não teria sido informada e não houve diálogo sobre os impactos de trânsito e ambiental que a região irá sofrer.

O departamento da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) responsável pelas obras e implentação do BRT foi contatado pela reportagem do Dia Online, e disse em nota que o canteiro que será usado para o terminal provisório será restaurado após ser usado e transformado em praça. Confira abaixo:

“O Consórcio responsável pelas obras do BRT informa que os trabalhos para  instalação do terminal provisório no Setor Pedro Ludovico já foram iniciadas e serão entregues em 60 dias. Na sequencia, a empresa inicia as obras de requalificação do Terminal Isidória, prevista para ser entregue no fim de 2020.

Vereador fará reunião para tratar da insatisfação da população quanto à transferência do Terminal Isidória por causa do BRT

O vereador de Goiânia Paulo Magalhães (PSD), representante do Setor Pedro Ludovico, informou por meio de sua assessoria que vai realizar nesta segunda-feira (8/4), a partir das 19h, uma reunião com moradores, comerciantes e representantes da CMTC, Prefeitura de Goiânia, Seinfra e das empresas do consórcio do BRT, para discutir a mudança provisória do Terminal Isidória para implantação do BRT. O encontro irá ocorrer na Alameda João Elias da Silva Caldas.

“Durante décadas, essa avenida ficou abandonada e a cerca de 11 anos conseguimos, com recurso próprio, revitalizar e construir os canteiros centrais. É um absurdo destruir esse espaço e, principalmente, sem comunicar a população local. Compreendo a importância do BRT para mobilidade urbana, mas não posso concordar em destruir uma praça, sendo que existem outros locais no setor para abrigar o terminal provisório”, declarou Paulo Magalhães.

O vereador ainda pretende apresentar à equipe responsável pela obra outras duas áreas no Setor Pedro Ludovico que podem abrigar o terminal provisório. E caso não haja entendimento, o vereador disse que vai exigir um acordo por escrito para que o consórcio do BRT, após terminar a construção do novo terminal, reconstrua e faça benfeitorias nas quatro ilhas da Avenida João Elias.

Fonte: Dia Online

Obra de trincheira na Rua 90, em Goiânia, começa dia 1º


Vizinhança manifesta preocupação com impactos ambientais em lençol freático e prejuízos no comércio.

Rua 90 será bloqueada e o trânsito desviado para vias próximas. Titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) de Goiânia, Dolzonan Mattos disse ontem que as obras da trincheira da Avenida 136/Jamel Cecílio com a Rua 90, no Setor Sul, terão início na próxima segunda-feira, 1º de abril. A informação foi passada após encontro com um grupo de empresários e moradores da área de influência da futura construção que foi à pasta para obter mais informações sobre o projeto. O temor do impacto da obra no lençol freático e na mobilidade urbana dominou a discussão.

Mesmo com a certeza de que há um cronograma de obras estabelecido, o grupo, que ganhou o apoio dos vereadores Andrey Azeredo (MDB) e Dra. Cristina (PSDB), deixou a Seinfra na expectativa de analisar melhor o projeto nos próximos dias e tentar minimizar os impactos previstos. Reportagem do POPULAR no dia 21 deste mês revelou que o lençol freático raso na região da Rua 90, onde será cavado o túnel, é um dos fatores que tem preocupado. O empresário Mário Lúcio Sobrosa, há mais de 30 anos na região, voltou a citar o poço de observação do lençol freático construído nas proximidades. Segundo ele, no “meio da rua” a água poderá ser encontrada a aproximadamente 1,10 metro de profundidade. Os comerciantes vizinhos ao local têm medo de prejuízos nos negócios.

Dolzonan Mattos enfatizou no encontro que é preciso aproveitar o período de estiagem e que há dinheiro em caixa, o que indica que não haverá paralisação da obra. Presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO), Eduardo Gomes entregou ao titular da Seinfra um abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas, mas não saiu convencido da reunião. “As explicações não nos convenceram. Vamos realizar novas reuniões para discutir os rumos e projetos para a obra”. O mesmo grupo já tinha se encontrado com o prefeito Iris Rezende (MDB) em fevereiro para tratar do assunto.

Os empresários e moradores da área de influência da trincheira da Rua 90 assistiram uma apresentação sobre a sequência de obras. A primeira parte, conforme Dolzonan, será executada na parte interna do anel, na Avenida 136, o que deve durar em torno de 30 dias. Em seguida será cavado o túnel da Rua 90, obra também prevista para 30 dias. A expectativa é que o complexo esteja completamente pronto no final de novembro. O cronograma, como enfatizou o titular da Seinfra, foi acordado com o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no ano passado.

Sobre o lençol freático, Dolzonan Mattos não vê tanto problema como tem sido apresentado pelo grupo de empresários e moradores. “Nós temos estudos de sondagem. A pressão da água é pequena. Trata-se de uma obra simples e o dano ambiental não é tão grave. Se rebaixar um pequeno trecho, em nada interfere nos prédios vizinhos”. O túnel terá 7 metros de vão livre. O grupo não se convenceu e prometeu levar a questão para uma reunião com o procurador federal Hélio Telho, na próxima esta sexta-feira (29).

O vereador Andrey Azeredo pediu um prazo de 15 dias para que os empresários e moradores que serão afetados pela obra possam discutir com técnicos da Seinfra o planejamento do trabalho. “Isso não impede que a obra tenha início. Adaptações podem ser feitas para diminuir o desconforto em relação ao andamento da obra, mas não podemos nos dar o luxo de perder o período de estiagem”, afirmou o titular da Seinfra. Dolzonan explicou que a Avenida 136/Jamel Cecílio vai permanecer aberta durante toda a execução do trabalho, mas a Rua 90 ficará fechada da Praça do Cruzeiro até o Parque Areião. O plano de circulação de veículos prevê desvio de tráfego, tanto do transporte coletivo quanto do transporte individual.



Fonte: Jornal O Popular

BRT Norte-Sul vai abrir nova frente de serviços até março em Goiânia



Trincheira no cruzamento da Rua 90 com Avenida 136 deve ser novo ponto a receber os trabalhos do corredor preferencial de ônibus. Pista da Quarta Radial, no Setor Pedro Ludovico, fica para depois

Motoristas, comerciantes e moradores da região do cruzamento da Avenida 136 e Rua 90, no Setor Sul, vão verificar a partir de março o início da construção da trincheira no local. A obra vai ser a próxima frente de serviços do corredor preferencial do transporte coletivo BRT Norte-Sul, onde já há trabalhos preliminares por parte do consórcio responsável pelo serviço. Atualmente está em definição o local de instalação do canteiro de obras, o perímetro deste, bem como a contratação de novos funcionários.

A construção da trincheira não vai interromper as obras do corredor em andamento na Região Norte, entre a Praça do Trabalhador e o Terminal Recanto do Bosque. A previsão é que os trabalhos na pista deste trecho já iniciado se encerrem em março. A estimativa inicial era de que isto tivesse ocorrido até dezembro passado. A demora foi provocada pela falta de recursos municipais para a desapropriação de 11 imóveis na Avenida Oriente, no Setor Recanto do Bosque.

A verba chegou com empréstimo da União, num total de R$ 115 milhões, sendo R$ 80 milhões para o BRT. Esse recurso também viabiliza a criação desta nova frente de serviço, já que vai aumentar a verba paga pela Prefeitura ao consórcio responsável pela obra. “Vamos triplicar a nossa contrapartida, hoje em R$ 1,25 milhão e vai passar para cerca de R$ 3,2 milhões”, diz o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, sobre o valor para o consórcio e para a supervisão da obra.

No entanto, o Trecho I, entre o Terminal Isidória e o Terminal Cruzeiro, em que houve o início da construção do corredor em 2017, com a limpeza do canteiro central da Avenida 4ª Radial, ainda não vai ter o serviço retomado. O impedimento se dá em razão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal (MPF) que permitiu a retomada das obras no ano passado. No caso, o acordo pela redução do valor do contrato para que legalizasse a situação foi feito com a retirada do chamado Trecho I, na parte mais ao sul do que foi projetado, por este ser viabilizado com verbas do Orçamento Geral da União (OGU) e não diretamente pela Caixa.

Assim, o Paço Municipal deve realizar um novo processo licitatório para que, só assim, as obras possam ser retomadas na região da Avenida 4ª Radial. O planejamento, por isso, é viabilizar o andamento do que já está licitado, no chamado Trecho II, em que o TAC do MPF obriga o encerramento até outubro de 2020.

Serviço no Setor Sul deve durar 6 meses

As obras da trincheira no cruzamento da Rua 90 com a Avenida 136 estão previstas para durar pelo menos seis meses. O serviço é semelhante ao que está sendo feito em Aparecida de Goiânia, no cruzamento da Avenida Rudá com a Avenida São Paulo, e na Avenida 85 com a Praça do Ratinho. Deste modo, o tráfego deve ficar livre para quem se locomover pela Rua 90, por onde passarão os ônibus do corredor preferencial. Atualmente, todo o local é semaforizado e, no futuro, os semáforos só existirão para quem sair da Rua 90 e quiser entrar na Avenida 136, chamada de Jamel Cecílio a partir daquele ponto. 

A ideia da obra de arte de construção é justamente dar fluidez para o tráfego do transporte coletivo. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e de Serviços Públicos (Seinfra) já pediu que a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT) realize projeto para o desvio do tráfego durante o período da obra. O estudo ainda não foi realizado, no entanto. O mais provável é que, no primeiro momento, o tráfego seja desviado para a rotatória.

Marginal Botafogo

Outro trecho da Avenida Jamel Cecílio que deverá receber obras ainda neste ano é o cruzamento com a Marginal Botafogo. Segundo o secretário da Seinfra, Dolzonan Mattos, o projeto para a construção de um elevado já está finalizado e o processo licitatório deve ser publicado ainda neste semestre. 

A previsão é de que a obra custe em torno de R$ 55 milhões e vai permitir que o motorista siga sem parar no semáforo desde a Marginal até a Alameda Leopoldo de Bulhões. Com isso, o tráfego da Jamel Cecílio terá um menor tempo parado no semáforo, permitindo maior fluidez.

A estimativa é que toda a obra dure cerca de um ano. O projeto é semelhante ao elevado que já existe na Marginal Botafogo com a Rua 88, feito em 2013, e, segundo Mattos, terá um aspecto característico de uma viola, como uma homenagem à música sertaneja em Goiás. 


Secretário anuncia construção de dois viadutos na Avenida 136, em Goiânia


A prefeitura de Goiânia trabalha no projeto de construção de dois viadutos na Avenida 136 e a previsão é que as obras comecem ainda neste primeiro semestre. A informação é do secretário municipal de Infraestrutura, Dolzonan da Cunha Mattos, que revela ter outros projetos também encaminhados. "Goiânia vai se transformar em um verdadeiro canteiro de obras nesses próximos dois anos", garante.

Em entrevista ao jornal A Redação nesta sexta-feira (4/1), o secretário informou que os recursos para um dos viadutos já estão garantidos. "Será na Avenida 136 com a 90, no Setor Sul. Essa obra integra o projeto do corredor BRT Norte Sul, trecho entre o Terminal Isidória e o Terminal Recanto do Bosque", diz. "Assinamos com a Caixa Econômica Federal um empréstimo de R$ 115 milhões, ainda no ano passado. Desse total, R$ 80 milhões serão destinados à obra do BRT e esse viaduto faz parte do projeto", explica.

Na sequência, segundo o secretário, será iniciada a construção do viatura na altura da Marginal Botafogo, no Jardim Goiás. "Ainda estamos fazendo alguns ajustes nesse projeto, atualizando orçamentos, para captar recursos junto ao governo federal e, em seguida, lançar o edital de licitação. Mas é importante destacar que essa é um obra inserida na lista de prioridades. Queremos iniciar os trabalhos até o meio deste ano, assim como o primeiro viaduto", reforça.

Dolzonan explica que a prefeitura já providenciou estudo de impacto ambiental. "Também já estamos avaliando rotas e desvios para evitar tumulto no trânsito, principalmente por ser uma obra pensada justamente para desafogar o trânsito naquela região que é tão movimentada, principalmente por volta das 18 horas". 

Dolzonan garante que, além das obras relacionadas à mobilidade, outros projetos estão encaminhados. "O goianiense vai se surpreender".

Fonte: A Redação