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Eduardo Guardia diz que governo não tem planos para subsidiar gasolina


Afirmação do ministro da Fazenda foi durante o seminário Diálogo Público - Financiamento de Estados e Municípios

O governo não está discutindo nenhum programa de subsídio para a gasolina. A afirmação é do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que participou hoje (5) do seminário Diálogo Público – Financiamento de Estados e Municípios: Desafios para um Novo Pacto Federativo, organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“Quando anunciamos a solução para o problema do diesel, fomos absolutamente claros que não há espaço fiscal para esse tipo de coisa [subsídios para reduzir o preço da gasolina] neste momento”, enfatizou Guardia.

Sobre a definição de uma política de amortecimento das flutuações do preço do petróleo, Guardia disse que é preciso discutir respeitando as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o ministro, a ideia é discutir a possibilidade de ter um imposto como amortecedor das flutuações do preço, ou seja, um sistema flexível de tributos que oscilaria de acordo com a variação do preço do petróleo no mercado internacional.

“Isso tem que ser discutido à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal porque exige um imposto regulatório. A Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] não está entre os impostos regulatórios. Então, temos um problema formal com a lei”, alertou. Guardia acrescentou ainda que o uso de um imposto regulatório também gera impacto fiscal. “Tudo tem que ser discutido com muita calma, olhando a Petrobras, os interesses dos consumidores e as restrições impostas pela situação fiscal”, disse.

O Ministério das Minas e Energia anunciou a criação de um Grupo de Trabalho composto por técnicos dos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia (MME), além da Agência Nacional do Petróleo (ANP), para criar uma política de amortecimento dos preços dos combustíveis ao consumidor. Mas o presidente Michel Temer decidiu adiar a discussão, ainda sem data definida.

Cessão onerosa
O ministro da Fazenda disse que é contra o uso dos recursos da cessão onerosa (o acerto de contas entre a Petrobras e o Tesouro Nacional) para criar um “colchão” que absorveria os efeitos das variações da cotação do petróleo no mercado internacional e do dólar nos combustíveis, especialmente na gasolina. Uma matéria publicada na edição de hoje do jornal O Globo diz que parte do governo trabalha com essa solução.

“O recurso da cessão onerosa não elimina a restrição orçamentária imposta pelo teto do gasto. Não é um recurso que permite criar coisas novas, expandir programas, porque temos que respeitar a restrição fiscal”, lembrou Guardia.

Segundo o ministro, os recursos da cessão onerosa vão ajudar a melhorar o resultado fiscal, mas o objetivo principal é atrair investimentos para o país, com a definição de regras claras. “Sabemos que existe um excesso de petróleo na região do pré-sal e que isso precisa ser explorado. Então a solução desse problema com a Petrobras vai permitir a atração de investimentos”, disse.

Preço do diesel
Guardia disse que o acordo com os caminhoneiros para a redução do preço do diesel foi feito de forma absolutamente consistente com a meta fiscal e com o teto dos gastos. “Do ponto de vista fiscal, tudo foi adequadamente compensado”, destacou.

Segundo o ministro, pode levar algum tempo para a redução de 0,46 centavos por litro de diesel chegar a todos os postos do país, mas isso já está acontecendo. “Preservamos integralmente a política de preços da Petrobras e preservamos integralmente o resultado fiscal. Foi uma solução equilibrada que permitiu lidar com todas as dimensões desse prolema complexo”, disse.


Governo de Goiás determina redução da pauta do ICMS sobre gasolina, etanol e gás de cozinha


O governador José Eliton determinou nesta quinta-feira, dia 31, a redução da pauta do ICMS da gasolina, do etanol e do gás de cozinha em reunião com a equipe econômica, na tentativa de colaborar para a redução dos preços dos combustíveis cobrados dos consumidores goianos. No início desta semana, o governador também já havia determinado a redução da pauta do ICMS sobre o diesel.

A nova pauta, que levantou os preços médios praticados nos postos de combustíveis de Goiás no início da segunda quinzena de maio e iria vigorar a partir de amanhã, previa atualização para R$ 4,505 no cálculo do ICMS da gasolina e para R$ 2,694 no do etanol. Com a determinação hoje do governador, a pauta será de R$ 4,311 para gasolina e de R$ 2,683 para o etanol. Já a pauta do ICMS sobre o GLP (gás) teve redução de R$ 6,554 para R$ 6,477. “São valores médios inferiores aos cobrados do consumidor na primeira quinzena de maio, portanto, também anteriores aos últimos reajustes realizados pela Petrobras e à greve dos caminhoneiros”, frisa José Eliton.

A pauta do ICMS é definida de 15 em 15 dias pela Secretaria da Fazenda e determina a cobrança do imposto estadual sobre a venda de combustíveis no varejo. Por conta da mobilização dos caminheiros no País, com a redução significativa da oferta de produtos nos postos em Goiás, houve aumento de preços ao consumidor na segunda quinzena de maio.

O governador José Eliton, entretanto, avaliou nesta manhã todo o cenário com a sua equipe econômica e afirmou que a população goiana não pode pagar pelos efeitos do movimento grevista. “Teremos um impacto, de ordem global, de 30% na arrecadação por conta da redução da atividade econômica no Estado no período em que vigorou a greve dos caminhoneiros. Mas, mantendo a responsabilidade fiscal das contas públicas, vamos manter os valores de antes da greve por entendermos que a população e os consumidores goianos não podem ser penalizados”, disse o governador.

"Nossa expectativa é colaborar para que o consumidor final não seja afetado. Caso ocorra qualquer reajuste, ele não será de responsabilidade dos tributos estaduais, pois estamos fazendo tudo que é possível dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal", ressalta o secretário da Fazenda, Manoel Xavier Ferreira Filho. Ele lembra que o governo do Estado tem feito sacrifícios para evitar o desabastecimento e conter a elevação nos preços dos combustíveis, mas que, além de ser regulado pelo mercado, o valor de venda tem sido impactado pelos constantes reajustes divulgados pela Petrobras.

A greve dos caminhoneiros foi encerrada ontem em Goiás, depois que a Secretaria de Segurança Pública do Estado garantiu, de forma pacífica e ordeira, a desobstrução de todas as rodovias estaduais e praticamente, em conjunto com a PRF e o Exército, de todas as rodovias federais, reestabelecendo o fluxo normal de veículos e mercadorias no Estado.

O governador José Eliton decretou no sábado passado estado de emergência em Goiás depois que o comitê, instalado no governo estadual em conjunto com a PRF, Infraero e Exército, para acompanhar os impactos do movimento grevista, ter alertado para prejuízos à população goiana, principalmente na oferta de serviços públicos básicos na segurança pública e saúde.

“Atendemos em apenas três dias 368 pedidos, o que garantiu a circulação de mais de 400 caminhões de combustíveis, medicamentos, gás de cozinha e animais vivos durante a greve. Só de leite, por exemplo, o Estado garantiu que 7 milhões de litros não fossem descartados, o que iria gerar maior pressão nos preços aos consumidores e um prejuízo ainda maior aos produtores goianos. As medidas tomadas pelo governo também minimizaram os efeitos na distribuição de insumos e medicamentos hospitalares, o que certamente salvou muitas vidas”, frisou José Eliton.

Com o fim da greve dos caminhoneiros, o governador vai revogar na próxima segunda-feira o decreto de emergência. As aulas na rede estadual de ensino também retornam à normalidade na próxima segunda-feira em todas as escolas no Estado.


Serviço do transporte coletivo será normalizado na segunda-feira (4), diz Redemob


Frota de ônibus chegou a ser reduzida em 40% na Região Metropolitana de Goiânia esta semana, devido ao movimento grevista dos caminhoneiros

Depois de ter a frota de ônibus reduzida por duas vezes na última semana devido ao movimento nacional dos caminhoneiros, a RedeMob Consórcio informou, nesta sexta-feira (1º), que o serviço do transporte coletivo será normalizado a partir da próxima segunda-feira (4) na Região Metropolitana de Goiânia.

O estoque de combustível das empresas que administram os ônibus foi regularizado e, por isso, o serviço será normalizado. Esta semana, por exemplo, a frota de ônibus chegou a ser reduzida em 40%, sendo utilizada a planilha de férias, o que gerou filas entre aqueles que dependem do transporte coletivo para se locomover.

Já na última segunda-feira (28), a frota operou com 15% a menos de veículos, quando a planilha de final de semana foi utilizada. Ou seja, o tempo de espera dos passageiros foi semelhante ao que se tem aos sábados, mesmo se tratando de um dia útil.


Governo de Goiás reduz base de cálculo do ICMS sobre o diesel


Valor de R$ 3,49 será praticado por 30 dias

Os Estados acataram parcialmente os pedidos do governo federal em relação ao diesel. Assim, o Governo de Goiás vai reduzir a base de cálculo do ICMS sobre a comercialização do produto. A medida foi anunciada na noite desta terça-feira (29/05), logo após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), onde os estados avaliaram o impacto do corte da Cide sobre o combustível em suas economias.

Goiás retomará a pauta do ICMS do diesel da primeira quinzena de maio deste ano e manterá o valor referencial praticado na época (R$ 3,4977) por 30 dias. Segundo o secretário da Fazenda, Manoel Xavier Ferreira Filho, a medida gerará perda de receita para o Estado. 

“Mesmo assim, o Governo de Goiás entende que, nesse momento, em que a paralisação dos caminhoneiros causa risco de desabastecimento em diversos setores e arrefece o setor produtivo local, é necessária a soma de esforços no sentido de encontrar uma solução viável economicamente, contemplando os interesses da sociedade”, pondera.

Outra proposta pela União, que previa redução de R$ 0,25 centavos sobre a pauta de ICMS do diesel praticada em maio, não foi aprovada por unanimidade e, portanto, não será adotada de imediato. Os Estados irão fazer uma avaliação aprofundada das perdas de receita que ação acarretaria caso fosse implantada. Só em Goiás, estima-se o custo de quase R$ 10 milhões mês caso a medida seja adotada. O tema será avaliado por um grupo de trabalho e deverá voltar à pauta do Conselho.

Os combustíveis contribuem com 26,11% da arrecadação do ICMS. O diesel representa 34,65% da arrecadação com combustível e 9,05 do ICMS. Vale enfatizar que Goiás pratica a 4.ª menor alíquota sobre o diesel no País. Sobre o preço médio do combustível, praticado nas bombas, incide ICMS de 14% e 2% para o Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege), carga tributária efetiva de 16%. Dentre os estados do Centro-Oeste, Goiás tem alíquotas inferiores aos do Mato Grosso (17%) e Mato Grosso do Sul (17%), competindo assim apenas com o Distrito Federal (15%). 


Protestos em rodovias estaduais chegam ao fim em Goiás


Informação é da assessoria de comunicação da Polícia Militar

A Polícia Militar de Goiás informou no início da tarde desta quarta-feira (30/5) que todas as rodovias estaduais foram desbloqueadas pelos caminhoneiros, que estavam em greve desde o último dia 20.

No início desta manhã, a Polícia Rodoviária Estadual ainda contabilizava ao menos 19 trechos bloqueados pela categoria.

Nas rodovias federais, ainda há mais de 20 pontos de bloqueio. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que desenvolveu desde terça-feira (29) ações em pontos de manifestação, orientando os caminhoneiros que desejam deixar os locais de concentração, sendo assegurado o livre trânsito dos que pretendem continuar suas viagens.


Rombo na Petrobras motivou reajuste de preço dos combistiveis


Como consequência, o preço do diesel já subiu 38 vezes desde janeiro

Quando decidiu reajustar diariamente os preços em linha com o mercado internacional, em julho de 2017, a Petrobras mirou seu caixa. O foco era a redução do endividamento que elevou a empresa ao posto de petroleira mais endividada do mundo. Estratégia que deu certo, com a petroleira registrando um lucro de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre, o maior trimestral dos últimos cinco anos.

Para o consumidor, a recuperação da Petrobras pesou no bolso quando a cotação do petróleo ganhou fôlego em 2018, após um período de quedas. Pela primeira vez desde 2014, o barril atingiu US$ 80 neste mês.

Como consequência, o preço do diesel já subiu 38 vezes desde janeiro. Para a empresa, a alta do petróleo significa uma oportunidade para gerar receita, distribuir dividendos aos acionistas e atingir a meta financeira, ainda que o programa de venda de ativos caminhe devagar.

O presidente Pedro Parente obedece à máxima de que a Petrobras deve se comportar como uma produtora como outra qualquer, independentemente da importância estratégia dos combustíveis para o País. Afinal, a estatal compete diretamente com importadores e possui a flexibilidade de atuar em outros países.

A lógica é que não há fronteiras no mercado de petróleo. Mas, no Brasil, a realidade é que as altas no preço da estatal surtem efeito no bolso da população e de segmentos da economia que nada têm a ver com o mercado externo.

Professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, Helder Queiroz destaca que a alta do petróleo foi o primeiro teste de Parente. "É certo que é preciso acompanhar o mercado internacional. Mas existem várias soluções para isso. Será que essa é realmente a melhor?", diz.

Pesa ainda o fato de o maior volume do combustível consumido no País sair das refinarias brasileiras, comandadas pela Petrobras. No primeiro trimestre deste ano, a empresa produziu 1,67 milhão de barris por dia (bpd) de derivados de petróleo e importou apenas 97 mil.

"Se o preço do petróleo não oscilar, oscila o câmbio. A Petrobras tem de seguir os preços internacionais, mas não precisa ser diariamente. A empresa cobra tanto previsibilidade do governo e não faz o mesmo com os seus consumidores", criticou um especialista em petróleo que já fez parte do governo e não quis se identificar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Goiânia terá manifestação contra parlamentares neste domingo (4/12)


Ato deve ocorrer em todo o país

Conhecido por ajudar a convocar brasileiros para protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o movimento Vem Pra Rua está organizando uma nova manifestação, desta vez contra os parlamentares. A convocação é para este domingo (4/12) e a expectativa é que as principais cidades do país participem. 

A concentração inicial em Goiânia, segundo o Vem Pra Rua, está marcada para às 15h, no Parque Areião, em frente à sede da Polícia Federal. São pelo menos 50 cidades brasileiras convocando a população para ir às ruas protestar.

De acordo com a página goiana no Facebook, a manifestação também será em defesa da Operação Lava Jato, que investiga esquemas de desvios de recursos da Petrobras.

Os envolvidos na força-tarefa ameaçaram renúncia coletiva caso o novo projeto anticorrupção, que foi alterado por parlamentares, seja aprovado e sancionado pelo presidente Michel Temer. Apesar do pedido de urgência do senador Renan Calheiros, o projeto ainda não foi votado no Senado. 




Manifestações em Goiânia levam 60 mil pessoas às ruas; organizadores falam em 90 mil pessoas



Foto: Drone One

Manifestação em Goiânia é maior ato político da história

A Polícia Militar de Goiás informou que 60 mil pessoas foram às ruas neste domingo (13) em Goiânia. Os organizadores falam em 90 mil pessoas. O protesto contra a corrupção, PT, governo Dilma e Lula teve mais de 3 quilômetro de trajeto.

Em Goiânia, a manifestação foi realizada de forma pacífica e contou com a presença de diversas famílias. A Polícia Militar esteve presente em diversos pontos da capital.

Os manifestantes se reuniram na Praça Tamandaré, no Setor Oeste, no início da tarde. De lá o grupo seguiu para a Superintendência Regional da Polícia Federal, no Setor Bela Vista. Confira o trajeto



Mensagens contra corrupção, governo Dilma e Lula nas manifestações

Bonecos infláveis do petista vestido como detento eram vistos por todos os lados, inclusive nas mãos de crianças

Sentimentos de revolta e indignção foram expressados em cartazes por milhares de manifestantes nas ruas de Goiânia, na tarde deste domindo (13).

Os protestantes empunhavam cartazes com mensagens contra a corrupção e o governo Dilma. O ex-presidente Lula também foi alvo de diversas mensagens. Bonecos infláveis do petista vestido como detento eram vistos por todos os lados, inclusive nas mãos de crianças.

Fotos: 










Fotos: Bruna Aidar/ Jornal Opção








Fonte: Jornal O Popular


Fora Dilma: manifestantes começam a se concentrar em várias capitais


Protesto em Goiânia está marcado para 14h da tarde

Os primeiros manifestantes começam a chegar aos pontos de concentração em várias capitais do País para o protesto nacional contra o governo Dilma Rousseff. Em Brasília, onde a manifestação estava marcada para começar às 9h30, algumas dezenas de pessoas já estão concentradas na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu Nacional.

No Rio de Janeiro, cerca de 50 pessoas se reúnem na Avenida Atlântica, em Copacabana (zona sul), na altura do posto 5. Há carros de som na orla e os organizadores gritam palavras de ordem, como "fora PT".

Em Recife, manifestantes começam a se concentrar para o ato na Av. Boa Viagem, movimento que se repete em Maceió. Em Belém, grupos que saíram da estação das docas passam pelo centro comercial.

Logo cedo, por volta das 7h30, houve buzinaço de caravana de caminhoneiros pelas ruas da cidade de Rio do Sul, em Santa Catarina.

Em Goiânia, o manifesto está marcado para ás 14h. O evento no Facebook, criado pelos movimentos Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados ON LINE, tem 6 mil e 600 presenças confirmadas. A concentração será na Praça Tamandaré, no setor Oeste.

Foto: Congresso em Foco

*com informações Agência Estado

Fonte: Jornal O Hoje



Paço Municipal é blindado para receber Dilma


Temendo manifestações, a Prefeitura de Goiânia bloqueou o Paço Municipal com tapumes para a chegada da presidente Dilma Rousseff na tarde de quinta-feira (19). A petista participará de evento às 15 horas, com o prefeito Paulo Garcia (PT) para assinatura da ordem de serviço das obras de implantação do BRT, Transporte Rápido por Ônibus. Na solenidade, o prefeito Paulo Garcia (PT) também anunciará 300 novos ônibus para a capital.

Este será o primeiro evento público da presidente após as manifestações contra a gestão federal no domingo (15) em todo o País.

O Movimento Brasil Livre, que coordenou as manifestações do dia 15, organiza panelaço ao redor do Paço. Também há informações de que caminhoneiros podem bloquear a BR-153 ou promover buzinaço.

Não foram divulgadas mais informações sobre o esquema de segurança a ser montado para receber a presidente e, por enquanto, ela não tem nenhum outro compromisso agendado em Goiás.

Fonte: Jornal O Popular



Protesto leva 60 mil às ruas de Goiânia, diz PM






Uma multidão tomou as ruas centrais de Goiânia, na tarde deste domingo (15), para protestar contra a presidente Dilma Rousseff. De acordo com estimativa da Polícia Militar feita no fim desta tarde, 60 mil pessoas participaram do ato organizado pelo Movimento Brasil Livre-GO, liderado por empresários e profissionais liberais. O protesto foi agendado na rede social Facebook em todo o País.  Os atos contra o governo da presidente Dilma Rousseff ocorreram em 22 Estados e no Distrito Federal. Segundo a PM de São Paulo, cerca de 1 milhão de pessoas participaram do protesto na Avenida Paulista. No Rio, a policia falou em 25 mil pessoas.

A Praça Tamandaré foi ponto de encontro dos manifestantes para o protesto. Por volta das 10h30 da manhã, o local já registrava uma grande movimentação de manifestantes munidos de cartazes com frases de protestos e vestidos a caráter, com bandeiras e camisetas. "Vamos passar o Brasil a limpo", dizia uma das faixas.

Muitos levaram toda a família. Motoristas simpáticos à manifestação demonstram apoio com buzinaço. Um carro de som acompanhou toda a manifestação, exclamando palavras de ordem ao presentes. "Quem não pula é petista", dizia a mensagem, repetida pelos participantes.

Por volta das 14 horas, início previsto para a mobilização, a Polícia Militar já apontava a presença de aproximadamente duas mil pessoas.  Às 15 horas, os manifestantes começaram uma caminhada partindo da Praça Tamandaré, passando pela Avenida 85 até a sede da Polícia Federal. Lá, houve a "prisão simbólica" da presidente Dilma Rousseff.

Também foi grande a adesão de empresários. Representantes do Fórum Empresarial se concentraram na Rua 29, de ondem partiram para se juntar aos manifestantes. "O governo não fez o dever de casa. Não investiu na produção industrial nos últimos anos", declarou o empresário Alexandre Costa. A presidente da Acieg, Helenir Queiroz, esteve presente no carro de som.

Segundo um dos organizadores do protesto em Goiânia, Sílvio Antônio Fernandes, a manifestação é um primeiro passo para mobilização. "Precisamos mostrar para a classe política o nosso descontentamento para que eles também possam se sensibilizar", declarou.

No local, o movimento instalou um guichê improvisado para coleta de assinaturas. "Encaminharemos as assinaturas para Brasília. Vamos continuar agindo para mudar a forma de pensar também do cidadão. É preciso participar, independentemente da idade ou classe social", completou Sílvio.

Conforme a expectativa, a manifestação foi pacífica, sem maiores incidentes. A empresa de segurança privada Escudo Vigilância foi contratada pela organização para proteger os manifestantes.

Comissão organizadora

A organização da manifestação deste domingo em Goiânia tem a participação de vários integrantes. São eles:

1) Pedro Marçal , médico
2) Murilo Rezende, economista e professor universitário
3) Paulo Adelar, dentista e empresário
4) Ana Carla Maia, advogada
5) Ana Gabriela Maia, estudante de medicina
6) Viviane Oliveira, universitária
7) Arthur Otto, engenheiro nuclear
8) Ronaldo Zardini, funcionário público aposentado (Vice-presidente nacional do Movimento Caras Pintadas)
9) Jussana Vidica, odontóloga
10) Ana Lúcia Araújo, artista plástica
11) Amanda Feitosa, professora
12) Márcio Novaes, engenheiro de telecomunicações
13) Tiago Rassi, médico
14) Bruno Diniz, médico
15) Alexandre Seltz, professor de história
16) Wanderson Brasil, sommelier
17) Alexandre Seltz, professor

Fonte: Jornal O Popular



Dilma é alvo de protestos pelo País neste domingo


A queda acentuada de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que hoje será alvo de protestos em diversas cidades do País, coincide com a mais intensa reversão de expectativas econômicas ocorrida nas últimas duas décadas. Desde o início de seu segundo mandato, o número de eleitores com medo do aumento do desemprego e da inflação chegou às alturas, poucos meses depois de atingir, durante a campanha eleitoral, os níveis mais baixos desde o governo Fernando Henrique Cardoso.

O pessimismo em relação ao aumento da inflação, segundo série histórica de pesquisas do instituto Datafolha, supera atualmente até os níveis registrados logo após a desvalorização do real ocorrida no início do segundo mandato de FHC. A preocupação com o desemprego ainda não chegou ao patamar da era tucana, mas a linha de tendência aponta para isso.

Os gráficos publicados nesta página mostram como se manifestaram as ondas de pessimismo econômico nos cinco primeiros anos de governo dos três últimos presidentes. As linhas revelam uma clara tendência de melhora das expectativas durante as campanhas eleitorais de reeleição - época de bombardeio de propaganda na televisão - e de piora no primeiro ano do segundo mandato. Mas as guinadas da gestão Dilma se destacam pela intensidade.

O pessimismo em relação à economia ajuda a explicar os ânimos acirrados contra a presidente, evidenciados no "panelaço" do domingo passado e em manifestações que hoje tentam se lançar do palco virtual das redes sociais para o concreto das ruas e praças e de cidades grandes e médias.

Mas o panelaço e o bombardeio virtual contra a presidente e seu partido são também a continuação de um movimento já observado na campanha eleitoral do ano passado, marcada pela acirrada polarização entre o eleitorado pró e anti-PT.

Após a eleição, que Dilma venceu com 51,6% dos votos - o placar mais apertado desde a redemocratização -, a mobilização de grupos contrários à presidente ganhou impulso com o detalhamento do escândalo de corrupção da Petrobrás e a acusação, feita por ex-funcionários da estatal, de que partidos da base governista foram beneficiados pelo desvio de recursos.

A onda de insatisfação também se alimentou da série de más notícias no front econômico, desde a aceleração da inflação ao anúncio de medidas impopulares para reduzir o déficit público. No início de fevereiro, segundo o Datafolha, 44% dos brasileiros consideravam o governo ruim ou péssimo - a taxa mais alta da gestão da petista.

Dispersão

A fragilidade do governo também se evidencia no Congresso. No início de seu segundo mandato, Dilma está com a mais baixa taxa de fidelidade na Câmara dos Deputados desde o início da série histórica do Basômetro, ferramenta interativa do Estadão Dados que calcula a taxa de governismo dos parlamentares brasileiros. Desde 2003, no primeiro ano do governo Lula, nenhum presidente teve de lidar com uma base tão adversa.

Nas 14 votações que já ocorreram em 2015, em média, 70% dos votos dos deputados seguiram a orientação do governo. Essa taxa está 11 pontos abaixo da registrada nas primeiras 14 votações do segundo governo Lula - a melhor marca nessa mesma faixa de comparação. A situação tende a piorar para a presidente, já que, em regra geral, o início de governo costuma ter as maiores taxas de governismo do mandato.

Outra maneira de avaliar o governismo é medir o chamado "núcleo duro" do governo, formado por deputados que sempre ou quase sempre votam de acordo com a orientação do Executivo. Neste início de mandato, apenas 114 parlamentares votaram 90% das vezes ou mais com o governo, o que representa 30% do total - quase metade do que no mesmo período do governo anterior de Dilma, em que 58% dos deputados faziam parte do núcleo duro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dilma não vê razões para impeachment

Surpreendida pelos ataques a seu pronunciamento na televisão no domingo, quando foi alvo de vaias e “panelaço” em 12 capitais, a presidente Dilma Rousseff disse não ver razões para seu impeachment e que um “terceiro turno” representaria uma “ruptura democrática”.

Afirmando apoiar o direito da população de protestar nas ruas, Dilma questionou os argumentos dos grupos que defendem seu afastamento, que participam da organização das manifestações marcadas para domingo em várias capitais. “Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições”, disse Dilma ontem, após cerimônia no Planalto em que sancionou a lei do feminicídio, que torna crime hediondo a violência contra a mulher.

Foi a primeira vez que a presidente pronunciou a palavra impeachment desde que seus adversários começaram a debater o assunto. “O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático”, afirmou Dilma. “A eleição acabou, houve primeiro e segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer a não ser que se queira uma ruptura democrática.” Questionada sobre as manifestações do próximo domingo, a presidente disse que é preciso “conviver com a diferença”, mas não se pode “aceitar a violência”. “Manifestações pacíficas são da regra democrática”, afirmou.

A repercussão negativa do pronunciamento de domingo, quando Dilma defendeu o ajuste fiscal e pediu paciência à população, acendeu o sinal vermelho no Planalto, que teme que o discurso sirva para estimular novos protestos contra o governo. Assessores presidenciais avaliam que o momento escolhido para o pronunciamento se revelou um equívoco, e que o discurso irritou ainda mais a parcela da população contrária à petista, criando o risco de provocar uma onda como a das manifestações de junho de 2013. Logo pela manhã, Dilma reuniu-se com o vice-presidente Michel Temer e seus auxiliares mais próximos para analisar a situação. Ficou combinado que o ministro Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil, convocaria uma entrevista para defender o governo. À tarde, a própria presidente decidiu tratar do assunto com os jornalistas. Dilma também vai discutir as manifestações com o ex-presidente Lula em encontro hoje.

Fonte: Jornal O Popular



Grupos se movimentam para protestos contra o aumento de 50 centavos


Após o anuncio do aumento de 50 centavos na última sexta-feira 13, que pegou os goianienses de surpresa e gerou revolta entre os usuários nos pontos e terminais da cidade, grupos começam a se organizar para manifestações contra o aumento da tarifa. Pelas redes sociais, alguns eventos foram criados convocando a população a lutar contra o abuso das empresas do transporte na cidade.

A Frente de Luta Pelo Transporte, articulação sem lideranças, formada por vários grupos políticos, estudantes, professores, motoristas de ônibus e independentes, postou na página oficial do Facebook uma convocatória chamando para uma reunião aberta. A Frente foi o grupo responsável por puxar e organizar as manifestações contra o aumento e por melhorias do transporte coletivo em Goiânia, no ano de 2013 e também em 2014. Com o anuncio desse novo aumento, a articulação voltou a ativa e publicou essa nota, chamando uma reunião de urgência na terça-feira, ainda durante o feriado de Carnaval:

REUNIÃO DE REARTICULAÇÃO

Com o aumento absurdo de 50 centavos a passagem de ônibus em Goiânia passa a ser a TERCEIRA MAIS CARA do país. 3,30 não corresponde à qualidade ou mesmo eficiência do serviço, que só são verdadeiramente vistos nos terminais e pontos superlotados. Apesar de toda repressão, não vamos engolir nenhuma justificativa de empresários pilantras que à décadas lucram milhões em cima da população!

Se você não aceita esse aumento e esta interessado em lutar contra esse abuso, chame seu amigos e vizinhos, e venham ajudar a construir a luta contra a máfia do transporte.

17/02 (TERÇA-FEIRA) 14 HORAS
DCE DA UFG NO SETOR UNIVERSITÁRIO

Além da Frente de Luta, outros grupos já convocaram protestos contra o aumento para essa semana. Em um evento no Facebook chamado: MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DO TRANSPORTE COLETIVO EM GOIÂNIA - cerca de duas mil pessoas já confirmaram presença, o evento tem mais de 16 mil pessoas convidadas. A manifestação foi marcada para as 16:30 da tarde da próxima sexta feira, dia 20. A concentração vai ser na Praça Universitária.

Outro protesto inusitado contra o aumento da tarifa, foi convocado pelas redes sociais. Em um evento intitulado: “É da RMTC? Estou sendo roubado por vocês!”  Os organizadores convocam a população para ligar várias vezes no Serviço de Atendimento ao Cliente da RMTC (Rede Metropolitana do Transporte Coletivo) e denunciar um “roubo” referente ao preço absurdamente mais caro, da tarifa dos ônibus da capital. Confira um trecho da mensagem publicada no evento:

“Para denunciar casos de furto, roubo, violência sexual e ameaça à integridade física dentro dos ônibus e terminais, é só enviar uma mensagem de celular, via SMS ou WhatsApp, para o número (62) 8591-8952″

Você receberá a mensagem padrão pra ligar para o 0800.
Liguemos então para o 0800 648 2222 e digamos “É da RMTC? Estou sendo roubado por vocês!”
Peçam informações da razão do aumento, questionem, liguem novamente. A ligação é gratuita e funciona nos dias úteis, das 6 às 23h e aos sábados das 7 às 13h.”

Fonte: DM

Por 20 centavos e muito mais: manifestações completam um ano


No princípio eram os 20 centavos. Em poucos dias, chegaram a "educação e saúde padrão Fifa", o "contra a militarização das polícias", o "sem violência", o "sem partido" e uma infinidade de motes que arrastaram cerca de dois milhões de pessoas às ruas do país. As manifestações de junho de 2013 deixaram no Brasil um clima de insatisfação que não se reverteu mesmo um ano depois e que, por enquanto, tem apontado para uma alta abstenção nas eleições. Além disso, deram força para que movimentos tradicionais, como os de sem teto e as greves por melhores salários, ganhassem força para impor sua agenda e pressionar governos e patrões às vésperas da Copa.

Os efeitos das manifestações de junho na política ainda são visíveis. Que o diga a presidente Dilma Rousseff. Em março de 2013, três meses antes de o movimento tomar as ruas do país, sua popularidade batia recorde, com 65% dos entrevistados pelo Datafolha avaliando o governo como ótimo ou bom. Ao final de junho, o recorde virou negativo: apenas 30% de aprovação. A presidente até ensaiou uma recuperação parcial e chegou a ter 41% de aprovação em fevereiro. Mas voltou a cair e chegou, neste mês, ao patamar de 33% eleitores avaliando seu governo como ótimo ou bom. O efeito das manifestações sobre as eleições é incerto. Na época, governadores também sofreram queda nos índices.

- Há um clima de insatisfação, mas não há nomes dentro da oposição, nem forças políticas, que consigam capitanear isso - avalia o cientista político Marco Aurélio Nogueira, da Unesp, autor de "As ruas e a democracia", sobre a onda de protestos, que complementa: -Se as manifestações prosseguirem ajudando a criar um clima de insatisfação no país, as eleições serão vencidas por quem conseguir estabelecer uma comunicação positiva.

A análise se confirma com o estancamento e mesmo queda das candidaturas dos opositores do governo segundo o último Datafolha. O que cresceu na pesquisa foi a insatisfação. O número de indecisos e pessoas que tendem a votar em branco ou nulo subiu de 24 para 30% dos eleitores.

-Deve haver uma abstenção forte, o que mostra um desencantamento dos brasileiros em relação à política. O processo vai caminhar bem, vai ter eleição, mas há 30% de insatisfeitos- aponta o sociólogo Marcelo Ridenti, da Unicamp.

Ridenti concorda com Nogueira que nenhuma liderança do país conseguiu representar o desejo de mudança dos eleitores.

-As manifestações de junho e as manifestações de hoje são diferentes, mas as duas são expressão de um certo desejo de mudança. E nenhum candidato está conseguindo canalizar esse desejo- diz Ridenti.

Integrante do Movimento Passe Livre (MPL), que protagonizou os protestos em junho, Lucas Oliveira sabe de cor a escalada das manifestações. O primeiro em 6 de junho; outro maior, com 5 mil pessoas, no dia 7. A crescente segue pelos dias 11 e 13, quando houve uma severa repressão policial. A resposta da sociedade veio no dia 17 de junho, com uma grande adesão ao movimento que pedia a suspensão do aumento de 20 centavos no preço das passagens de ônibus não só de São Paulo, mas de outras cidades, como Rio, Belo Horizonte, Recife. As manifestações prosseguem no dia 18, com mais força policial e cenas de violência. No dia 19, com o anúncio da revogação do aumento em São Paulo, os manifestantes capitaneados pelo MPL lotaram a avenida Paulista para celebrar a vitória.

Mas, àquela altura, o protesto não era mais deles. Diversos grupos foram às ruas e acabaram expulsando os partidos da passeata assim como o próprio MPL, que deixou as manifestações naquele dia para cumprir outras agendas na periferia da cidade, como os protestos de sem teto.

-A gente parou porque o nosso chamado era contra o aumento das passagens. A gente venceu- diz Lucas, afirmando que, desde junho, o MPL cresceu e está articulado com seus pares nos estados:- Antes, a gente estava em 5, 6 cidades. Hoje, tem coletivos do movimento em 18 cidades em São Paulo.

Para Marco Aurélio Nogueira, os protestos de junho foram importantes para que o Brasil incorporasse as manifestações ao seu cotidiano, mas produziram pouco resultado político. Não emergiu dos protestos nenhuma nova liderança e faltou uma articulação capaz de transformar essa mobilização em uma força política, analisa Nogueira.

-Os protestos foram uma hidra, com muitos tentáculos, muitas cabeças, muitas agendas e nenhuma articulação. A classe média participou de forma espasmódica, como uma corrente elétrica, e não se pode dizer que haverá outro espasmo como aquele- diz o especialista da Unesp.

Na opinião de Ridenti, em junho passado "a panela de pressão apitou":

- Foi uma explosão de insatisfações. Qualquer explosão desse tipo dificilmente se mantém por muito tempo. Até se manteve bastante, por quase um mês. Esses movimentos foram importantes para mostrar uma certa crise de representatividade do Brasil, tanto dos poderes como dos canais tradicionais, como partidos e sindicatos - diz Ridenti, para quem o poder público não tomou medidas para dialogar com esses movimentos nem para mudar suas práticas, ensaiando uma proposta de reforma política que não foi levada a cabo:

-Os poderes constituídos fizeram muito pouco e continuam blindados dessa pressão da sociedade.

Em meio a protestos violentos, a assiduidade dos brasileiros foi diminuindo nas ruas. Se no começo de junho o protagonismo dos atos era do MPL, aos poucos foi ganhando espaço a tática internacional Black Bloc, que cultua a estética da violência e o ataque a símbolos do governo, como prédios públicos, e capitalistas, como agências bancárias e de automóveis importados. Do outro lado, a repressão policial, que no início de junho gerou uma forte reação da sociedade, ficou ainda maior. Um balanço lançado na semana passada pelo Artigo 19, organização de defesa da liberdade de expressão, apontou que, em 2013, houve 696 protestos em todo o país, com 2.608 pessoas detidas, oito casos de morte relacionados às manifestações e 117 jornalistas feridos, além de inúmeros casos de agressão policial.

- Ainda é muito cedo para avaliar o impacto desses protestos. Eles ainda não acabaram. No curto prazo, o que tivemos foi uma retranca por parte dos governos, que lidaram mal com as manifestações. Há um retrocesso na democracia por parte dos governos, que se prepararam, mas de modo errado, com uma visão de ditadura, de repressão, uma visão militarizada. Já aquelas manifestações acabaram se dissolvendo em pequenas manifestações. Você tinha, antes, um envolvimento maior da classe média. A violência em geral tirou gente dos protestos e ela veio de vários focos- avalia a diretora do Artigo 19, a advogada Paula Martins.

Hoje, a classe média saiu das ruas e ganharam força movimentos como o MTST, dos sem teto, e as mobilizações de classe. Quanto a isso, os protestos de junho deram força à revolta das bases contra os próprios sindicatos. No mês passado, a base rebelde dos rodoviários descumpriu o acordo firmado pelo sindicato e rejeitou o reajuste de 10% para a categoria. A revolta atingiu outras categorias, como os funcionários de limpeza urbana do Rio.

- Junho deu força, com certeza, a esses movimentos. Há uma pressão da base para seus dirigentes terem uma atitude mais combativa. Há uma inédita e surpreendente reação da base como no caso dos rodoviários- diz Ridenti.

Fonte: OGlobo



Marcha da Maconha reúne 2 mil pessoas em Goiânia


Por volta das 18h desta sexta-feira, (6/6), iniciou-se a Marcha da Maconha 2014 em Goiânia. Com uma concentração de mais de 2 mil pessoas, a Marcha saiu da Praça Universitária rumo à Praça Cívica.

Os apoiadores da causa seguiram pela Av. Universitária (Rua 10) e deram uma volta no anel interno da Praça Cívica, que ficou interditado durante todo o percurso. Agora estão voltando para a Praça Universitária, onde terminará a marcha.

Incidentes
Cinco pessoas foram detidas portando maconha, destes, quatro tem menos de 18 anos. Todos foram encaminhados para o 1º DP, onde foram autuados.

O trânsito está bastante complicado na região, já que o sentido Praça Universitária da Rua 10 está com o trânsito bloqueado. Motoristas devem evitar transitar pela região.

Fonte: A Redação (Juca Vasconcelos)



Passeata contra administração de Paulo Garcia marcada para o próximo dia 29


A insatisfação com a atual administração de Goiânia e do Prefeito Paulo Garcia, tem tomado força e adeptos, não só nas redes sociais. Para se ter uma ideia alguns órgãos da administração municipal como, Guarda Civil Metropolitana e Servidores e Professores da Educação Municipal entraram em greve.

Um grupo criado na rede social Facebook #MOVIMENTOFORAPAULOGARCIA, está se organizando para realizar uma manifestação, na próxima quinta-feira (29) a partir das 8h da manhã, começando na Praça do Bandeirante, no centro de Goiânia.

A passeata contará com o integrante do **#MOVIMENTOFORAPAULOGARCIA e dos Servidores e professores da educação municipal. A mobilização pretende, segundo postagem, ir até a Câmara Municipal, ocupando as galerias, para cobrar os direitos trabalhistas que o prefeito prometeu.

Resposta Prefeitura:

Ao entrar em contato com a Prefeitura de Goiânia, a Secretária de Comunicação (Secom) informou que não pode se posicionar sobre a suposta manifestação, sem uma notificação oficial informando sobre a mobilização.

Fonte: DM



Presidente da Fifa admite que Brasil está descontente com a Copa, mas que irá se render a ela


O presidente da Fifa, Joseph Blatter disse em entrevista a uma emissora suíça, que o povo brasileiro está descontente com o Mundial que começa em menos de um mês, mas salientou que a situação irá mudar radicalmente, assim que a competição começar no dia 12 de junho.

“Tenho certeza que, quando a bola rolar, na partida de abertura em São Paulo [BrasilXCroácia], o Brasil vai se encher daquela febre de futebol”, afirmou o presidente da Fifa.

Protestos

Blatter denunciou o fato de os manifestantes, nas diversas cidades no Brasil, estarem usando o futebol como "plataforma" para seus protestos e disse que já vem discutindo essa situação com a presidente Dilma Rousseff.

O presidente ainda comparou a insatisfação dos brasileiros ao que ocorre na Turquia, onde manifestantes estão causando um terremoto político em Istambul e gerando tensões na região. Na Turquia, a Fifa realizará o Mundial Sub-20 em poucos dias. "Temos visto isso também na Turquia e temos toda a confiança nas autoridades", afirmou, após participar de um congresso no Copacabana Palace sobre o papel das finanças e o futebol.

"O futebol existe aqui para unir as pessoas. Isso está claro e conheço um pouco das manifestações que estão ocorrendo", disse Blatter. "Acho que as pessoas estão usando a plataforma do futebol e a presença da imprensa internacional para deixar claro certos protestos", declarou.

Fonte: DM



Decisão de recolher ônibus às garagens teve o aval da CMTC


As empresas de transporte coletivo, incluindo a Metrobus, decidiram recolher os ônibus às 20 horas de ontem, segundo confirmou a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), por causa de supostas ameaças à segurança de motoristas e passageiros. Tomados pelo cansaço e pela angústia por não saber como voltariam para casa, centenas de trabalhadores lotaram os arredores dos Terminais Isidória, no Setor Pedro Ludovico, e Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário.

Depois de um dia exaustivo de trabalho, a copeira Josina Macedo da Silva, de 59 anos, não escondia a aflição. No terminal Praça da Bíblia, ela esperava o ônibus da linha 021, para chegar à sua casa, no Parque Atheneu. “Consegui chegar ao serviço depois de ficar mais de duas horas no ponto, de manhã, e, agora, não sei como voltar”, desabafou, para emendar: “É muito sofrimento.”

O mecânico Faustino Pereira Teles Filho, de 57, também estava no Praça da Bíblia, e torcia para chegar logo à casa dele, no Setor Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia. “A gente não pode ficar preso num terminal. Isso é um absurdo”, afirmou.

Apesar do clima de tranquilidade na maioria dos terminais, o padeiro Marcelo Roseno Batista da Silva, de 21 anos, foi levado para o 8º Distrito Policial (DP) de Goiânia, no Setor Pedro Ludovico, por suspeita de apedrejar um ônibus que estava estacionado no Isidória. Ele teria negado a policiais militares que quebrou o vidro do ônibus, mas admitido que incentivou o ato de vandalismo.

A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) diz que a decisão de tirar os ônibus de circulação às 20 horas de ontem, sem oferecer um serviço essencial à sociedade, foi tomada após diálogo com as empresas concessionárias, tendo em vista as ações que ocorreram durante todo o dia. “Não é uma decisão tomada por medo do que pode acontecer. É com base no que aconteceu”, disse o chefe de gabinete da companhia, Tales de Castro.

Segundo a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), a CMTC, por ser responsável pela organização e fiscalização do sistema de transporte coletivo, tem autonomia para autorizar a retirada dos veículos das ruas. “As ameaças à segurança torna legítima a ação da CMTC. Uma coisa é você protestar, outra é depredar o patrimônio”, argumenta.

O conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Alexandre Prudente diz que as empresas têm que justificar o motivo da retirada dos ônibus das ruas, principalmente por ser um serviço essencial, mas pontua a responsabilidade do Estado. “Elas têm obrigação de prestar o serviço público e o Estado a segurança para que isso ocorra.”

Fonte: O Popular



Protesto paralisa 17 terminais e empresa manda recolher ônibus


Após um dia de paralisação quase total do transporte coletivo na região metropolitana, iniciada quando um grupo de motoristas resolveu protestar contra o reajuste salarial acordado um dia antes, dificultando a saída de ônibus no Terminal das Bandeiras, no Setor Sudoeste, os usuários do sistema devem ter uma trégua pelo menos até a tarde de segunda-feira, quando está marcada uma reunião no Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) com os três sindicatos envolvidos no impasse sobre o dissídio salarial: o das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp), o dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte) e o Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo).

Ao todo, 17 terminais tiveram o funcionamento comprometido, sendo que 8 deles passaram praticamente todo o dia fechados. As empresas afirmam que 20 ônibus foram depredados e em alguns terminais houve vandalismo. No das Bandeiras, onde a paralisação começou, máquinas de lanche foram quebradas e lixeiras arrancadas e usadas para quebrar janelas de ônibus. A Polícia Militar destacou policiais em todos os terminais e nas garagens dos ônibus. No das Bandeiras e na Praça A, o Pelotão de Choque interveio, com uso de força e de bomba de gás lacrimogênio. Houve 18 prisões.

A paralisação começou no Terminal Bandeiras, por volta das 6 horas, e se espalhou para os demais. Passageiros embarcaram nos pontos dos setores e foram obrigados a descer, sem poder dar continuidade à viagem, o que deixou a população indignada. “É uma falta de respeito pegar a gente no ponto e largar aqui, sem ter como ir para o trabalho ou voltar para casa. Tudo bem os motoristas fazerem greve, estão no direito deles, mas usar o trabalhador para fazer isso é uma cachorrada”, disse o pedreiro Gilberto Silva Bernardes, de 55 anos. “Eu entrei no Parque Oeste, em um ônibus lotado. Fizeram a gente pagar a passagem e deixaram a gente um ponto antes do terminal. Perdi meu dia de trabalho”, reclamou a operadora da call center Daiane Gomes, de 32.

As empresas recolheram os ônibus temendo depredações. Nas portas das garagens das empresas de ônibus, os motoristas reclamavam mais da falta de uma assembleia da categoria do que do valor do reajuste acordado na quinta-feira. É que o Sindittransporte concordou coma proposta sugerida pelo MPT-GO sem convocar a categoria. O outro sindicato dos motoristas, o Sindicoletivo, passou a mobilizar os profissionais insatisfeitos já anteontem, quando foi realizado um protesto que comprometeu o transporte coletivo à tarde, principalmente no entorno do Terminal Padre Pelágio.

É essa distância entre o comando do Sindittransporte e a categoria que o motorista José Maria Oliveira, da HP, denuncia. “Ficamos sabendo do acordo por meio de uma nota pregada nos terminais.” Ele estava reunido com os colegas na porta da garagem central da HP. A nota foi afixada pelo Setransp. Na porta da Rápido Araguaia, o clima era mais tenso. Os motoristas ameaçavam impedir a saída de veículos, caso a empresa liberasse os ônibus. “Eu ate deito na frente do carro, se preciso”, ameaçou Wilson Francisco Dias.

O vice-presidente do Sindicoletivo, Fernando Neves, nega que a entidade esteja no comando da paralisação de ontem. Afirma ser uma manifestação voluntária dos motoristas. “O sindicato está apenas apoiando o movimento”. Ele calcula que 80% dos motoristas aderiram à paralisação.

Os motoristas decidem, a cada hora, o que fazer e espalham as decisões por meio das redes sociais. De boca e boca, o movimento foi ganhando novos contornos e a reivindicação inicial, que era de assembleia, passou a ser por reajuste salarial de 15%, ticket alimentação de R$ 500 e auxilio R$ 750 de ajuda de custo ou manobra de volta. Na garagem Sul da HP, os motoristas ameaçavam permanecer até que fossem convocados para uma assembleia.

Negociação

A pedido da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo, que solicitou “apoio na fiscalização em relação a possíveis movimentos grevistas sem a devida legalidade”, o MPT decidiu reabrir a negociação com patrões e motoristas. De acordo com a nota do MPT, a negociação de quinta-feira precisou ser encerrada, sem acordo, devido à intervenção imposta pelo Sindicoletivo, “que levou à sede do MPT em torno de 100 trabalhadores para protestarem contra os índices em negociação”. Diante da decisão do MPT, o vice-presidente do Sindicoletivo, Fernando Neves, acredita que os motoristas devam voltar ao trabalho.

O presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), João Balestra, diz que o órgão não tem como “entrar nesse problema, que é trabalhista”. “O Estado não deve entrar. Quem poderia fazer ações no sentido de resolver o impasse é o Ministério Público do Trabalho, protagonista nas relações de trabalho.” Na Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), o chefe de gabinete Tales de Castro disse que o acordo salarial é legítimo e que a paralisação foi uma surpresa.

PMs entram em conflito com passageiros em terminais

O conflito entre policiais do Pelotão de Choque e passageiros que depredavam os ônibus no Terminal das Bandeiras deixou usuários do transporte coletivo assustados. “Tinha muita criança indo para a escola. É comum eles pegarem o ônibus sozinhos, sem adultos. Eu mesma peguei o meu celular e liguei para muitos pais de crianças de 8, 9 anos, que estavam chorando assustadas e sem ter como voltar para casa”, disse a vigilante Maria Aparecida do Carmo, de 34 anos.

Com a chegada da Tropa de Choque, os manifestantes saíram do terminal e fecharam a Avenida T-9. Novamente, ônibus foram quebrados. A polícia usou bombas de efeito moral e balas de borracha. Pelo menos dois jovens foram detidos e levados para o 20º Distrito Policial (DP), no Setor Sudoeste.

“Eu protestei mesmo. Entrei na frente do ônibus para fechar a T-9 porque peguei o ônibus às 5h30, no Jardim Itaipu. Quando chegou aqui, mandou a gente descer do lado de fora. Achei muito errado deixar a gente ao Deus dará. Se quer brigar com as empresas, por que não carrega a gente de graça?”, questionou a servente Mardilene Souza Castro, de 34 anos.

A situação só ficou mais tranquila por volta das 9h30, quando o comércio ao redor começou a abrir as portas. Mas o terminal ficou a manhã toda interditado. Doze carros da PM faziam a segurança dentro do local.

Um protesto no Terminal Praça A, no Setor Campinas, um dos principais bairros comerciais de Goiânia também terminou em confronto com polícia. Um grupo de jovens bloqueou a Avenida Anhanguera, em frente aos camelódromos de Campinas e OK. Sentados no chão, eles seguravam cartazes pedindo melhorias no transporte. Por volta das 10h20, a cavalaria da PM e a tropa de choque dispersaram os manifestantes com bombas de gás.

Presidente do TRT considerou paralisação abusiva e determinou multa diária de R$ 50 mil




A presidente do Tribunal Regional do Trabalho 18ª Região (TRT-GO), desembargadora Elza Cândida da Silveira, determinou, ontem, em liminar, o retorno imediato dos motoristas à atividade, depois de classificar o movimento como greve abusiva. Em outra liminar, o juiz do Trabalho Washington Timóteo Teixeira Neto mandou o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) não impedir a circulação de ônibus e a entrada de motoristas em garagens e terminais.

A decisão da desembargadora acatou uma reclamação do Setransp, segundo o qual a paralisação ocorreu antes da negociação coletiva e não foi definida em assembleia convocada para decidir pela deflagração, ou não, do movimento. A magistrada reconheceu, ainda, que não houve comunicação prévia de 72 horas, conforme exigência da Lei de Greve.

Na decisão, Elza destacou que foi celebrado aditivo à convenção coletiva de trabalho, que concedeu reajuste salarial de 7% aos empregados, além de cesta básica, auxílio-alimentação e gratificação por funções suplementares. “A deflagração do movimento paredista na vigência de CCT constitui afronta à Lei de Greve”, observou a desembargadora.

A magistrada marcou para segunda-feira uma audiência de conciliação entre o Sindicoletivo e os Sindicatos dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado de Goiás (Sindittransporte) e das Empresas de Transporte Coletivo de Goiânia (Setransp). Se o serviço não for normalizado, o Sindicoletivo terá de pagar multa diária de R$ 50 mil.

Já a decisão de Teixeira Neto atendeu parcialmente um pedido feito pela empresa Rápido Araguaia Ltda. contra o Sindicoletivo, sustentando que representantes dele fossem impedidos de colocar pessoas, cavaletes, correntes e cadeados, na sede dela, garagens e terminais, para atrapalhar o trabalho de motoristas e a circulação dos ônibus. O juiz considerou que a liminar visa “determinar o cumprimento da lei e assegurar a legitimidade e legalidade do movimento grevista.”

A Rápido Araguaia também havia pedido à Justiça que integrantes do Sindicoletivo mantivessem distância mínima de 100 metros dos imóveis dela, mas o juiz negou, ressaltando que não há impedimento legal contra a paralisação, inclusive em frente ao local de trabalho. O magistrado destacou, contudo, que os sindicalizados não podem invadir propriedade da Rápido Araguaia, agir com violência e atrapalhar a entrada e saída de pessoas, como os motoristas que não aderiram ao movimento.

O POPULAR ligou para o advogado do Sindicoletivo, Nabson Santana, deixou recado na caixa de mensagem do celular dele, mas não obteve retorno às ligações. Caso não cumpra a decisão do juiz, o sindicato também deverá pagar multa de R$ 50 mil por dia e por local em que ocorrerem manifestações da paralisação, em desconformidade com a lei.

Polêmica sobre assembleia tem 2 anos

A polêmica sobre a realização de assembleia entre os trabalhadores do transporte coletivo da região metropolitana tramita na Justiça do Trabalho. Em 2012, a procuradora Jane Vilani entrou com ação civil denunciando a ausência de assembleias na categoria. O processo tramita no Tribunal Superior Tribunal (TST). Jane explica que a decisão do TST não pode revogar os acordos anteriores, mas, se acatada, além de obrigar o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte) a realizar assembleias no futuro, demonstra a ilegalidade que vem sendo cometida pela entidade desde 2012. Segundo a procuradora, a Consolidação Brasileira do Trabalho (CLT) exige a realização de assembleia para definição de acordo salarial.

O presidente do Sindittransporte, Alberto Magno, alega que suspendeu as assembleias porque as reuniões eram marcadas por tumultos provocados por integrantes do Sindicoletivo, que rivaliza com o Sindisttransporte a representatividade dos motoristas.

Mototaxistas faturam com tumulto em terminais



A paralisação dos motoristas e os protestos e atos de vandalismo realizados ontem por passageiros do transporte coletivo em diferentes pontos da cidade tumultuaram, ainda mais, o já caótico trânsito da capital. Devido ao funcionamento precário dos ônibus, muitas pessoas retiraram os carros das garagens e outras valeram-se de caronas concedidas por colegas, parentes e patrões. Com isso, os congestionamentos aumentaram ainda mais em várias regiões.

No auge dos tumultos, os mototaxistas aproveitaram para trabalhar e arrecadar mais dinheiro. “Perdi a conta de quantas viagens fiz hoje”, relatou o mototaxista Jefferson Pereira, que faz ponto nas proximidades do Terminal Isidória, no Setor Pedro Ludovico. Por volta das 18h30, no momento em que iniciava um protesto no local, ele contabilizava que a demanda de passageiros havia aumentado cerca de 70%.

Sem ter como voltar para casa de ônibus, muitos trabalhadores tiveram de desembolsar um dinheiro que não estava previsto no orçamento. Os mototaxistas aproveitaram o movimento e aumentaram o preço das viagens. O aumento foi aplicado de forma desigual, sem critério. Jefferson Pereira procurou defender a categoria, alegando que o reajuste oportunista estaria sendo feito apenas pelos mototaxistas que atuam na clandestinidade. A reportagem telefonou para algumas empresas estabelecidas regularmente e constatou, no entanto, que em várias delas os preços haviam sido majorados.

Um mototaxista que trabalha em uma empresa localizada próximo ao Terminal Cruzeiro do Sul, no Conjunto Cruzeiro do Sul, em Aparecida de informou que uma viagem até ao Centro custaria em torno de R$ 30,00. Em dias normais, conforme diz, é cobrado no máximo R$ 20,00. “O preço está mais caro por causa dessa muvuca”, acentuou. Outro mototaxista, que atua no Setor Pedro Ludovico, disse á reportagem que cobraria R$ 25,00 por uma corrida ao Bairro Feliz, na Região leste da capital. O valor é similar ao preço cobrado por uma viagem de táxi.

18 pessoas foram detidas durante protestos ontem

Durante todo o dia, 18 pessoas foram detidas. Destas, oito permaneciam presas até a noite de ontem. As outras dez foram autuadas em termos circunstanciados de ocorrência ou não tiveram a conduta individualizada e, em função disso, foram libertadas. As quatro primeiras prisões aconteceram no Terminal Bandeiras. Os acusados foram conduzidos para o 20º Distrito Policial, no Setor Sudoeste, e autuados em flagrante por dano ao patrimônio público e por formação de quadrilha, crime inafiançável.

Outras quatro pessoas foram detidas no Terminal Garavelo e encaminhadas para o 4º DP de Aparecida de Goiânia. Posteriormente, nove manifestantes foram levados para o 5º DP, em Campinas. À noite, outro jovem foi flagrado ao quebrar o vidro de um ônibus em uma manifestação no Terminal Isidória e encaminhado para o 8º DP, no Setor Pedro Ludovico.

Fonte: O Popular



Autoridades ignoram protesto


Autoridades responsáveis pelo transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia não alteraram em nada o sistema após a manifestação ocorrida na noite de quinta-feira (8), no Terminal Praça da Bíblia, mesmo após 17 ônibus depredados e 1 incendiado. A única alteração foi o reforço na segurança dos terminais do Eixo Anhanguera, cuja concessão é da estatal Metrobus. O protesto foi o primeiro organizado pela Frente de Luta GO contra o aumento da passagem do transporte coletivo. O grupo também cobrou as melhorias anunciadas na mesma data do reajuste.

As empresas têm até o final do mês para implantar as primeiras melhorias acordadas, que vão desde o aumento no número de viagens e de ônibus até a instalação de câmeras de segurança e de um link do Centro de Controle Operacional (CCO) à disposição do poder concedente. A manifestação não redundou em pressão por estas ou quaisquer outras melhorias. As autoridades ouvidas pela reportagem do POPULAR disseram que o protesto não se tratou de uma manifestação popular, do usuário comum do transporte, mas que teria sido orquestrado.

Nos bastidores, representantes das empresas concessionárias afirmam que existe um grupo de estudantes e outro de trabalhadores que organizam os protestos e as ações mais violentas, que não ganham o respaldo da população em geral. O discurso era de que a manifestação apenas atrapalhou o usuário, já que retirou de circulação os ônibus estragados. Entre os empresários, não há a compreensão de que se trata de um movimento popular e, por isso, não vê a necessidade de modificar a operação do sistema.

A Metrobus rodou ontem sem dez veículos de sua frota normal, já que teve um ônibus biarticulado incendiado, com perda total, e outros nove depredados. “Estamos nos esforçando para que estes veículos possam ser consertados rapidamente e voltem para a operação a partir de segunda-feira”, indicou o presidente da Metrobus, Marcos Ferreira. “Pedimos um reforço ainda maior às Polícias Militar e Civil ao longo do Eixo e pedimos que nossos funcionários fiquem atentos.”

Ferreira afirma que se a manifestação teve como foco atingir a Metrobus ou o Estado ela teria sido errônea, já que a estatal “faz um trabalho excelente e tem a aprovação popular”. Ao mesmo tempo, o presidente lembra que o Estado foi o responsável por segurar o reajuste da tarifa em R$ 0,10, já que vai arcar com o pagamento de metade das gratuidades do sistema, como já faz com a passagem do Eixo Anhanguera, além da concessão do Passe Livre Estudantil (PLE), que passa a valer na segunda-feira.

Operação

De acordo com o tenente-coronel Divino Alves, porta-voz da Polícia Militar (PM), o reforço da segurança no Eixo Anhanguera é uma determinação do comandante da corporação, coronel Silvio Benedito. Na tarde de ontem, houve o início de uma manifestação no Terminal Praça da Bíblia, em que usuários queriam impedir a entrada de veículos no local. Duas viaturas da PM passavam pelo terminal e impediram a manifestação. Por volta das 15h, seis viaturas da corporação e 13 policiais militares estavam dentro do terminal.

Divergências sobre possíveis prisões

A Polícia Militar reiterou, na tarde de ontem, que não ocorreu nenhuma detenção durante a manifestação realizada no Terminal Praça da Bíblia na noite de quinta-feira (8). Segundo o tenente-coronel Divino Alves, porta-voz da corporação, os atos entendidos pelos militares como sendo de vandalismo eram causados por pessoas encapuzadas que logo retiravam os panos do rosto e se misturavam na multidão. A dificuldade em identificar a autoria fez com que ninguém tivesse sido detido, para que “não houvesse abuso de autoridade”, diz Alves.

A Frente de Luta Goiás, no entanto, afirma ter notícia de pelo menos cinco manifestantes presos na noite de ontem. Segundo o grupo, três teriam sido detidos na Praça da Bíblia após a manifestação e dois na Praça Universitária. A acusação é de que um manifestante teria sido agredido. O grupo teria denunciado o caso na Corregedoria da PM. A reportagem do POPULAR tentou contato com o advogado da Frente, pelo número fornecido por um representante do grupo, mas ele não atendeu as ligações e nem retornou as mensagens.

Fonte: O Popular