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Aberta concorrência pública para projetos de corredores de ônibus em Goiânia


Editais foram divulgados pela prefeitura

A Prefeitura de Goiânia anunciou, nesta sexta-feira (23/8), concorrência pública para contratação de empresas para o desenvolvimento de projetos de corredores de ônibus nas avenidas 24 de Outubro e Independência e requalificação dos já existentes nas avenidas 85 e T-63. Os avisos, especificando técnica e preço, foram publicados no Diário Oficial do Município e os processos serão abertos nos dias 7 e 8 de outubro. Os editais estão disponíveis no site da prefeitura.

Com recursos do governo federal, estimados em R$ 2,8 milhões, as empresas vencedoras serão responsáveis pelos projetos: geométrico, de drenagem, pavimentos, sinalização vertical, horizontal e semafórica, laços detectores e infraestrutura para a rede de monitoramento e informação (rede de lógica) e iluminação.

Os corredores preferenciais atendem ao programa da atual gestão de investimento em mobilidade urbana, com vistas a destravar o tráfego de veículos, promover as condições de acessibilidade e melhorar a fluidez do transporte coletivo, reduzindo o tempo de viagem e espera dos usuários. Atendem também ao Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído em 2012 pelo Governo Federal, que estabelece, entre outras diretrizes, priorizar os deslocamentos a pé dentro das cidades, os não motorizados e os coletivos sobre os individuais.

Para o prefeito Iris Rezende, o crescimento acelerado da capital é incontestável e exige políticas públicas de melhoria da mobilidade urbana. “Goiânia é uma cidade grande e que não para de crescer. A organização do trânsito é fundamental neste contexto. E os corredores exclusivos fazem parte de um projeto extenso, que envolve desde o trabalho de conscientização até o melhoramento do transporte coletivo em nossa capital. Estamos empenhados neste trabalho incessante que, tenho certeza, trará grandes resultados para os goianienses', ressalta.

A intenção da prefeitura é que os projetos atendam a real concepção dos corredores, que funcionam como pistas expressas, cujo objetivo é acelerar o transporte público, destravando o trânsito e diminuindo o tempo da viagem para o usuário. A ideia é implantar corredor ao longo da 24 de Outubro e da Independência e requalificar as faixas preferenciais das Avenidas 85 e T-63, com pavimento rígido nas baias destinadas aos pontos de embarque e desembarque de passageiros (PEDs), e o pavimento flexível existente, tanto na faixa preferencial quanto nas faixas destinadas ao tráfego geral, será totalmente requalificado, assim como os canteiros centrais, onde houver.

Os corredores receberão nova sinalização horizontal, vertical e semafórica, novos abrigos nos PEDs e infraestrutura destinada à rede de lógica, fornecimento e implantação dos equipamentos necessários para o funcionamento da rede (ex: câmera Speed dome, postes, etc), e implantação de nova iluminação artificial em LED, em substituição à iluminação existente e, também, rede de drenagem nos pontos críticos definidos em projeto.

Corredores

Corredor Avenida 24 de Outubro – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 3,4 km
Trajeto: Setor dos Funcionários, Campinas, Setor dos Aeroviários e Esplanada dos Anicuns
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 31 PEDS
Linhas de ônibus: 17 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 423.685,51

Corredor Avenida 85 – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 7,2 km
Trajeto: Setor Sul, Marista, Bueno, Serrinha e Parque Amazônia
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 48 PEDS
Linhas de ônibus: 13 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 886.745,73

Corredor Avenida Independência – abertura dia 8 de outubro
Extensão 6,7 km.
Trajeto: Início no Setor Leste Vila Nova, passando pelo Setor Central, Setor Aeroporto, Setor dos Funcionários e chega a Campinas.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linha de ônibus: 25 linhas de ônibus operam na via.
Orçamento: R$ 828.737,28.

Corredor Avenida T-63 – abertura dia 8 de outubro
Extensão: 5,7 km
Trajeto: Início no Setor Pedro Ludovico e atravessa os Setores Bela Vista, Bueno, Nova Suiça, Jardim América até o Parque Anhanguera.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linhas de ônibus: 11 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 678.930,70.

Fonte: A Redação

Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto, para obras do BRT


Em virtude das obras do BRT, o Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto. Segundo a Prefeitura de Goiânia, a estrutura metálica para receber os passageiros está sendo construída na Alameda João Elias, pouco abaixo de onde funciona atualmente. 

O terminal provisório terá 160 m de comprimento, com cobertura de 8 m de altura e capacidade para receber 10 ônibus simultaneamente, das 19 linhas que operam no local. Além das plataformas de embarque e desembarque, também terão as cabines de bilheterias, sanitários e o prédio da administração.

O Terminal Isidória é um dos seis que passarão a integrar o sistema do BRT Norte-Sul. Tão logo as operações sejam transferidas para o local provisório, o Consórcio responsável dará início às obras de construção de um novo terminal totalmente remodelado, atendendo ao projeto do BRT, que sairá da Rua 90 e entrará diretamente na nova estação para os embarques e desembarques dos passageiros. A construção conta com orçamento na ordem de R$ 12 milhões, já incluindo as obras do provisório e tem prazo de 12 meses para ser concluída.

Segundo o projeto, o novo espaço terá 16.500 m² de área construída e contará com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas. Contará também com quiosques de alimentação e utilidades.

Strip Center
O secretário Dolzonan Mattos antecipa que, com a operação das linhas retornando ao novo Terminal Isidória, a intenção é aproveitar a base da estrutura provisória e discutir com os moradores e os lojistas para a instalação de um centro comercial no local, contribuindo para o desenvolvimento do setor e de toda a região.

“É um desperdício de dinheiro público derrubar essa estrutura, depois de sua serventia, então, a intenção é realmente conversar com lojistas e moradores para transformar o espaço num centro comercial, com um mix de lojas e incrementar o comércio e a prestação de serviços, num local agradável e acolhedor”, afirmou.

BRT Norte-Sul
O Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, do terminal Recanto do Bosque, na região Norte de Goiânia até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, oito terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque.

Com 16 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 40,94% do sistema, que será entregue em outubro do próximo ano.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses e foram retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os órgãos envolvidos.

Confira as linhas que nascem no terminal Isidória:

002 - Pq. Atheneu / Centro / Rodoviária
014 - Pq. Atheneu / Campinas
183 - T. Isidória / Vila Sul
185 - T. Isidória / Avenida E / PUC
198 - T. Isidória / Vl. Alto da Glória / Jd. Vitória
203 - T. Isidória / Av. W - 5 / Santa Luzia
565 - T. Isidória / Jd. dos Buritis - Via BR – 153
568 - T. Isidória / Res. Pq. Flamboyant / Jd. Bela Vista
650 - Circular Sul - Via BR – 153
651 - Circular Sul - Via Veiga Jd.
934 - T. Isidóra / Paço Municípal / T. N. Mundo / Rec. das M. Gerais

Linhas que passam pelo terminal Isidória:

6 - T. Veiga Jd. / Zoroastro / Centro
7 - T. Vl. Brasília / Centro / Rodoviária
9 - T. Pe. Pelágio / Av. Castelo Branco / T. Isidória
15 - T. Pç. A / Flamboyant - Via T. Isidória
20 - T. Garavelo / T. Bíblia - Via T. Isidória
25 - T. Bandeiras / T - 63 / T. Isidória
612 - Direto / T. Garavelo / T. Bíblia
616 - Direto / T. Veiga Jd. / T. Isidória - Via T. Cruzeiro


CMTC apresenta proposta que reduz valor da passagem para R$ 2,83


A proposta foi apresentado durante um workshop na sede do Conselho Regional de Engenharia de Goiás (CREA-GO).

O presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) apresentou, na última quarta-feira (12/6), uma proposta alternativa para o transporte público que diminuiria o valor pago pelos usuários para R$ 2,83 reais. A proposta foi apresentado durante um workshop na sede do Conselho Regional de Engenharia de Goiás (CREA-GO).

Conforme a proposta apresentada pelo presidente Benjamin Kennedy, no modelo atual vigente a tarifa pública cobre 100% dos custos operacionais, gratuidades, benefícios e remuneração do operador. Entretanto, o modelo ideal, apresentado no workshop, seria onde a receita para cobertura dos custos totais seria igual à receita da tarifa pública somada à receita extra tarifária “que assegura a modicidade e desoneração da tarifa pública, assim como expansão dos serviços e investimentos”.

Uma das alternativas propostas para a redução da tarifa do transporte seria a criação de taxa sobre o licenciamento de veículos de transporte individual. De acordo com Kennedy, o próximo passo após a apresentação da proposta será envolver diretamente tanto os prefeitos de todas as cidades que compõem a Região Metropolitana de Transporte Coletivo bem como o governador de Goiás. “Estaremos apresentando a nossa proposta da formatação de um projeto de lei para que o governo possa enviá-lo a Assembleia e que ele seja aprovado, essa  é a nossa expectativa”, explica o presidente.

Quando questionado sobre o acréscimo da taxa sobre o licenciamento dos veículos de transporte individual, Kennedy, explica que “conforme diz a Lei do Plano Nacional de Mobilidade no artigo 23, que estabelece parâmetros para que receitas extra-tarifarias possam ser criadas dentro de cada município e de cada Região Metropolitana, entende-se que essa taxa a ser acrescida poderá ser questionada, mas nada mais é do que o cumprimento das determinações das Leis existentes”.

“Teremos após a divulgação e também o entendimento do usuário do transporte coletivo, e principalmente do proprietário  de veículo individual, de que esses R$ 64 anuais vai representar R$5 mensais que poderá ser diluído inclusive na própria utilização do transporte coletivo por esse proprietário de veículo. A concessão de um crédito para ser utilizado pelo proprietário do veículo individual”, esclarece.

Projeto da CMTC agradou prefeito Iris Rezende

Segundo o presidente da CMTC, o projeto, para caminhar, agora depende de uma agenda com o governador. Ele revela que ainda não foi possível se reunir com Ronaldo Caiado, mas espera que isso seja feito em breve. Entretanto, as conversas com o prefeito de Goiânia já parecem estar encaminhadas. “Já conversamos com o prefeito de Goiânia e a proposta agradou bastante, já que ele também busca a solução imediata para o transporte coletivo.  O usuário subsidia 100% do transporte coletivo, e nessa reunião com o governador nós mostraremos como é o transporte hoje e como poderá ser no futuro breve com a atuação do governo estadual”, diz.

A um veículo local, o especialista em finanças públicas Jeovalter Correia, responsável pela elaboração da proposta, disse que a  proposta da taxa sobre licenciamento é pioneira com possibilidade de ser estendida para os demais países. “A ideia é buscar uma receita que seja regular, ou seja, todo mês tem uma parte dos carros que são financiados de acordo com o final da placa, tem uma tendência de média anual, porque não pode ser uma receita que seja sazonal demais. Então, o licenciamento é o que mais se aproxima disso, tem regularidade, potencial de arrecadação e o cidadão é obrigado a licenciar anualmente o seu veículo. Essa proposta pode ser usada em outros Estados e países”, diz.

Fonte: Dia Online

Sem Melhorias: Passagem de ônibus de é reajustada para R$ 4,30


A Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (CDTC) aprovou na manhã desta quarta-feira (17), o aumento da tarifa para R$ 4,30. A reunião foi, a portas fechadas, realizada no salão nobre do Paço Municipal. A imprensa não teve acesso. A decisão do aumento de passagem foi aprovada por 7 a 2 e já passa a valer a partir da próxima sexta-feira (19), a partir das 5h.

A Câmara é composta por 11 membros, destes apenas Euripedes Barsanulfo (Agência Goiana de Regulação-AGR) e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, não compareceram a decisão.Entre os presentes, o deputado estadual Alysson Lima e o vereador Lucas Kitão foram os únicos contrários ao aumento das passagens.

O presidente da CDTC e prefeito de Trindade, Jânio Darrot, explicou que o aumento foi aprovado pelos órgãos de fiscalização e é um ato automático previsto em contrato.

“Em dezembro foi solicitado um aumento por parte das empresas a CMTC que fez os estudos técnicos e passou para a análise da AGR. A Agência de Goiana de Regulação do Governo de Goiás fez também os seus estudos e aprovou o aumento. A CMTC acaminhou o parecer para a CDC para que fosse então deliberado sobre o aumento que já deveria ter sido implantado no mês de dezembro, mas nós estamos discutindo uma série de melhorias no transporte como melhoria dos ônibus e no conforto dos passageiros durante os meses de janeiro fevereiro março e agora nesse mês de abril”, explicou Darrot.

Em 28 de fevereiro, o presidente da CDTC, disse à Sagres que o aumento de tarifa só seria aprovado depois da reestruturação do transporte. Hoje, depois da aprovação do reajuste, ele disse que "reunirá nos próximos dias “para deliberar sobre melhorias, condições e metas para que as empresas cumpram”, sem detalhar como isso será feito.

O presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Benjamim Kennedy, em entrevista coletiva, explicou que um dos problemas é que a passagem é a fonte de recursos para o transporte público e a solução para melhores tarifas seria a desoneração do sistema

“Com a desoneração da tarifa nós teremos o custeio dos terminais que passaram para o poder público, o custeio do órgão gestor que passaria para o poder público e também da gratuidade que representa praticamente 23% do sistema. Idoso, portador de deficiência e demais pessoas que não pagam a tarifa do transporte coletivo são esses valores eles são todos sustentados pela tarifa atual”, explicou Kennedy.

Benjamim Kennedy sugere que além da passagem, outras fontes sejam implementadas dentro do sistema que poderiam vir do uso de veículo individual ou de estacionamentos.

Histórico dos valores das passagens de ônibus na Região Metropolitana de Goiânia

-2008 Passagem custava R$ 2,00

-2009 Passagem subiu de R$ 2,00 para R$ 2,25

-2010 Passagem ficou mantida em R$ 2,25

-2011 Aumento de R$ 2,25 para R$ 2,50

-2012 (Aumento de R$ 2,50 para R$ 2,70- valor começou a ser aplicado em 20 de maio)

-2013 (Congelamento do valor da passagem em R$ 2,70, oficializado em 19 de junho)

-2014 (Aumento de R$ 2,70 para 2,80- valor começou a ser aplicado em 3 de maio)

-2015 (Aumento de R$ 2,80 para R$ 3,30- valor começou a ser aplicado em 16 de fevereiro)

-2016 (Aumento de R$ 3,30 para R$ 3,70- valor começou a ser aplicado em 6 de fevereiro)

-2017 (Congelamento do valor da passagem em R$ 3,70, oficializado em 18 de maio e confirmado em 12 de junho)

-2018- (Aumento de R$ 3,70 para R$ 4,00- valor começou a ser aplicado em 24 de janeiro)

-2019 (Aumento de R$ 4,00 para R$ 4,30- valor começará a ser aplicado em 19 de abril)

Eixo Anhanguera

O prefeito de Goiânia entregou aos integrantes da CDTC uma carta de intenções assinada por ele e pelo governador Ronaldo Caiado (DEM)O prefeito de Goiânia entregou aos integrantes da CDTC uma carta de intenções assinada por ele e pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) que expressa a intenção de efetivar estudos para avaliar a viabilidade jurídica e econômica da rescisão amigável da concessão do Eixo e a necessidade de uma licitação para selecionar empresa que cará a frente do serviço. Na fundamentação da carta, é exposta a situação financeira da Metrobus, cuja crise estaria prejudicando a qualidade do transporte no Eixo Anhanguera.

Integrantes da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo:

-- Prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha

-- Prefeito de Goiânia, Iris Rezende

-- Prefeito de Trindade, Jânio Darrot representante dos demais prefeitos da Região Metropolitana (Presidente da CDTC)

-- Secretária de Estado de Meio Ambiente (que responde pela região metropolitana de Goiânia), Andreia Vulcanis

-- Secretário municipal de Planejamento e Habitação, Henrique Alves

-- Secretário municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Goiânia, Fernando Santana

-- Presidente da CMTC, Benjamin Kennedy

-- Presidente da Agência Goiana de Regulação, Eurípedes Barsanulfo

-- Deputado estadual Allysson Lima, representante da Assembleia Legislativa

-- Vereador Lucas Kitão, representante da Câmara de Goiânia

-- Vereador de Trindade representando as demais cidades

Fonte: Sagres 

Obra do BRT ainda deve plantar 11 mil árvores na região do corredor em Goiânia


Intervenção já foi responsável por derrubar 1.141 espécimes desde 2015 e 6.306 foram plantadas, mas Amma pede 17,1 mil novos exemplares.

Desde que as obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul começaram em Goiânia, em maio de 2015, 1.141 árvores, entre palmeiras (como os 100 exemplares cortados esta semana) e outras espécies, foram extirpadas ao longo dos 22 quilômetros de corredor exclusivo que contemplam a construção. Neste mesmo período, o consórcio responsável pela obra já replantou 1.306 espécimes ao longo do corredor e outras 5 mil mudas em locais diversos da cidade, de acordo com as empresas responsáveis, totalizando 6.306. Apesar de um número maior de replantio do que de retirada, faltaria ainda ao consórcio replantar quase 11 mil árvores pela cidade. 

A quantidade replantada está aquém do estipulado porque a compensação ambiental prevê 15 árvores repostas a cada 1 retirada, o que soma 17.115 espécimes. Os dados, no entanto, não estão referendados pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), que é quem firma o acordo de compensação ambiental. Mas este número já seria mais do que o previsto no projeto básico do corredor, em relação ao que deve ser plantado apenas ao longo da extensão do BRT. A estimativa é que novas árvores no corredor somariam 15.059, isso sem levar em consideração o replantio em outros locais.

Nesta mesma estimativa do projeto básico, 2.351 árvores seriam extirpadas entre os 22 quilômetros de obras, ou seja, ainda restariam 1.210 espécimes vegetais a serem derrubadas apenas para a passagem do corredor de ônibus em Goiânia.

No entanto, válido lembrar que ao menos uma dessas árvores será preservada. Isso porque, em 2016, uma lei municipal declarou como patrimônio histórico a gameleira da Avenida Goiás Norte com a Avenida Eurico Viana, no Setor Parque das Nações. Com isso, a obra teve de se adaptar e uma bifurcação nas pistas dos ônibus foi realizada.

Avenida Goiás Norte

Dentre as árvores já plantadas, a maior parte se encontra no trecho entre a Praça do Trabalhador e a Avenida Perimetral Norte, justamente onde as primeiras extirpações ocorreram, ainda em 2015. A retirada dos flamboyants que enfeitavam a via foi a primeira polêmica da obra do BRT. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contabilizou 169 árvores da espécie retirada da Avenida Goiás Norte à época. Além disso, constatou que não havia licença ambiental que indicasse a compensação pelos cortes nos vegetais.

O promotor da 81ª Promotoria de Justiça, Marcelo Fernandes de Melo, impetrou ação civil pública pedindo a paralisação das obras do BRT até que se tivesse a definição do projeto executivo da construção, contendo a licença ambiental adequada com a devida compensação. Houve pedido de liminar pela paralisação. Mas a justiça não deferiu a liminar e o caso segue a espera da decisão do mérito.

Em março de 2017, o Paço Municipal, já na gestão Iris Rezende (MDB), retomou as obras que estavam paradas desde outubro do ano anterior e abriu nova frente de trabalho. Iniciou a construção no trecho entre o Terminal Isidória e a Avenida Rio Verde. Os trabalhadores do consórcio chegaram a derrubar 141 árvores, a maioria paineiras, que ficavam no canteiro central da via, o que gerou críticas da população. Os problemas ficaram ainda piores porque já em julho do mesmo ano a obra do BRT teve nova paralisação.

A construção foi retomada após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), mas o acordo foi de que o trecho entre o Terminal Isidória e o Terminal Cruzeiro do Sul não fosse realizado no momento. A razão é que o local tem recursos do Orçamento Geral da União (OGU), sem contrapartidas municipais, e não pode ter modificações no contrato. Assim, não há definição sobre quando novas árvores serão replantadas nesse trecho.


Amma ainda vai definir áreas que receberão compensação da Rua 90

Na tarde desta quarta-feira (10), o presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Gilberto Marques Neto, esteve reunido com representantes do consórcio responsável pela construção do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul de Goiânia para discutir onde serão plantadas as árvores de compensação àquelas que foram derrubadas nesta última semana no trecho da Rua 90 entre a Praça do Cruzeiro e a Rua 115. 

Ao todo, 844 espécimes podem ser extirpados de todo o trecho entre a Praça Cívica e o Terminal Isidória e, pelos cálculos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), cerca de 100 palmeiras que estavam ao longo da pista central, destinada aos ônibus, já foram retiradas. 

A Amma ainda vai definir, tecnicamente em quais locais da cidade serão necessárias a colocação de novas árvores. Além disso, já está prevista o plantio de espécies ao longo do próprio trecho, tanto no canteiro central quanto nas calçadas. Já está certo que a compensação ambiental do BRT Norte-Sul vai fazer parte do programa de reposição da vegetação em troca das árvores de jamelão que estão espalhadas pela cidade. 

A ideia deste programa é que se faça o plantio de espécies nativas do Cerrado ao lado dos jamelões e, quando esta nova árvore atingir a idade adulta, as espécies frutíferas serão retiradas. Isso porque os frutos dos jamelões, ao caírem nas ruas e calçadas e em contato com a água das chuvas, tornam o piso escorregadio, tornando os locais com riscos de acidentes e, assim, a ideia é que eles sejam trocados por espécies que não produzem frutos deste mesmo tipo ou parecido.

Os técnicos da Amma também confirmaram a constatação da Seinfra de que as palmeiras na Rua 90 estavam plantadas sobre o asfalto, apenas com uma fina camada de substrato. Com isso, a raiz principal não conseguia atingir o lençol freático e receber nutrientes, o que fazia com que as árvores não conseguissem crescer como o esperado.

Após a definição dos locais de plantio, o consórcio vai fazer a ação e apresentar relatório aos técnicos da Amma, que vão supervisionar se o trabalho foi feito e referendar se a compensação ambiental foi cumprida, na proporção estimada de 15 árvores plantadas para cada uma replantada. Não há um prazo para o cumprimento, podendo se estender até ao final da obra.


Palmeiras são retiradas para obra do BRT na Rua 90, em Goiânia


Autorização permite a extirpação de até 844 espécimes, mas ação se deu apenas entre Praça do Cruzeiro e Rua 115 

O consórcio construtor do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul já realiza, há três dias, a retirada de palmeiras que estavam plantadas ao longo do corredor exclusivo do transporte coletivo da Rua 90. A autorização recebida pela obra junto à Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) permite a extirpação de até 844 espécimes, mas, neste primeiro momento, a ação será focada no trecho entre a Praça do Cruzeiro e a Rua 115, nas proximidades do Parque Areião. Ainda não se tem o cálculo de quantas árvores já foram retiradas do trecho específico.

Essa região já está sendo bloqueada para o tráfego de veículos em razão das obras de construção da trincheira da Rua 90 com a Avenida 136, na Praça Gibran Khalil. A obra teve início no começo deste mês e gerou transtornos no trânsito da capital em razão dos bloqueios.

A ideia de já fazer a retirada das árvores e iniciar as obras no trecho é justamente para que não se tenha que realizar novos bloqueios no tráfego em um momento futuro. “Estamos aproveitando que já está bloqueado para adiantar esse serviço. A ideia é que a Rua 90 seja já uma rua do BRT, revitalizada entre a Praça do Cruzeiro e a Rua 115”, disse o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos.

Compensação 
Mattos explica que a licença ambiental da obra, feita pela Amma, permitiu a retirada das árvores em razão de uma compensação ambiental. Assim, para cada espécime retirado o consórcio responsável pela obra deverá plantar outras 15 árvores em locais diferentes da cidade. Serão plantadas espécimes nas calçadas da Rua 90, em que serão utilizadas as palmeiras jerivá, segundo explica o secretário.

“Vamos revitalizar toda a Rua 90, com novas calçadas, iluminação, com as estações, mobiliário. E as árvores vão ficar nas calçadas. Vamos deixar a 90 como uma avenida pronta do BRT, como está sendo com a Avenida Goiás Norte”, diz Mattos.

O secretário conta que chamou a atenção dos técnicos o modo como as palmeiras estavam plantadas ao longo da Rua 90. Isso porque o plantio foi feito sob o asfalto. Ou seja, colocaram apenas uma camada de substrato em cima da rua e plantaram os vegetais. “Não enraizavam, por isso elas estavam tão murchas. Agora vamos plantar outras nas calçadas do jeito certo.”

Polêmica

A obra do BRT gerou polêmica em 2015 justamente na Avenida Goiás Norte, quando foi feita a retirada de todos os Flamboyants que enfeitavam o canteiro central da via. Situação parecida ocorreu em junho de 2017, quando mais de 100 paineiras foram cortadas do canteiro central da Avenida 4ª Radial. No último caso, o projeto está parado e sem data para ser retomado.


Empresas devem mostrar melhorias no transporte público antes de passagem subir para R$ 4,30


Proposta, apresentada pelo deputado Lucas Calil (PSD), segue em processo de aprovação pelo relator, deputado Virmondes Cruvinel, na CCJ.

Antes que a passagem do transporte público suba para R$4,30 em Goiânia e Região Metropolitana, as empresas responsáveis devem divulgar uma lista de melhorias na prestação do serviço. Essa proposta foi apresentada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e segue em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

De autoria do deputado Lucas Calil (PSD), o Projeto de Lei 1458/19 tem como justificativa “a necessidade de melhorias no transporte público, como determina a Emenda Constitucional nº 19. Além disso, os contratos de concessão devem estar atrelados à qualidade e bom provimento do serviço ao usuário, tais como: continuidade, regularidade, segurança, atualidade e generalidade.”

O objetivo, segundo o autor, é fazer com que a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) apresente um plano de melhorias e benfeitorias no transporte público, diante da possibilidade do aumento da passagem. Essa lista, ainda de acordo com a matéria, deverá ser divulgada em meio público e de relevância estadual para que ocorra o previsto aumento de R$ 0,30 na tarifa de ônibus.

A proposta aguarda aprovação do relator, deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Reajuste na passagem no transporte coletivo em Goiânia

No dia 18 de março, os cálculos de reajuste da tarifa foram aprovados em uma reunião do Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização dos Serviços Públicos (AGR). Esses cálculos devem ser analisados pela CDTC e se aprovados, a passagem pode custar até R$ 4,30. Atualmente, a tarifa do transporte público custa R$ 4,00.

Sete dias após a aprovação do cálculo, no 25 de março, um grupo de deputados protocolou, junto ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), um requerimento contra o aumento da passagem de ônibus em Goiânia e na Região Metropolitana. A proposta é avaliada pela promotora Leila Maria de Oliveira.

Uma reunião da Câmara Deliberativa de Transporte Coletivo (CDTC) marcada para o dia 26 de março, para discutir e definir o novo valor da tarifa da passagem foi adiada pela segunda vez. A informação foi divulgada por meio de nota enviada à imprensa. Uma nova data ainda não foi definida.

Fonte: Dia Online

Projeto que obriga empresas a instalarem ar-condicionado em ônibus de Goiânia é aprovado


Proposta, acatada em primeira votação, estabelece um ano para que o aparelho seja colocado em 50% da frota e dois anos para que sejam contemplados 100% dos coletivos de passageiros As empresas que operam o transporte coletivo em Goiânia podem, em breve, ser obrigadas a instalar aparelhos condicionadores de ar nos ônibus em circulação. Um projeto de lei com essa finalidade foi aprovado em primeira votação na sessão desta quarta-feira (3) na Câmara de Goiânia.

O projeto estabelece prazos para que as empresas adequem suas frotas à exigência legal: um ano para que o aparelho seja colocado em 50% da frota e dois anos para que sejam contemplados 100% dos coletivos de passageiros.

A proposta, de autoria da vereadora Tatiana Lemos (PCdoB), prevê que a empresa que descumprir com a exigência será, inicialmente, advertida. A punição pode chegar a dez vezes o salário mínimo, proibição de participar de licitação para prestação de novos serviços de transporte coletivo e, finalmente, perda da concessão.

Durante a sessão desta quarta, a vereadora lembrou que "os usuários sofrem com as altas temperaturas da região, ou seja, o ar-condicionado deixa de ser um artigo de luxo para atender uma necessidade".


Iris sobre privatizar Metrobus: Vamos acabar com a anarquia que está aí


Discussões com governo estão avançadas

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, afirmou que tem intensificado as conversas com o governador Ronaldo Caiado para agilizar o processo de privatização da Metrobus, responsável pelo Eixo Anhanguera. "Meta é resolver essa anarquia que está aqui há alguns anos."

Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, Iris definiu o Eixo Anhanguera como "maior gargalo do transporte coletivo" atualmente e enfatizou que o assunto merece atenção. 

O prefeito comentou que o problema surgiu anos atrás, a partir do momento em que governo estadual assumiu a concessão da linha de ônibus, que liga. Atualmente, opinou, faltam ônibus para transportar a quantidade de pessoas que dependem do Eixo. “Aquilo que se vê ali é um desrespeito. É uma agressão à sensibilidade humana, então não adianta discutir se o problema está aqui, falta ônibus do Eixão.”

Conforme destacou ao AR, a ideia é que o governo estadual abra mão da concessão do Eixo Anhanguera e transfira a responsabilidade para o município. “E a prefeitura abriria uma licitação para privatizar", completou ao destacar que a principal exigência será a aplicação de melhorias imediatas e que impactem positivamente a vida dos usuários do transporte

Fonte: A Redação

Iris: Aumento da tarifa é coisa pequena diante da gravidade do problema


O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, afirmou nesta quarta-feira (20/3) que o reajuste na tarifa do transporte coletivo na grande Goiânia é "coisa muito pequena diante da gravidade do problema". 

O Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) aprovou, nesta segunda-feira (18), os cálculos para o reajuste na tarifa. Com isso, a  passagem que hoje custa R$ 4 pode chegar a R$ 4,30. O assunto será pauta de reunião na CDTC ainda nesta semana. 

Se as entidades evitarem o aumento, segundo o prefeito, não terão autoridade para exigir o cumprimento do dever das empresas responsáveis pelo transporte em Goiânia e região metropolitana. "Nós da Prefeitura e o governo do Estado estamos todos discutindo questões dos ônibus, em especial do Eixão, e vamos resolver isso", afirmou. 

"O governador Ronaldo Caiado está disposto até de abrir da concessão que lhe foi dada para o Eixo. Já a prefeitura está disposta a abrir licitação e privatizar essa linha," destacou o prefeito explicando que pretende "botar ordem" no transporte coletivo da capital e região metropolitana.

CDTC adia reunião para discutir reajuste do transporte coletivo

Marcada inicialmente para esta quinta-feira (21/3), a reunião da Câmara Deliberativa de Transporte de Coletivo (CDTC) que discutiria o reajuste do transporte coletivo da Grande Goiânia foi adiada. A informação foi confirmada pelo prefeito de Trindade, Jânio Darrot, que também é presidente da CDTC.

A decisão foi tomada após entendimento com o prefeito Iris Rezende, o Ministério Público, na pessoa da promotora Leila Maria e Oliveira, os vereadores de Goiânia e da região metropolitana. 

O presidente Jânio Darrot informou que será marcada reunião para discutir iniciativas que resultem em melhorias em todo o sistema do transporte público. 

Tarifa
O Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) aprovou nesta semana os cálculos feitos pela Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) para reajuste na tarifa do transporte coletivo na Grande Goiânia. 

A planilha de cálculos da CMTC indica aumento de 7,5%. Sendo assim, a passagem, que hoje custa R$ 4, pode chegar a R$ 4,30. 

Fonte: A Redação

Iris e Caiado concordam em privatizar a Metrobus


Governador recebeu o prefeito nesta sexta

 A privatização da Metrobus - responsável pelo Eixo Anhanguera -  pautou encontro do governador Ronaldo Caiado com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, nesta sexta-feira (15/3). Na reunião, realizada Palácio Pedro Ludovico Teixeira, tanto o prefeito quanto o governador se manifestaram favoráveis à privatização. 

“Sempre deixei isso claro e nunca tive dúvidas”, afirmou o governador Caiado. De acordo com Iris, a prefeitura de Goiânia trabalhará no processo licitatório para "buscar a melhor empresa para substituir a função do Estado”. De acordo com o prefeito, "o foco é melhorar o serviço prestado ao cidadão". 

Equipes da prefeitura e do governo do Estado vão elaborar um estudo técnico para viabilizar o processo de privatização. 

Fonte: A Redação

AGR define na segunda o novo preço da tarifa de ônibus na Grande Goiânia


Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) vai se reunir, nesta segunda-feira (18), para apreciar os cálculos de reajuste da tarifa de transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, com validade para este ano. No final de janeiro, a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) concluiu o estudo para a atualização tarifária e definiu por um reajuste de 0,25 ou 0,30 centavos. 

As planilhas de atualização da tarifa foram encaminhadas para a AGR que, por lei, precisa aprovar os cálculos realizados. No entanto, essa avaliação ficou parada, pois o governo pretende tirar a agência da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Chegou a encaminhar um projeto de lei nesse sentido foi enviado à Assembleia Legislativa, mas a tramitação da proposta parou a pedido do prefeito de Trindade, Jânio Darrot, presidente da CDTC. Para ele, se o Estado deixar o sistema de transporte, o atual modelo precisa ser discutido. 

Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da AGR, Eurípedes Barsanulfo da Fonseca, disse que enquanto o governo não sair da CDTC, a agência tem, por força de lei, o papel de conferir os cálculos do reajuste da tarifa de transporte coletivo de passageiros, feitos pela CMTC. Mas ele confirma a entrevista que concedeu à Sagres na sexta-feira (12) de que a pretensão do governo continua ser a de deixar de a CDTC, uma vez que a AGR exerce apenas a função de validar os cálculos das tarifas.

Se o conselho da AGR aprovar os cálculos realizados pela CMTC, a CDTC poderá deliberar o índice de reajuste da tarifa e a data que começará a ser cobrado o novo valor da passagem, atualmente em R$ 4,00.


Vereador defende que prefeitura de Goiânia reassuma administração do BRT Eixo Anhanguera

eixo anhanguera


Andrey Azeredo (MDB) aponta problemas do Eixão e diz que, nas mãos da prefeitura, Câmara poderá fiscalizar “mais de perto” e cobrar melhorias

O vereador Andrey Azeredo (MDB), que integra a base aliada do prefeito Iris Rezende (MDB) na Câmara Municipal de Goiânia, defende que a prefeitura retome a concessão do Eixo Anhanguera — popularmente conhecido pelos goianienses como Eixão.

Em justificativa, o parlamentar enumerou os diversos problemas enfrentados pelos usuários do transporte coletivo durante suas viagens e também destacou as deficiências da “estrutura precária” das plataformas de embarque.

“São inúmeros os problemas como alta lotação, horários indefinidos, ônibus precários. (…) O asfalto irregular e esburacado, a falta de segurança nas estações, o chão escorregadio e a péssima acessibilidade às rampas das estações. Ou seja, o serviço foi abandonado por quem o gerencia”, disse.

Posteriormente, Andrey Azeredo defendeu que, sendo de responsabilidade da prefeitura a prestação deste serviço, “a Câmara de Goiânia poderá fazer uma fiscalização mais de perto e cobrar melhorias frequentes para a linha que está completamente abandonada pelo Estado”.

Por fim, o parlamentar questionou a falta de segurança e relembrou a morte de um idoso que escorregou na plataforma de embarque. “Tudo por uma questão de minutos e por falta de uma barreira entre a estação e o vão de asfalto onde o ônibus trafega, além de um piso antiderrapante, que evitasse escorregamentos”, finalizou.


Secretário anuncia construção de dois viadutos na Avenida 136, em Goiânia


A prefeitura de Goiânia trabalha no projeto de construção de dois viadutos na Avenida 136 e a previsão é que as obras comecem ainda neste primeiro semestre. A informação é do secretário municipal de Infraestrutura, Dolzonan da Cunha Mattos, que revela ter outros projetos também encaminhados. "Goiânia vai se transformar em um verdadeiro canteiro de obras nesses próximos dois anos", garante.

Em entrevista ao jornal A Redação nesta sexta-feira (4/1), o secretário informou que os recursos para um dos viadutos já estão garantidos. "Será na Avenida 136 com a 90, no Setor Sul. Essa obra integra o projeto do corredor BRT Norte Sul, trecho entre o Terminal Isidória e o Terminal Recanto do Bosque", diz. "Assinamos com a Caixa Econômica Federal um empréstimo de R$ 115 milhões, ainda no ano passado. Desse total, R$ 80 milhões serão destinados à obra do BRT e esse viaduto faz parte do projeto", explica.

Na sequência, segundo o secretário, será iniciada a construção do viatura na altura da Marginal Botafogo, no Jardim Goiás. "Ainda estamos fazendo alguns ajustes nesse projeto, atualizando orçamentos, para captar recursos junto ao governo federal e, em seguida, lançar o edital de licitação. Mas é importante destacar que essa é um obra inserida na lista de prioridades. Queremos iniciar os trabalhos até o meio deste ano, assim como o primeiro viaduto", reforça.

Dolzonan explica que a prefeitura já providenciou estudo de impacto ambiental. "Também já estamos avaliando rotas e desvios para evitar tumulto no trânsito, principalmente por ser uma obra pensada justamente para desafogar o trânsito naquela região que é tão movimentada, principalmente por volta das 18 horas". 

Dolzonan garante que, além das obras relacionadas à mobilidade, outros projetos estão encaminhados. "O goianiense vai se surpreender".

Fonte: A Redação


Reforma do BRT Eixo Anhanguera, em Goiânia, é estimada em R$ 100 milhões


Cálculo da CMTC é que apenas reparos emergenciais na pista custariam R$ 12 milhões. Manutenção é feita pelo Estado ou pela própria Metrobus desde 1976

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) estima que a revitalização total dos 13,5 quilômetros (km) da Avenida Anhanguera deve custar até R$ 100 milhões. Apenas a manutenção corretiva tem um custo estimado em R$ 12 milhões. A Metrobus, responsável pela concessão do serviço de transporte coletivo, não realizou cálculos para a manutenção. A empresa de economia mista, cujo maior acionista é o Estado de Goiás, pleiteia na Justiça que a Prefeitura seja a responsável pela reforma na pista, sob o argumento de que os municípios têm essa atribuição pela Constituição.

No final da semana passada, o desembargador Orloff Neves Rocha, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), cassou a liminar pedida pela Metrobus para que a Prefeitura fizesse as obras. A empresa, no entanto, argumenta que a decisão não confere a ela esta obrigação, já que o mérito ainda não foi julgado. Para o Paço, em contrapartida, a responsabilidade é da estatal por se tratar de uma pista exclusiva, utilizada apenas para o serviço que é objeto de uma concessão.

“De acordo com o artigo 30, inciso V da Constituição Federal, a responsabilidade da manutenção viária é da Prefeitura de Goiânia e não há nada nos contratos de concessão que excepcione essa obrigação, que são idênticos aos das outras operadoras. A boa condição da malha viária na via exclusiva é imprescindível para a saúde operacional de toda a frota da empresa, evitando a ida dos carros a uma precoce manutenção”, afirma a Metrobus, em nota. Reportagem do POPULAR no dia 13 de setembro mostrou que vários trechos da pista de ônibus estão deteriorados.

Por outro lado, a Prefeitura entende que a cláusula 45ª do contrato de concessão assinado com a Metrobus em 2011 também reforça a obrigação da empresa. O capítulo se refere aos direitos e obrigações e firma que a concessionária “deverá arcar, às suas expensas, com todos os custos e despesas necessárias à execução dos serviços”. O inciso III da mesma cláusula insere os “gastos de aquisição, manutenção e reparação de todo material fixo ou rodante, permanente ou de consumo, necessário ao seu funcionamento e à prestação dos serviços”.

Apesar da discussão, o Estado já é responsável pela manutenção, reparos e revitalização das pistas centrais, que é o corredor exclusivo do transporte, há 42 anos, ou seja, desde 1976, quando a estrutura viária foi criada. Na época, os reparos eram feitos ainda pela Transurb. A empresa, que veio a ser substituída pela Metrobus no início desta década, só não realizou com recursos próprios a revitalização feita em 1998, que foi feita pelo governo estadual, quando se implantou as plataformas de embarque.

Segundo a CMTC, a Metrobus mantinha uma equipe própria para os reparos na pista até 2012, quando a mesma foi desfeita. Os questionamentos da empresa, no entanto, se iniciaram a partir de 2002, junto à CMTC para que interviesse na manutenção da pista como de responsabilidade da Prefeitura e sob o argumento de se tornar inviável a operação com a quantidade de custos para o serviço. Apenas no início deste ano a reivindicação passou a ser judicial.

Pista causa danos em até dez veículos a cada dia



Um relatório realizado pela Metrobus indica que os problemas na pista central da Avenida Anhanguera, que é exclusiva para o transporte coletivo, indica que entre nove e dez ônibus por dia têm problemas com suspensão, freio ou pneus que seriam causados pelas falhas na via, que não passa por revitalização desde 2011. A empresa verifica que os veículos utilizados nas extensões para Trindade e Goianira, em que são utilizadas rodovias estaduais, não apresentam a mesma quantidade de problemas. A informação é de que os problemas se intensificaram a partir de 2014, quando o asfalto passou a ter mais problemas e os reparos não foram mais efetuados de maneira recorrente.

Segundo a Metrobus, ultimamente são realizados reparos em situações emergenciais, quando o serviço de fato fica comprometido e após notificar a Prefeitura para que a mesma execute a manutenção. O Paço argumenta que tenta uma negociação com a Metrobus desde o começo do ano, em que haveria uma parceria para a realização das obras. No caso, a mão de obra seria municipal e os materiais seriam pagos pela concessionária. O acordo não foi acatado, já que a empresa entende que judicialmente a responsabilidade é toda da Prefeitura.

A Metrobus assume ser responsável apenas pelos terminais do Eixo Anhanguera e as 19 plataformas de embarque, em que os reparos são feitos em parceria com o consórcio das empresas concessionárias do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia (Redemob). Além disso, a grade que segrega a pista de ônibus e sua estrutura também recebem manutenção da empresa estatal. Já a Prefeitura afirma que sua responsabilidade é apenas a sinalização (horizontal e vertical) da pista e a semafórica, já que elas não são exclusivas às pistas dos ônibus. A discussão só ocorre em relação ao asfalto em si. 

Na terça-feira, o prefeito Iris Rezende (MDB), em cerimônia de apresentação de novos ônibus das concessionárias privadas da região metropolitana, chegou a sugerir que o Estado privatizasse a Metrobus como forma de resolver os problemas operacionais e financeiro. 

3 perguntas para Brenno Marques - Procurador-Geral do Município

1- Por que a Prefeitura não é responsável pela via exclusiva na Avenida Anhanguera?
É uma via que está em concessão. O contrato não traz expressa a situação do asfalto, mas fala na reparação de todo material fixo ou rodante, permanente ou de consumo. E tem a lei das concessões do serviço público, em que é da concessionária a responsabilidade de tudo o que for acesso ao serviço que está sendo concessionado.

2 - Mas por que seria responsável pelo corredor da Rua 90, por exemplo?
A gente analisou o contrato específico da Metrobus, por ser uma via exclusiva. Teria que verificar os demais e a situação de cada avenida específica também.

3 - A Prefeitura pode agir contra a Metrobus pela situação da pista da Avenida Anhanguera?
A lei de concessões permite que seja feita intervenção do poder público e abertura de processo administrativo para verificar se o contrato está sendo cumprido. Pode ser que façamos esse estudo sim.

Fonte: Jornal O Popular
Foto: Yuri Carvalho



Goiânia receberá 723 novos pontos de ônibus


Prefeitura anuncia assinatura de ordem de serviço para semana que vem e afirma que a mudança nos pontos será feita imediatamente

A Prefeitura de Goiânia finalizou nesta quarta-feira (19) o processo licitatório para a construção e reforma de 723 pontos de ônibus na Capital. A ordem de serviço será assinada na próxima segunda-feira (24) pelo prefeito Iris Rezende. A assessoria o Paço Municipal ressalta que mais detalhes sobre a instalação dos equipamentos serão anunciados na próxima segunda-feira (24). Segundo o órgão as modificações são necessárias porque “abrigos estão visivelmente precisando de reforma”.

Em janeiro deste ano, após reunião da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), foi anunciado que a gestão dos os pontos de embarque e desembarque, que eram de responsabilidade da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), é agora dos municípios.

Sobre isso, a comunicação do Paço afirma que uma empresa particular irá construir novos pontos e reformar os antigos. “Futuramente será anunciada a reforma e implementação de novos os pontos de embarque e desembarque”.

A mudança nos abrigos começará nos locais mais movimentados da capital, aqueles que recebem o maior número de passageiros. Posteriormente serão alterados os que apresentam as piores condições. Essa definição será feita entre a Prefeitura e a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC).

Os novos abrigos continuarão disponibilizando quadro para visualização do horário dos coletivos.

*Fabrício Moretti é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo

Fonte: Mais Goiás

Vereador propõe prazo máximo de espera em ponto de ônibus em Goiânia


Matéria pode ser votada em plenário nesta quinta-feira (28/6). Em dias normais, a espera seria de no máximo 30 minutos 

O vereador Alysson Lima (PRB) apresentou projeto de lei para que estabelece prazos máximos de espera no ponto de ônibus para os usuários do transporte coletivo. Segundo a proposta, que pode ser votada nesta quinta-feira (28/6) pelo plenário da Câmara Municipal de Goiânia, o tempo máximo de espera seria de 20 minutos em dias normais, até 30 minutos nos finais de semana e feriados e até 40 minutos em “dias adversos”, com fortes chuvas e alagamentos, por exemplo.

“Nessa situação, quem será o fiscal é o próprio usuário do transporte coletivo, que poderá buscar indenização junto às empresas de ônibus caso o tempo seja extrapolado. Fazendo um paralelo com a lei que estabelece prazo para as filas de bancos, podemos fazer com que as empresas tenham mais responsabilidade com as pessoas que pagam por um transporte público ruim”, disse o vereador em entrevista.

A matéria chega a plenário com parecer contrário da Comissão de Direito do Consumidor da Câmara de Goiânia, que entendeu posicionamento da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), justificando que a propositura traria muito ônus financeiro à empresa muito grande.


Serviço do transporte coletivo será normalizado na segunda-feira (4), diz Redemob


Frota de ônibus chegou a ser reduzida em 40% na Região Metropolitana de Goiânia esta semana, devido ao movimento grevista dos caminhoneiros

Depois de ter a frota de ônibus reduzida por duas vezes na última semana devido ao movimento nacional dos caminhoneiros, a RedeMob Consórcio informou, nesta sexta-feira (1º), que o serviço do transporte coletivo será normalizado a partir da próxima segunda-feira (4) na Região Metropolitana de Goiânia.

O estoque de combustível das empresas que administram os ônibus foi regularizado e, por isso, o serviço será normalizado. Esta semana, por exemplo, a frota de ônibus chegou a ser reduzida em 40%, sendo utilizada a planilha de férias, o que gerou filas entre aqueles que dependem do transporte coletivo para se locomover.

Já na última segunda-feira (28), a frota operou com 15% a menos de veículos, quando a planilha de final de semana foi utilizada. Ou seja, o tempo de espera dos passageiros foi semelhante ao que se tem aos sábados, mesmo se tratando de um dia útil.


Aparecida de Goiânia: RMTC Aparecida é lançada e cria seis novas linhas interbairros


Com uma viagem de ônibus percorrendo as ruas e bairros da linha 970, foi lançada nesta terça-feira, 15, a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Aparecida de Goiânia – RMTC Aparecida.  O prefeito de Aparecida de Goiânia e presidente da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivo (CDTC), Gustavo Mendanha liderou a solenidade que foi realizada no auditório da Associação Comercial e Industrial de Aparecida (Aciag). Outras cinco linhas interbairros também foram anunciadas com o objetivo de atender todas as regiões do município, ligando os bairros com os polos industriais e à área central, proporcionando maior acessibilidade e mobilidade.

“Estamos aqui hoje comemorando mais uma conquista de todos os aparecidenses que dependem do transporte público para se locomover. Aparecida cresceu e se desenvolveu e somos a maior geradora de empregos em Goiás e uma das maiores no país. Por isso a melhoria na malha de transportes urbanos precisava ser revista. E agora, com essas seis novas linhas, o cidadão aparecidense não vai precisar ir a Goiânia para retornar à Aparecida, o que é um grande avanço”, disse o prefeito Gustavo Mendanha, acompanhado da primeira-dama Mayara Mendanha e do vice-prefeito Veter Martins.

Atualmente Aparecida conta com 50 linhas locais e 22 linhas com destino à capital. De acordo com dados da RMTC, são atendidos diariamente mais de 100 mil usuários nas mais de 101 mil viagens realizadas no município, sendo que 40% dessas viagens são feitas dentro da cidade que percorrem 945 quilômetros de extensão de linhas que passam pelos seis terminais de integração existentes. Com a implantação dos seis novos itinerários, que começam a funcionar nos próximos meses (veja tabela abaixo), a cidade passa a totalizar 78 linhas, aumentando a extensão para 1.105 quilômetros.

“Lutei muito, como presidente da CDTC, para ampliar o atendimento do transporte coletivo em Aparecida e também da região metropolitana. E deixo a presidência em junho com o sentimento de dever cumprido. Com este novo progresso o nosso problema interno de deslocamento está sendo sanado e vai facilitar a vida do usuário, dando qualidade e também reduzindo o tempo de espera e dentro do ônibus. Por isso ressalto que este é um grande ganho para a cidade e eu confesso que é um legado que eu deixo como presidente da CDTC”, ressaltou Gustavo Mendanha.

Para atender as novas linhas serão utilizados em torno de 140 ônibus, conforme explica o diretor executivo da Rede Mób Consórcios, Leomar Avelino. “Imediatamente já entra em funcionamento a linha 970 que sai do Terminal Araguaia com destino ao Setor Santa Luzia. E outras cinco estão sendo implantadas. São ônibus a mais sendo colocados para rodar, em torno de 130 a 140. Mas logicamente que ao longo do tempo, devido a dinamicidade da rede de transporte coletivo, temos que analisar o comportamento da demanda, satisfação das pessoas e a partir daí tomar mais decisões necessárias para a melhoria do serviço”, comentou.

Sub rede – A RMTC Aparecida funcionará como um braço da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo e com isso o município permanece integrado na rede única e os cidadãos aparecidenses continuarão viajando de forma integrada pelos 18 municípios da Região Metropolitana. Dentre as principais características da rede municipal estão a amplitude que busca atender as principais regiões de Aparecida; a conexão que liga as regiões facilitando o acesso aos bairros; o traçado onde consta o desenho das linhas usando o sistema viário da cidade incluindo eixos de integração e zonas básicas especiais.

Há ainda a articulação com o Plano Diretor da cidade, atendendo áreas de desenvolvimento urbano previstas na revisão como os Eixos Norte Sul e mais adiante os Leste Oeste; e ainda a flexibilidade de reconfiguração que torna público que, por se tratar de um serviço novo, o possível ajuste das rotas caso não tenham a demanda esperada ou a população não esteja satisfeita com a linha implantada. Presente na solenidade o vereador Almeidinha agradeceu a implantação da linha 970, inaugurada hoje, que beneficiou a região leste.

“Nós, moradores do setor Santa Luzia, Jardim dos Buritis, Chácara São Pedro e demais bairros estamos contentes com essa conquista. Isso mostra o quanto Aparecida se desenvolveu e precisa agora de meios para que sua população tenha melhor qualidade de vida e isso inclui mobilidade e transporte público de qualidade passando próximo à sua casa”, pontuou o parlamentar que estava acompanhado do presidente da Câmara, Vilmar Mariano (MDB) e dos demais vereadores da cidade. O deputado federal, Daniel Vilela (MDB) também elogiou a conquista.

“Desde que era vereador o prefeito Gustavo Mendanha falava da necessidade de expandir as linhas de ônibus em Aparecida. Agora à frente da Prefeitura e da CDTC, mostrou aos empresários do setor a necessidade da população e a oportunidade de negócio para eles. O resultado são essas seis novas linhas interbairros, que trarão comodidade aos moradores da cidade. Por isso fiz questão de vir aqui hoje para participar deste grande momento, que ficará marcado na história”, comentou o parlamentar goiano.

Ponto de ônibus – O prefeito Gustavo Mendanha salientou, durante a solenidade de lançamento da RMTC Aparecida a realização da licitação para a construção de novos pontos de ônibus na cidade. “A responsabilidade da implantação dos pontos de embarque e desembarque foi repassada para as prefeituras, por isso, estamos um passo na frente já licitamos a construção dos equipamentos e aguardamos agora a CMTC nos repassar os locais adequados para iniciarmos as obras. E todos atenderão as necessidades dos usuários, protegendo da chuva e do sol”, sublinhou ele destacando que serão investidos cerca de R$ 500 mil.

Datas de funcionamento das seis novas linhas



970 – Terminal Araguaia/Santa Luzia (via Parque Industrial) – 14/05/18
972 – Terminal Maranata/Terminal Araguaia – 28/06/18
973 – Terminal Maranata/Jardim Tiradentes/Terminal Cruzeiro – 30/08/18
971 – Terminal Garavelo/Terminal Veiga Jardim/Terminal Araguaia (Via Polo Empresarial) – 27/09/18
974 – Terminal Cruzeiro/Santa Luzia (via Buriti Shopping) – 31/10/18
975 – Terminal Veiga Jardim/Centro/Parque Industrial – 20/11/18

Fonte: Prefeitura de Aparecida de Goiânia


Licitação arrastada para abrigos de ônibus em Goiânia



Concessão de pelo menos 700 abrigos para manutenção em troca de exploração publicitária se arrasta desde final de 2016 com briga entre empresas

Uma licitação para fazer a manutenção de 500 abrigos de ônibus e construir um mínimo de 200 novos ao longo de 20 anos em troca da exploração da publicidade no local se arrasta há mais de dois anos na Prefeitura de Goiânia sem previsão de um fim. A estimativa de valor a ser arrecadado pela empresa vencedora não é revelado, mas sabe-se que a demanda por abrigos novos ou revitalizados em Goiânia é em torno de 3,5 mil. A expectativa é que com o novo contrato a Prefeitura conseguisse pelo menos novos 500.

O processo se encontrava totalmente parado na Secretaria Municipal de Administração (Semad) desde setembro do ano passado, mas na última quinta-feira, dia 19, após a reportagem procurar o Executivo municipal, foi publicada no site da Prefeitura a ata de julgamento da proposta técnica, com data de 9 de abril. Até então, a última publicação no site da Prefeitura havia sido da ata de abertura da proposta técnica, com data de 28 de setembro de 2017.

As empresas vão arrecadar em cima da comercialização do espaço publicitário dos abrigos. Já a Prefeitura vai ganhar apenas com a manutenção dos pontos, sendo que 500 deles já existem e precisam ser revitalizados. A empresa vencedora tem o compromisso de construir um mínimo de 200 pontos na mesma região. Um dos requisitos que vai definir a vencedora é quem oferecer mais abrigos novos além destes.

Duas empresas brigam literalmente pela concessão: a multinacional JCDecaux e a paulista Shempo Empreendimentos. Esta última chegou a ser desabilitada em julho de 2017 por não ter apresentado prova de qualificação técnica-operacional, mas foi reabilitada dois meses depois após parecer jurídico da Prefeitura afirmar que os documentos apresentados pela empresa servem como prova.

A retificação da ata de habilitação, já novamente com o nome da Shempo, foi publicada no dia 14 de setembro e duas semanas depois a Semad abriu os envelopes com as propostas técnicas de cada uma. A partir daí, a licitação entrou em sua pausa mais longa. Conforme O POPULAR apurou, a decisão veio do próprio executivo municipal. Uma das argumentações foi o medo da judicialização do processo.

O primeiro edital foi publicado em janeiro de 2016 com previsão de abertura para março daquele ano, mas dias antes do prazo final o processo foi adiado a pedido da Prefeitura. Em setembro, foi publicado um novo edital, e no dia 8 de novembro a comissão de licitação da Semad habilitou as duas empresas para continuar na disputa.

A JCDecaux entrou com recurso alegando que a concorrente não apresentou documentação que comprovasse a capacidade técnico-operacional, que diz respeito à experiência da empresa em atender ao objetivo da licitação: no caso, a construção e manutenção de abrigos de ônibus. O parecer da assessoria jurídica da Semad foi favorável à argumentação da multinacional e orientou pela desabilitação da Shempo, o que foi acatado no dia 16 de dezembro pela comissão de licitação.

Vai e volta

A ata com a retificação do processo de habilitação só foi publicado no começo de agosto de 2017 e apesar de não constar nova permissão para entrada de recurso por parte dos interessados a Shempo entrou com pedido para rever a decisão e no dia 14 de setembro saiu nova ata de habilitação incluindo o nome da empresa paulista de volta ao processo. Um novo parecer da assessoria jurídica da Semad, do dia 12 de setembro de 2017, havia concordado com a argumentação da Shempo de que os documentos apresentados valiam como atestado de capacidade operacional.

Na ata de julgamento das propostas técnicas,a Shempo teve nota melhor que a da JCDecaux.

A analista em obras e urbanismo da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação de Goiânia (Seplanh), Ivanilde Maria de Rezende Abdala, diz que a Prefeitura espera o resultado desta licitação para avaliar se segue com o modelo para outros processos a serem abertos para conservação e revitalização de abrigos, uma vez que o executivo não pretende assumir os custos da manutenção. “Já tem vários locais no Brasil que adotam este modelo.”

A JCDecaux afirma estranhar a forma como o processo de licitação tem sido encaminhado, uma vez que, na opinião da empresa, a concorrente não comprovou capacidade técnica para o objeto do edital.

A reportagem procurou a Shempo, mas até o fechamento desta edição a empresa paulista não retornou ao pedido de entrevista. Em 2016, a Shempo foi a única participante de uma licitação para o fornecimento de 44 mil placas de sinalização em Goiânia, no mesmo modelo de negócio dos abrigos de ônibus.

A Semad só se pronunciou por nota na qual diz que o processo “estava sendo avaliado pela equipe técnica e já voltou a tramitar conforme o cronograma das concorrências públicas”.

Foto: Argosfoto (google Imagens)