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Prefeitura de Goiânia muda obra de arte no viaduto da Jamel Cecílio com a Marginal Botafogo

 


A previsão, segundo a prefeitura, é concluir as próximas etapas e liberar o viaduto para o tráfego de veículos ainda antes do Natal. Monumento previsto inicialmente para o local precisou ser substituído devido a característica do solo e impacto financeiro

A Prefeitura de Goiânia iniciou a última etapa dos serviços de construção do viaduto que integra o Complexo Viário Jamel Cecílio. A previsão, segundo a prefeitura, é concluir as próximas etapas e liberar o viaduto para o tráfego de veículos ainda antes do Natal.

Com a cravação das 765 estacas, no último domingo, 6, foi concluído o encabeçamento do elevado com a avenida do lado oeste, sentido Setor Sul; e na segunda-feira, 7, teve início a execução do encabeçamento do lado leste, sentido GO-020.

O encabeçamento da estrutura conta com paredes em escamas, ou seja, painéis pré-moldados de concreto, onde tiras de aço são fixadas às placas com parafusos e aterradas e compactadas com rolo compressor. Essa metodologia propicia maior resistência do solo à tração interna suportando cargas elevadas.

As rampas que formam o encabeçamento possuem 52m no lado Oeste e 41m, no Leste. O elevado conta com 192 metros de comprimento e 282 no total, incluindo as duas rampas dos encabeçamentos. A estrutura tem 6,22ms de altura máxima, 13,8m de largura, 2 pistas de 6,50m, contendo 4 pistas de rolamento e guarda-rodas com 40cm.

O empreendimento, que receberá o nome de Complexo Viário Luís José da Costa, em homenagem ao cantor Leandro, morto em 1998, vítima de câncer, é composto por três elementos diferentes de engenharia, nos mesmos moldes do que foi construído no cruzamento da Avenida 85 com a Avenida T-63: o elevado, uma rotatória em nível e a trincheira. A Avenida Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra; no nível da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória; e a Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo.

Segundo a prefeitura de Goiânia, a ideia por trás da obra é dar maior fluidez ao tráfego de veículos para a Jamel Cecílio e para a Marginal Botafogo e maior acesso a essas duas vias a quem está na Leopoldo de Bulhões, eliminando a necessidade do semáforo de três tempos no cruzamento.

O elevado na Jamel Cecílio dará fluxo direto para as pessoas que querem atingir a BR-153, a GO-020 ou os bairros e condomínios da região; a Marginal Botafogo vai realmente funcionar como uma via expressa, sem nenhuma interferência semafórica; já quem desce a Alameda Leopoldo de Bulhões terá acesso à direita para a Jamel Cecílio, ou à esquerda, para o Setor Sul, bastando fazer o contorno da rotatória e seguir ou retornar à própria Alameda. O trânsito vai fluir para todos os lados, sem interferência de sinaleiro.

Além de maior mobilidade, a construção do Complexo Viário trará outros ganhos para a região, como um novo sistema de drenagem, paisagismo e iluminação.

Monumento

Devido à qualidade do solo, que acabaria por aumentar muito o custo da obra, o projeto do monumento a ser fixado ao lado do viaduto foi substituído. Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a instalação do monumento anteriormente pensado – estrutura em forma de mão dedilhando um violão – demandaria fundação e estrutura muito robustas, acarretando um custo altíssimo para a obra, fator que se torna inviável, principalmente, nesses tempos de pandemia.

“Com a escavação para fazer o encabeçamento do viaduto, percebemos que o subsolo é bem mais mole, naquele local, necessitando um reforço extra com estacas de concreto para garantir a segurança e a durabilidade da obra. Para fazer o monumento proposto, é preciso também desse reforço extra na fundação para sustentar a estrutura, o que encarece muito os serviços, então, optamos por esse outro projeto que também vai embelezar e dar uma aparência moderna à obra”, justifica.

A concepção do novo monumento representa o que o goiano tem de mais caro: a capacidade de acolher na primeira hora todos que aqui chegam ou por aqui passam. Nas palavras do arquiteto e projetista, idealizador da obra, Renato Cunha de Almeida “representa uma janela aberta para a cidade. A ideia é que todos possam se sentir acolhidos pelo monumento e desfrutar da paisagem urbana da nossa cidade”, informa.

O monumento será construído em estrutura metálica em aço galvanizado revestido com chapas eletro fundidas e pintura à base de poliuretano, a iluminação será em Led, o que permite que ele receba diferentes cores durante a noite.

Trincheira da 90

O Complexo Viário Sodino Vieira, mais conhecido como Trincheira da 90, também ganhará um monumento que será instalado envolvendo a adutora de água que passa sobre a Avenida 136.

Também fruto da inspiração do arquiteto e urbanista Renato Cunha de Almeida, o projeto é um presente doado à cidade e a concepção vem da grande transformação urbana pela qual Goiânia está passando com a construção do BRT Norte-Sul, sistema que está mudando a malha viária urbana e vai mudar o transporte público como conhecemos hoje.

“Criamos uma escultura urbana que celebra essa grande façanha. O local escolhido foi a Praça Delmiro Paulino Silva (Praça da 90), promovendo sua reintegração, uma vez que ela acabou dividida com a construção da trincheira. É uma homenagem a todos que participaram desta grande obra para a nossa cidade”, explica Renato.

A escultura projetada para o local é composta por duas estruturas metálicas arqueadas, sendo a maior com cerca de 35m de altura e a menor, 26 m. As duas são ligadas por 39 montantes que formam uma superfície chamada de Hiperboloide Parabólica e ganham características diferentes à medida que se contorna a praça.

“A cidade é um elemento dinâmico. E dentro desse conceito, desenvolvemos a proposta como uma analogia às mudanças, porque à medida que você contorna a praça você perceberá que o monumento vai tomando novas formas, diferentes olhares, de maneira que o observador terá sempre uma visão diferente do espaço”, ensina o arquiteto.

O monumento será revestido com chapas eletro fundidas e receberão pintura à base de poliuretano para proteger a estrutura da corrosão provocada pelo tempo. A base de concreto será também revestida com chapas metálicas para dar unidade à composição.

Fonte: Jornal Opção

Canalização de Córrego Cascavel agride meio ambiente


 
O Córrego Cascavel está sendo canalizado no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 quilômetros. Além de trazer prejuízos ambientais, a obra deve contribuir para piora das enchentes que já são recorrentes na região em época de chuva. A bacia do Córrego Cascavel abarca uma área de aproximadamente 42 quilômetros quadrados. O alto curso da bacia localiza-se na região sul do município de Goiânia e abrange setores como Jardim América, Jardim Atlântico e Parque Anhanguera. 

O córrego Cascavel tem grande importância para a Capital e também para a vida do Rio Meia Ponte, principal fonte de abastecimento de água da Região Metropolitana de Goiânia.  A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza afirma que a obra de canalização do Córrego Cascavel causa impacto ambiental grave. “Toda dinâmica do ecossistema em torno do rio é alterada porque após a canalização, não há mais rio”, explica. 

Ela analisa que a canalização do curso do rio e a obra viária nas margens do córrego são apresentadas como uma solução rápida e barata para a cidade, mas não mede os reais impactos ambientais e urbanos da alteração. “É uma proposta que acontece na contra mão do que ocorre nas obras viárias do resto do mundo que cada vez mais passam a considerar os impactos no meio ambiente”.

Enchentes

Maria Ester aponta que a obra deve contribuir para o aumento de enchentes que são recorrentes em épocas de chuva ao longo do curso do Córrego Cascavel. Ela ressalta que o bairro Jardim América é atingido todos os anos por problemas de enchentes causadas pela impermeabilização no solo, principalmente nas Avenidas T-8 e T-9. “Quando você imagina que é um dos maiores bairros em extensão, também é uma das áreas mais asfaltadas da cidade. Isso faz com que a água empoce ou vire uma enxurrada porque ela não é absorvida pelo solo”, explica.

A conselheira do CAU-GO afirma que a canalização do Córrego Cascavel causa inundação das suas bordas e amplia erosões no seu entorno. O volume de águas que corre em suas calhas aumenta consideravelmente e se torna um potencial causador de problemas ao longo do curso d’água. “Pode derrubar pontes, aterros, aumentar enxurradas e causar muitos danos por onde passa”, aponta. 

Meio Ambiente

A arquiteta e urbanista ainda afirma que após sofrer o processo de canalização, o curso d’água passa a correr em uma espécie de ‘calha’, toda a vegetação em volta dele é desmatada e a topografia da região sofre alteração brusca com destruição do microclima local. “O rio atrai animais, sua vegetação ciliar mantém o microclima e ajuda na manutenção de índices de permeabilidade que previne as enchentes”, diz. 

Maria Ester ressalta que ao retraçar o desenho de um rio por meio de calhas, todos os benefícios da existência do curso natural de água desaparecem. “Estão fazendo o contrário do que deve ser feito com os rios urbanos que é manter suas matas ciliares originais, replantar e recuperar o que foi degradado, afastar as construções próximas ao seu curso e evitar ligações de esgoto e lixo”, pontua. 

A canalização proposta para esse trecho do Córrego Cascavel é composto por uma estrutura de concreto armado feita com segmentos com 19,98 metros de extensão, interligadas por juntas de dilatação, com fundo plano interligado a paredes verticais com as dimensões projetadas. O canal foi dimensionado para atender a uma vazão de 171,668 metros cúbicos por segundo e tempo de recorrência de 100 anos para pontes e canais em concreto e borda livre aproximada de 38,50 centímetros para o topo das paredes do canal.

Estudos de impacto ambiental podem ser encomendados  

A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza, afirma que a legislação brasileira permite que os estudos de impacto ambiental de obras públicas sejam encomendados pelas próprias empresas que conduzem as obras em licitações. “O órgão municipal deve analisar a competência dos estudos, mas no caso de obras viárias, as prefeituras também estão interessadas que ela sejam feitas de forma rápida”, afirma. 

Instrumento importante para redução de prejuízos ao meio ambiente decorrentes de obras de infraestrutura, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é uma condição para o licenciamento de uma série de obras. De acordo com resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) destacam-se obras de saneamento, irrigação e drenagem, incluindo a canalização de córregos urbanos e a retificação de cursos d’água.

De acordo com a arquiteta e urbanista, esse mecanismo de aprovação de projetos faz com que muitos trabalhos que medem impactos ambientais sejam feitos às pressas ou de forma a mascarar o verdadeiro dano ambiental causado pela obra. “Em Goiânia temos vários exemplos de obras cujos estudos foram feitos de forma parcial ou à revelia, em favorecendo a construção de prédios, vias e edifícios em áreas de proteção ambiental e nascentes de rios”, pontua. Ela cita a obra da duplicação da Rua da Divisa, no Setor Jaó, como exemplo.

A equipe do jornal O Hoje entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Goiânia e requisitou os Estudos de Impacto Ambiental da obra da canalização do Córrego Cascavel, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Licitação

A empresa Sobrado Construções Ltda venceu a concorrência pública, do tipo menor preço, para a execução das obras de construção das pistas marginais e de acesso e de canalização do Córrego Cascavel, no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 km. O contrato contempla ainda a sinalização horizontal e vertical e a construção de calçadas acessíveis.

Orçada em R$ 25.349.847 a licitação foi fechada por R$ 18.961.679, um deságio de mais de 25%. De acordo com o projeto, a pista a ser construída varia de 9 metros a 11,98 metros de largura, com acessos de 6 metros a 6,73 metros de largura, e camada de revestimento em concreto betuminoso na espessura de 10 centímetros, dividido em uma camada de cinco centímetros de pavimento asfáltico, recoberta por outro camada de cinco centímetros de capa para as vias marginais. 



Obras de continuidade da Marginal Botafogo se arrastam há 20 anos


 
Há mais de 20 anos a prefeitura tenta terminar de executar o prolongamento da Marginal Botafogo que inclui a pista no sentido Norte-Sul da Marginal, a ponte da Rua 1.018, as alças de acesso à Avenida 2º Radial e a tubulação e canalização do Córrego Botafogo. Faltam 20% para o trabalho ser concluído e a Prefeitura de Goiânia tem expectativa de que a obra seja entregue em novembro.

A primeira tentativa de conclusão do trabalho foi na gestão de Nion Albernaz (PSDB), em 1999. Na época foi feito um contrato de quatro anos, mas o acordo com a Construtora Central do Brasil S/A (CCB) foi encerrado apenas em 2011, depois de 15 aditivos de contrato e exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) para abertura de uma nova licitação.

Um novo processo licitatório foi aberto em 2015, na gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), que inaugurou a ponte sobre a Rua 1.018 em sua última aparição pública à frente da Prefeitura de Goiânia. Nesta tentativa de realizar a obra, em 2015, o serviço era estimado para ser finalizado em 15 meses, por um valor de R$ 23,8 milhões.

A empresa CCB, em consórcio com a Elmo Engenharia, responsáveis pela empreitada, deram andamento na obra. A vencedora do processo de licitação alegou falta de verbas para a contrapartida paga pela prefeitura e também do convênio federal. O contrato foi rompido em 2018 para dar agilidade a mais uma licitação. A administração pública optou pela transferência da responsabilidade de abertura do processo para a Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh).

O valor do serviço caiu saiu de R$ 35,46 milhões em 1999 para R$ 11,6 milhões, valor da licitação anunciado em 2019. No entanto o novo edital de licitação foi publicado apenas em maio deste ano com valor estimado em R$ 17,5 milhões. Esta última licitação corresponde às obras de construção da pista no sentido Sul-Norte do prolongamento da Marginal Botafogo entre a Avenida 2ª Radial, no setor Pedro Ludovico, e a Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás.

Contrapartida

Os recursos para a conclusão do serviço são da Prefeitura de Goiânia, em contrapartida ao financiamento obtido com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução dos primeiros três setores do Parque Urbano-Ambiental Macambira Anicuns (Puama).

O pagamento da contrapartida do Puama para construção de obras que beneficiassem a Capital já estava prevista, mesmo que elas acontecessem fora da região do parque, que abrange o Córrego Macambira e o Ribeirão Anicuns até seu deságue no Rio Meia Ponte. A obra do prolongamento da Marginal Botafogo é o último trabalho de contrapartida e conclui o ciclo do acordo com o BID. Uma dessas contrapartidas foi a construção de uma escola no Residencial Itamaracá e uma unidade de saúde no Setor Rodoviário.

As obras da pista no sentido oposto, entre a Jamel Cecílio e a 2ª Radial foram liberadas em agosto. Nesta obra também foram contempladas a canalização do Córrego Botafogo e a ponte da Rua 1.018, no Setor Pedro Ludovico. Esta etapa do trabalho foi estimada em aproximadamente R$ 14 milhões e também foi feita em contrapartida do financiamento do Puama. 

Liberação da Jamel Cecílio será até dezembro 

Complexo Viário da Jamel Cecílio com a Marginal Botafogo, obra que é feita em separado dos prolongamentos da Marginal já completou um ano e a Prefeitura de Goiânia alega que deve ser concluída até o prazo estipulado pelo contrato com a empresa responsável pela empreitada, no dia 31 de dezembro. 

A administração do município espera que o fluxo do trânsito na via seja liberado entre novembro e dezembro.A expectativa para a liberação da via antes da conclusão da obra já foi frustrada duas vezes. Em janeiro, a administração do município anunciou que o trânsito no local seria liberado até julho. Findado o prazo, anunciou o fluxo de tráfego para este mês. A via continua interditada.

Em janeiro deste ano, a obra estava com 12% de andamento e a Seinfra anunciou a liberação do tráfego do viaduto para o mês de julho. Naquele mês foi anunciado que o fluxo seria liberado apenas em setembro. Com o trânsito ainda interrompido, a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) afirma que a expectativa da volta do fluxo fica agora para outubro.

No entanto, de acordo com o titular da pasta, Dolzonan Mattos, vários fatores fizeram com que a expectativa fosse frustrada pela primeira vez. Em dezembro de 2019, a chuva foi justificativa pela lentidão dos trabalhos. A Seinfra também culpou uma obra da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para instalar um emissário de esgoto de 400 ml que impediu a instalação das estacas para a construção da trincheira.

Outro motivo de atraso foi o isolamento social causado pela pandemia que reduziu o número de operários em diversas obras públicas, não só no viaduto da Jamel Cecílio. Em julho, a obra sofreu outro transtorno, um dos guindastes que trabalhava no local caiu sobre uma residência em área de invasão da Marginal Botafogo. Por sorte, a casa estava vazia. Houve apenas ferimentos leves em três operários e a empresa responsável pela obra assumiu os custos do acidente.

Estrutura

O complexo viário possui três elementos diferentes de engenharia, no mesmo modelo do que ocorreu no cruzamento da Avenida 85 com a T-63. O elevado, uma rotatória em nível e a trincheira, e cada um deles atenderá a uma das vias atingidas. A Avenida Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra; na altura da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória, na rua já existente; e a Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo.

Ao lado do viaduto será construído um monumento de 56 metros de altura, em estrutura metálica no formato de uma mão que dedilharia um violão. A obra será uma homenagem à música sertaneja. Com o viaduto, a Prefeitura de Goiânia busca dar maior fluidez ao trânsito para a Jamel Cecílio e para a Marginal Botafogo, dando mais acesso a essas duas vias e eliminando o semáforo de três tempos no cruzamento para destravar o fluxo de veículos. 



Retomada das obras do BRT Norte-Sul na Praça do Cruzeiro vai exigir paciência dos motoristas


Trabalhos foram suspensos para que a Enel remanejasse postes e a rede de energia elétrica que ficam no entorno

As obras do BRT Norte-Sul na Praça do Cruzeiro, em Goiânia, foram retomadas nesta terça-feira (11). Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), o trabalho estava suspenso para que a Enel remanejasse 10 postes e a rede de energia elétrica que ficam no entorno. A previsão é que a obra seja concluída em 15 dias. 

De acordo com a Seinfra, a concessionária já removeu oito das dez estruturas e os funcionários trabalham do lado esquerdo, sentido Praça do Cruzeiro - Praça Cívica para retirar os dois restantes. Enquanto isso os trabalhados seguem pelo lado direito. Após essa etapa, as obras se estenderão pela Avenida 84 até a Praça Cívica. 

Em nota, a Enel informou que o serviço de deslocamento dos cabos e equipamentos está sendo feito com equipes de Linha Viva, que contam com profissionais especializados em trabalhar com a rede elétrica energizada, evitando desligamentos do fornecimento de energia e diminuindo os impactos sentidos pelos clientes da região. A distribuidora esclarece que, por questões de segurança, as equipes não podem trabalhar enquanto estiver chovendo, o que tem prejudicado o andamento do serviço nos últimos dias. 

A Seinfra informou ainda que no local serão instaladas duas estações de embarque e desembarque de passageiros, uma de cada lado da Praça, seguindo o mesmo estilo das que foram aprovadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a Praça Cívica. Cada plataforma ocupará um espaço no passeio de 3,5 m de largura e deverão ficar prontas junto com toda a estrutura do sistema, em outubro deste ano. 

Trânsito 

Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) o motorista que segue pela Rua 87, sentido Oeste-Leste, com destino às Ruas 90/88/86/84, entrará à direita na Rua 124, passará pela Rua 89 e poderá acessar todas essas vias, até à Rua 84. Já o motorista que está na Rua 84, sentido Leste-Oeste, com destino à Av. 85, entrará à direita na Rua 124 

BRT Norte-Sul 

O BRT Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, saindo do terminal Recanto do Bosque, na Região Norte da Capital até o terminal Cruzeiro, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. O trecho em construção está orçado em R$ 275 milhões, em valores iniciais, sendo R$ 140 milhões de recursos do FGTS e o restante de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. Em valores atualizados chegará a R$ 400 milhões. 

Já o trecho de 5,1 km entre os Terminais Isidória e Cruzeiro está orçado em R$ 87.366.081,03, valor proveniente do Orçamento Geral da União (R$ 70 milhões) e do tesouro municipal (R$ 17.366.081,03). A empresa vencedora terá 18 meses para entregar a obra.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses, sendo retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os envolvidos.

Fonte: O Popular

Homologada licitação para continuação da Marginal Cascavel


Empresa vencedora será responsável também pela canalização do Córrego Cascavel, no trecho de 1,76 km, entre as Avenidas T-9 e C-12, construção de calçadas acessíveis e sinalização

A empresa Sobrado Construções Ltda foi a vencedora da concorrência pública, do tipo menor preço, para a execução das obras de construção das pistas marginais e de acesso e de canalização do Córrego Cascavel, no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 km. O contrato contempla ainda a sinalização horizontal e vertical e a construção de calçadas acessíveis.

A licitação foi homologada no último dia 10 e, após a certificação e a assinatura do contrato, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) expedirá a ordem de serviço para o início dos trabalhos.

Orçada em R$ 25.349.847,00, a licitação foi fechada por R$ 18.961.679,57, um deságio de mais de 25%. A empresa deverá iniciar os trabalhos em até 10 dias úteis após o recebimento da ordem de serviço e executar num prazo de 240 dias.

De acordo com o projeto, a pista a ser construída varia de 9 m a 11,98 m de largura, com acessos de 6 m a 6,73 m de largura, e camada de revestimento em concreto betuminoso na espessura de 10 cm, dividido em uma camada de 5 cm de pavimento asfáltico, recoberta por outro camada de 5 cm de capa para as vias marginais.

As alças e as vias da Avenida dos Alpes terão camada em 5 cm de revestimento em CBUQ, uma vez que se espera um fluxo de tráfego significativamente menor do que para as vias principais das marginais.

Para as calçadas, o projeto indica concreto de 20 Mpa, dos dois lados da via, com 2 m de largura e espessura de 6 cm.

Canalização
Segundo o projeto, a canalização proposta para esse trecho do Córrego Cascavel é uma estrutura de concreto armado composta de segmentos com 19,98 m de extensão, interligadas por juntas de dilatação, com fundo plano interligado a paredes verticais com as dimensões projetadas.

O canal foi dimensionado para atender a uma vazão de 171,668 m³/s e tempo de recorrência de 100 anos para pontes e canais em concreto e borda livre aproximada de 38,50 cm para o topo das paredes do canal.

Obras relacionadas
Algumas estruturas que compõem a Marginal Cascavel já foram executadas, como a restauração da Avenida C-7 para utilização como marginal esquerda (Avenida dos Alpes / Avenida C-12); execução das pistas esquerda e direita da Avenida do Alpes pelo lado da Vila União (margem esquerda do Córrego) até as proximidades do apoio extremo das pontes de transposição das marginais; alça de acesso da Avenida C-7 para a Avenida dos Alpes; e 120 metros de canal a jusante do ponto de implantação das pontes da Avenida dos Alpes, que está sendo executada e deverá ser concluída no mês de março. Já foram concretados os pilares, as lajes de transição e as travessas de apoio. Também está em execução a forma e escoramento para as travessas de apoio à superestrutura.

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura


Prefeitura inicia construção da ponte da Leste-Oeste sobre a Marginal


O Prefeito Iris Rezende assinou na segunda-feira (20/1), a ordem de serviço para o início das obras de construção da ponte da Avenida Leste-Oeste sobre a Marginal Botafogo, no cruzamento das duas vias, no Setor Leste Vila Nova. O prazo para conclusão é de sete meses. Para realizar os serviços, o trânsito nas imediações será alterado.

De acordo com o projeto, as pistas da Avenida Leste-Oeste passarão sobre a Marginal Botafogo. Serão dois viadutos, em concreto armado, estruturalmente justapostos, sendo que cada um tem duas faixas de segurança de 1,50 m, duas faixas de rodagem de 3,50 m, uma faixa de pedestres de 2,0 m, duas barreiras guarda-rodas de 0,40 m e uma barreira guarda corpo de 0,20 m rígidos, de concreto armado, padrão ABNT, que totalizam uma largura constante de 13,0 m. A ponte terá de 53 m de extensão.

Trânsito

As intervenções já implantadas na região serão mantidas. Em razão da continuação das obras da Avenida Leste-Oeste, a Marginal Botafogo terá circulação restrita, nos dois sentidos.

A Rua 227 será interditada nos dois sentidos para receber os pilares do viaduto da Avenida Leste-Oeste. Já o cruzamento da Rua 67-A com a Avenida Contorno será bloqueado e a circulação será restrita, com acesso local, na Rua 67-A, via Marginal Botafogo.

Os desvios implantados na região, em dezembro de 2019, serão mantidos.

Avenida Leste-Oeste

A Avenida Leste-Oeste é dividida em dois tramos: o primeiro se refere ao Tramo Oeste,

que se localiza entre a Rua 74, no Centro de Goiânia, e a rodovia municipal Gyn 20, no Conjunto Vera Cruz; e o seguinte, referente ao Tramo Leste, entre a Praça do Trabalhador e o perímetro urbano de Senador Canedo (GO 403). 

A Avenida permitirá uma ligação contínua entre a divisa de Senador Canedo até a Gyn 20, numa extensão total de 40 quilômetros, sendo 10,2 km relativos à rodovia GO 403, que se encontra duplicada.

Os trabalhos para implantação da via foram elaborados em 1987, dentro do Plano Diretor de Transportes de Goiânia – PDTU, que recomendou a adoção de melhorias mobilidade urbana e no transporte de pessoas e mercadorias na Capital.

Em 1992, o Instituto de Planejamento de Goiânia elaborou o Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia, incorporando as recomendações do PDTU.

Em 1993, a Prefeitura de Goiânia, por meio do antigo DERMU, elaborou o projeto básico e licitou as obras para a construção da avenida, entre a Praça do Trabalhador e o Conjunto Vera Cruz, mas o processo só foi retomado em 2002.

Atualmente, o trecho entre a Praça do Trabalhador/Avenida Castelo Branco, assim como a ligação da Avenida Leste-Oeste com a Avenida República do Líbano, está implantado; entre a Rua da Alegria/Conjunto Vera Cruz encontra-se implantada com alguns trechos ainda em pista simples.

No dia 15 de julho do ano passado, teve início a construção dos 8,1 km do tramo leste da via, entre a Praça do Trabalhador e a Rodovia GO-403, com a construção do bueiro sobre o Córrego Palmito, já concluído. O bueiro do Córrego da Onça está com 90% da obra pronta.

Estão em execução os serviços de terraplanagem e da rede de drenagem, já finalizada em vários trechos: na Praça do Trabalhador, entre a Rua 44 e Rua 68; entre a Av. Rasmussen e a chácara Jaime Câmara, no Bairro Feliz; entre o Bueiro do Córrego da Onça e a Rua 402, na Vila Viana. Está em execução o guarda-corpo do muro de arrimo da Praça do Trabalhador.

O trecho do tramo Oeste, de 1,7 km, entre a Avenida Castelo Branco e a Rua da Alegria, será executado após a conclusão das desapropriações e desocupações das áreas no trajeto por onde vai passar a via.

Subtrechos da Av. Leste-Oeste
Subtrecho 1:
Localização: Trindade
Extensão: 6 km
Situação: Projeto Executado
Subtrecho 2:
Localização: Goiânia
Extensão:  6,7 km
Situação: Projeto Executado
Subtrecho 3:
Localização: Goiânia
Extensão:  6,6 km
Situação: Projeto Implantado
Subtrecho 4:
Localização: Goiânia
Extensão:  1,7 km
Situação: Projeto Executado
Subtrecho 5:
Localização: Goiânia
Extensão:  6,8 km
Situação: Projeto Implantado
Subtrecho 6:
Localização: Goiânia
Extensão:  8,1 km
Situação: Projeto em Implantação
Subtrecho 7:
Localização: Senador Canedo
Extensão:  10,20 km
Situação: Rodovia duplicada

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura, com Veruska Narikawa, da editoria de Trânsito, Transportes e Mobilidade