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Restauração está ameaçada


Demora em reformulação de projeto pode tirar monumento do PAC Cidades Históricas

Dos oito projetos selecionados em Goiás pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para receber recursos na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, lançado em agosto de 2013, apenas um não está concluído e corre o risco de ser excluído. Trata-se da restauração da Estação Ferroviária de Goiânia, prédio da década de 50, que sofre com os efeitos da ação do tempo e das infiltrações. Responsável pela elaboração do projeto, a Prefeitura de Goiânia está finalizando os ajustes exigidos para a liberação da verba.

“Ainda existe a possibilidade de contratação da obra, mas o risco de perder também é grande pela atual conjuntura do País. Se houver contingenciamento financeiro do governo federal, vai recair sobre aquilo que não começou”, afirmou ao POPULAR o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson Antônio de Almeida, que esteve em Goiânia esta semana para vistoriar as obras de requalificação da Praça Pedro Ludovico Teixeira (Praça Cívica). Segundo ele, não existe um prazo para que a ação seja executada, mas quanto mais agilidade houver por parte dos gestores, maiores as chances de liberação de recursos.

Criado para desenvolver e proteger o patrimônio histórico brasileiro, o PAC Cidades Históricas conta nesta etapa com R$ 1,6 bilhão para restauração e requalificação de prédios e espaços públicos em 44 cidades de 20 estados, dos quais R$ 49,75 milhões foram destinados para Goiás. Somente Goiânia, com duas obras; e a cidade de Goiás, patrimônio mundial da humanidade, com seis, entraram na lista. As obras de requalificação da Praça Cívica começaram no início de fevereiro e há um esforço para que sejam entregues no aniversário de Goiânia, embora o contrato para finalização com a empresa executora seja para o final de novembro. Já as obras de restauração do prédio da Estação Ferroviária dependem de adequação do projeto encaminhado pela Prefeitura de Goiânia ao Iphan.

Conforme Robson Almeida, diretor do PAC Cidades Históricas, o projeto foi analisado pelo Iphan nacional no final de setembro do ano passado, mas voltou a Goiânia para ajustes. “É um procedimento comum. São muitos detalhes, entre eles a compatibilidade do que está na planta e no memorial descritivo”. O POPULAR apurou que a extinta Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida sugeriu a inclusão de itens de acessibilidade no projeto de restauração do prédio. No local já existem duas rampas de acesso nas laterais e um elevador interno que não está funcionando.

Titular da Secretaria Municipal Extraordinária do PAC (Sepac), Vanderley Toledo Júnior informou que está há seis meses na pasta e que só recebeu o projeto há cerca de dez dias. Na quinta-feira ele enviou ao POPULAR um cronograma definindo até 15 de maio para elaboração da planilha orçamentária. Pelo cronograma, o Iphan teria de aprovar o projeto em cinco dias úteis, de 25 a 29 de maio, para que seja aberto o processo licitatório e, sem contratempos, ser assinada a ordem de serviço até o início de agosto, com entrega da obra num prazo de um ano. A superintendência regional do Iphan está orientando a pasta para que todos os itens previstos no edital do PAC sejam atendidos e o processo agilizado.

Fonte: Jornal O Popular


Macambira Anincus: A importância de um parque para a cidade


Emiliano Lôbo de Godoi é professor doutor em planejamento e gestão ambiental da escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (UFG). Ele, que trabalhou na parte que trata da recuperação das Áreas de Preser­vação Permanente (APPs) do Programa Macambira-Anicuns, diz que enxerga uma série de benefícios na execução do projeto, sobretudo sua importância socioambiental para a cidade:

— Social: os parques são áreas a mais para a ocupação do público e lazer da sociedade. “Só se preserva de verdade aquilo que se ocupa e conhece”, afirma. O professor aponta que, quando um local não é utilizado em seu devido o uso, ele sempre fica relegado a um segundo plano, fazendo com que a população perca um espaço público que poderia ser usado na cidade, em especial, em regiões onde não há tantos equipamentos urbanos. “Logo, a importância social é muito grande”;

— E ambiental: os fundos de vale, fatores centrais ao longo da execução do projeto Macambira-Anicuns, de Goiânia têm um papel de suma importância tanto na tarefa de infiltração das águas da chuva quanto na redução da vazão dessas águas nesses mananciais, isto é, de inundação. “Além disso, eles também têm uma importância na preservação da biodiversidade das espécies vegetais que existem nesses fundos de vale e que, geralmente, são ocupados de forma indevida por construções e invasões. Ou seja, os parques promovem uma limitação física desses espaços, preservando a biodiversidade e fazendo com que a população tenha condições de existir naquele local”, ressalta.

Aprofundando as análises da questão ambiental, Godoi destaca a obrigação em manter 30 metros de largura e preservação das margens dos córregos e ribeirões pelos quais o parque linear passará. Essa não é apenas uma vontade da Prefeitura, mas uma obrigação legal. O Código Florestal estabelece que deva ser garantida uma margem mínima de 30 metros de APP. No caso específico de Goiânia, o Plano Diretor estabelece como APPs: “as faixas bilaterais contíguas aos cursos d’água temporários e permanentes, com largura mínima de 50 m, a partir das margens ou cota de inundação para todos os córregos; de 100 m para o Rio Meia Ponte e os Ribeirões Anicuns e João Leite, desde que tais dimensões propiciem a preservação de suas planícies de inundação ou várzeas”.

Godoi explica que essas faixas são importantes porque, se ela for impermeabilizada, o escoamento de água superficial é aumentado, assim como a vazão. A questão é que, quando a água entra em uma área de vegetação, ela escorre de forma bem reduzida, pois infiltra no solo. Já em uma área urbana impermeável, ela não só não infiltra como alcança uma velocidade muito grande, levando a poluição — que não é apenas o lixo, mas também o óleo dos carros — para o fundo de vale, o que compromete a qualidade dessas águas e aumenta enormemente a vazão, isto é, o risco de inundação.

Uma aula prática, segundo ele, é observar a grande vazão do Córrego Botafogo quando chove pouco. O que isso significa? “Que temos uma grande área impermeabilizada, que leva toda a água para aquele córrego. Assim, mesmo com pouca chuva, já há um aumento enorme na quantidade de água. E como a marginal é retificada, a água também não infiltra. Isso faz com que a vazão seja ainda maior. Então, o disciplinamento da água visa evitar erosões e favorecer a infiltração”, analisa.

Isso é o que não poderá ocorrer ao longo do trajeto do Macambira-Anicuns. Mas o professor conta que o projeto foi bem estruturado nesse sentido e prevê a recuperação da vegetação ao lado dos córregos. “Essa vegetação se chama mata ciliar por um motivo, porque funciona como um cílio, um filtro para barrar qualquer tipo de impureza por escoamento superficial e manter a qualidade e quantidade desses rios”.

Meios de recuperar as margens

Mas para deixar os 30 me­tros de APP aos quais prevê o projeto, a Prefeitura precisará desapropriar muitos imóveis que estão a menos da margem mínima (leia matéria ao lado). E é exatamente pelas áreas urbanas contarem com essas dificuldades que o projeto precisa ser executado. “Quanto mais urbana é a área, mais importante se torna a preservação dessas APPs, pois a ocupação dessas faixas faz com que elas se tornem áreas de risco. Quando há inundação, elas são as primeiras áreas atingidas com risco de erosão e desabamento. Logo, esses locais precisam, de fato, funcionar como Áreas de Preservação Permanente”, declara Godoi.

O professor conta que, quando foram realizados os estudos para o projeto, as áreas foram divididas em cinco etapas: da mais degradada a mais conservada. E para cada categoria foi estabelecida uma estratégia de intervenção. “Quando a área está ocupada, a primeira ação é desocupá-la. O segundo momento é disciplinar a água superficial para evitar erosão. E a terceira ação é fazer um projeto de recuperação de solo”, declara.

Segundo ele, as ações a serem realizadas no Macambira-Anicuns preveem: uma adubação verde — basicamente feito com leguminosas; e o plantio de espécies chamadas de pioneiras — que são mais agressivas e cujo objetivo é colonizar mais rapidamente o terreno a ser recuperado — e de espécies secundárias ou clímax — espécies vegetais que sobrevivem quando o solo já estiver mais adequado. Com esses procedimentos, Godoi relata que a área foco fique reestabelecida dentro de quatro ou cinco anos.

Desapropriações são apontadas como um dos grandes entraves para a execução do projeto

O programa Macambira-Anicuns, por ser grande, tem alguns pontos que geram maiores dificuldades tanto à Prefeitura de Goiânia quanto ao consórcio executor. Um desses pontos trata das desapropriações de imóveis e áreas próximas aos cinco córregos pelos quais o parque linear passará. Segundo técnicos da Prefeitura, o levantamento dos imóveis da primeira etapa — que vai do Setor Faiçalville ao Jardim Europa — a serem desocupados passa dos 200. Contudo, esse levantamento tem mais de dois anos, logo, cogita-se que esse número já tenha sido superado.

No Decreto nº 2617, de 19 de agosto de 2011, o prefeito Paulo Gar­cia (PT) determina as áreas que precisam ser desapropriadas para que o projeto seja, de fato, executado. No artigo 3º, o documento descreve que a “área a ser desapropriada é de, aproximadamente, 23,70km e, no mínimo 30 m de largura em cada margem dos córregos e afluentes que trata o art. 1º [Córrego Macambira, Ribeirão Anicuns e seus afluentes]”:

— Córrego Pindaíba, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego Buriti, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego sem nome do Bairro Capuava, tributário do Córrego Macambira, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego Cascavel, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego Santa Helena, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens, a partir de seu cruzamento com a Rua RB, no Setor Campinas;
— Córrego Botafogo, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens, a partir do cruzamento com a Rua Dr. Constâncio Gomes, no Setor Criméia Leste, até sua foz no Ribeirão Anicuns;
— Extensão de 100 metros de raio em torno de cada uma das nascentes dos cursos d’água existentes na área de abrangência do projeto Macam­bira-Anicuns.
Os pontos de dificuldades são dois: o valor das desapropriações e a negociação para remoção dos moradores. O valor estimado das desapropriações, de acordo com o documento de apresentação do Pro­grama Urbano Ambiental Macam­bira-Anicuns (Puama), está estimado em R$ 250 milhões — fora o valor das obras nos parques, orçadas em R$ 360 milhões.

Já a negociação é um tema delicado. Todas as residências que se encontram na parte inferior da Alameda Santa Rita, onde há obras acontecendo, entre o Setor Novo Horizonte e o Residencial Granville, por exemplo, deverão ser desapropriadas, uma vez que estão na zona de abrangência da Área de Preservação Permanente (APP) — entre 30 e 50 metros do Córrego Macambira.

São aproximadamente 40 residências apenas nesse local, que somadas às outras no trecho que engloba o Setor Novo Horizonte, totalizam 76. Mas há uma parte significativa de imóveis que estão na área de abrangência do projeto, em outras regiões, que se trata de invasões irregulares. Em relação a essas, a negociação ocorre de maneira diferente com indenização aos moradores.

O engenheiro civil da unidade executora do Puama e fiscal das obras, Orênio Neves de Souza, explica que, no caso dos imóveis da Ala­me­da Santa Rita, o processo já está em fase de negociação. “Os que fo­rem negociando serão removidos. Já conseguimos desocupar dois imóveis neste mês e temos cadastro do restante. Assim que concluída a negociação, de acordo com as regras so­cioambientais e com o pagamento da indenização, é que será feita a demolição dos imóveis.” A partir de então, começam as obras de limpeza da área.

Segundo ele, o morador que terá sua residência desapropriada tem algumas opções: essa família pode ser levada a uma unidade habitacional do município, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, por meio da Secretaria de Habitação; receber um bônus moradia, em que o morador pode comprar outro imóvel que encontrar, não necessariamente em Goiânia, visto que esse bônus já foi usado para compra de casas em outras cidades; ou uma indenização, em que a Prefeitura faz uma avaliação do imóvel e faz a retificação das benfeitorias que os moradores edificaram no imóvel. Mas só conta a área construída. “O terreno não conta.”

Os motivos

O motivo principal para as desapropriações vai além de estética. A questão é que as áreas, já consideradas como não ocupáveis, são importantes para a preservação do rio, em grande parte por serem o local onde antes havia mata ciliar. Sem essa vegetação, reduzida para dar espaço às construções, as margens começam a ceder, prejudicando o córrego, causando erosões, além de risco para os próprios moradores.

Clarismino Júnior, que é advogado especialista em Direito Ambiental, relata que analisou o projeto Macambira-Anicuns muitas vezes quando foi presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) — assumiu a frente do órgão durante a última gestão do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB). E, para ele, a questão das desapropriações deve ser priorizada.

De acordo com Júnior, a jurisprudência determina que, em locais de preservação ambiental, deve ser aplicada a lei mais restritiva. Nesse caso, a Lei Municipal, que limita a APP entre 50 e 100 metros de largura. Isto é, provoca a desapropriação de muitas residências fixadas nessa área de abrangência. Contudo, Júnior entende que algumas famílias estabeleceram suas casas nesses locais, antes mesmo que hou­vesse alguma legislação específica de afastamento da margem dos córregos, ou a legislação da época era diferente da existente agora. Logo, ele de­fende uma relativização dos métodos utilizados para execução do projeto.

“Há um vocábulo latino que diz: ‘Tempus regit actum’. Significa ‘o tempo rege o ato’. Assim, eu entendo que, nesses lugares, deve haver uma tolerância mínima de 15 metros. Nas demais localidades em que já havia legislação instituída à época da instalação dos moradores devem ser garantidas a margem de 30 ou 50 metros, de acordo com as várias legislações que vieram ao longo do tempo”, relata. A questão, de acordo com o advogado é que, “se a Prefeitura não for pragmática nesse sentido e fazer algumas concessões, o projeto não será aplicado. Trava.”

Vai travar as obras?

De acordo com o coordenador da unidade executora do Puama, Nelcivone Melo, a questão oferece dificuldades, mas não irá travar as obras mais uma vez. Ele classifica as desapropriações como um desafio, uma vez que “ninguém quer sair de onde está morando”. Contudo, afirma que a Prefeitura fará o remanejamento da população, indenizando-a pelas propriedades. “Essa é uma batalha em que se mata um leão a cada dia. No início do projeto, fizemos um levantamento, que está sendo refeito agora. Procuramos trabalhar simultaneamente para não deixarmos que essas desapropriações deixem a obra atrasar”, relata.

Projeto:


Trem de passageiros que ligaria Luziânia ao DF está longe de sair do papel



Os ônibus semiurbanos, que fazem trajetos entre as cidades do entorno do Distrito Federal e Brasília, são a única opção de mobilidade para 78 mil passageiros, que, diariamente, se deslocam das cidades goianas para trabalhar na capital federal. Um levantamento da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) mostra que, por mês, mais de 2 milhões de pessoas utilizam o sistema, pagando tarifas que variam de R$ 2,45 a R$ 4,60, dependendo da distância.

Enquanto enfrentam a mesma rotina ano após ano, os moradores da região esperam uma promessa antiga, a reativação do trem de passageiros, que ligaria Luziânia a Brasília. Os boatos de que um dia a linha, vista da rodovia, amenizaria a saga de quem madruga em paradas em ônibus, são antigos.

— Faz muitos anos que o povo diz que essa linha de trem vai voltar a funcionar, o povo vive dizendo que vai melhorar muito e a agente espera, diz Manoel Siqueira, comerciante de Valparaíso (GO).

A auxiliar administrativo, Ediene de Jesus Silva (33), mora em Luziânia (GO), um dos municípios do entorno Sul mais afastados do Distrito Federal. De segunda a sexta, percorre 90 km no trajeto para ir e voltar do trabalho, na Esplanada dos Ministérios, área central de Brasília. Quatro das 24 horas do dia são dedicadas ao deslocamento entre sua casa e o emprego. Os veículos que transportam Ediene e outros milhões de moradores do entorno deveriam rodar por, no máximo, sete anos, mas tem um tempo de vida inestimado até pelos órgãos públicos.

— Uma vez ele [o ônibus] parou de funcionar no meio do caminho, foi até o posto [posto de gasolina], o motorista disse que faltava combustível e tivemos que descer e ir até a BR [BR 040, principal ligação entre o DF e o Entorno Sul] e pegar outra condução.

Alternativa para a melhora da mobilidade, a reativação da linha passou de boatos a coisa séria, mas não há nenhuma garantia de que o trem entre nos trilhos. Em janeiro deste ano, o governo federal autorizou a contratação de um estudo técnico que vai concluir se é possível a utilização da linha, atualmente de cargas, para o transporte de pessoas. A conclusão sai em março do ano que vem.

A ideia inicial é beneficiar 6 mil passageiros todos os dias, com a implantação de cinco estações entre Luziânia e a antiga Rodoferroviária do Distrito Federal. O professor de Engenharia Civil da Universidade de Brasília diz que o trem é uma possbilidade a mais para os habitantes da região, mas a linha atual apresenta alguns problemas.

— Como a linha é hoje, permite que o trem desenvolva uma velocidade entre 20 e 30 km. Além disso, a traçado torna o caminho muito longo. O ideal é um projeto paralelo à rodovia.

Apesar da burocracia para a concepção do novo meio de transporte, a linha já operou na mobilidade de passageiros. O antigo Trem Bandeirante, parte da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), antes de ser privatizado, levava passageiros de Brasília a São Paulo, passando pelo interior de Minas Gerais e Goiás.

Em 7.220 quilômetros de extensão, a ferrovia passa por 316 municípios em sete estados brasileiros (Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Goiás, Bahia, São Paulo) e no Distrito Federal. Atualmente, a FCA se destaca como um importante corredor logístico de carga geral.

Os trilhos passam por Luziânia (GO), contorna Valparaíso (GO) e a Cidade Ocidental (GO), mas no transporte de cargas. No DF, ela passa por outras oito regiões administrativas e termina na antiga Rodoferroviária. A estação que já serviu para embarque e desembarque de pessoas, hoje é relíquia em Luziânia (GO) e fica em propriedade rurais privadas do município.

Enquanto o projeto não sai do papel, a ANTT prevê a realização de uma licitação, em outubro, para a contratação de quatro novas empresas de ônibus para operar na região a partir de fevereiro do ano que vem. A ideia é aumentar o número de veículos de 765 para 1.405. Esta será a primeira licitação de transporte para o entorno desde 1988.

Fonte: R7 DF


Você Sabia: Goiânia já teve projeto do Teleporto do Serrinha 40 andares 160 m


O Que é?

O conceito de Teleporto tem origem em estudos do Port Authority de Nova York e Nova Jersey que consiste, basicamente, em um conjunto de edifícios interligados por fibra ótica a um edifício principal, equipado com antenas adequadas para transmissão e recepção de sinais de telecomunicações via satélite. Caracteriza a interface entre o universo das telecomunicações e as bases urbanísticas e imobiliárias das cidades mundiais. Numa tradução mais comum, Teleporto significa ‘porto de telecomunicações, com infra-estrutura adequada para transmissão e recepção de sinais de diversos pontos do planeta. Nestes ambientes estratégicos de comunicação costumam estar presentes as mais recentes tecnologias de informática e telecomunicações, tornando possível a transmissão e recepção de voz, informações, imagens e dados por meio de redes digitais.

Desse modo, o Teleporto pode ser caracterizado como associação de diversos negócios ou bases imobiliárias que reúnem escritórios inteligentes, centro de comunicação, espaços para encontros e eventos, bancos de dados alimentados por instrumentos adequados como modernos sistemas de telecomunicações e informática, fibra ótica e antenas de recepção e transmissão. Mais que isso, o Teleporto é a reunião inteligente de negócios imobiliários e atividades de serviços com sistemas integrados de informática e telecomunicações, com infra-estrutura para receber e transmitir informações para qualquer ponto do planeta, 24 horas por dia, em tempo real.

Para que vai servir?

Um centro de alta tecnologia que reúne o que há de mais moderno em telecomunicações e em negócios tem importância fundamental para o mundo moderno, em que a troca de informações precisa ser cada vez mais veloz. A proposta básica de implantação do Teleporto Parque Serrinha está centrada na idéia de criar na capital de Goiás um novo centro de desenvolvimento e negócios, voltado para a alta tecnologia, para as telecomunicações, lazer e serviços, conciliando desenvolvimento econômico, qualidade de vida e preservação ambiental.

Desse modo, o Teleporto surge como instrumento de importância vital, caracterizando-se como infra-estrutura básica para a atividade econômica na era de informação digital. Terá influência direta na área dos negócios (integração de empresas em tempo real, e-business), da medicina (intervenções, consultas e cirurgias a distância), da ciência e do conhecimento (intercâmbio de informações em tempo real, videoconferências, etc.) e do agronegócio (interação com o mercado internacional, consultas de preços, fechamento de negócios, participação em bolsas de mercadorias) e outros setores. No processo de desenvolvimento da humanidade, o Teleporto representa, no século 21, o que os portos de navegação representaram no século 18, e os aeroportos no século 20.

O Porto de Telecomunicações favorece também a possibilidade de ampliação das redes públicas de dados, voz e videoconferência, acesso internacional à Intenet, imagens de alta definição, cabeamento ótico, estações satélite, entroncamentos de microondas em áreas urbanas e interurbanas, sites para estações repetidoras, circuito de rádio ponto a ponto e multiponto e interconexão com outros teleportos.

No que se refere ao turismo, a meta é criar um referencial turístico em Goiânia, reforçando a auto-estima e o orgulho do goianiense. A idéia é associar lazer e serviços para a população, que contará com um mirante para vista da cidade, restaurantes, área de lazer e serviços. Haverá incremento também do turismo de negócios (convenções, congressos e eventos) e parque urbano com aparelhos, estátua de Pedro Ludovico e espaço ecumênico para uso de pessoas dos mais diferentes credos.

Localização

A decisão de construir o Teleporto Parque Serrinha em Goiânia não ocorreu por acaso. É resultado de estudos técnicos que apontam as pré-condições básicas de Goiânia favoráveis ao empreendimento. E a escolha do Parque Serrinha também obedeceu a critérios técnicos, incluindo fatores como a existência, no local, de base tecnológica de telecomunicações já instalada, multiplicidade de vias de acesso, padrão sócio-econômico da área que circunda o local (população potencialmente empregada), facilidade para instalação de infra-estrutura, a área pertencente em sua totalidade ao Estado, um dos pontos mais elevados da capital e necessidade de promover o deslocamento do centro de negócios, criando um novo pólo dentro da cidade.

Somam-se a isso as boas condições de Goiânia em infra-estrutura urbana, social, cultural e logística, capaz de abrigar um ponto estratégico de conexão com os centros culturais, financeiros e tecnológicos de todo o mundo, ou seja, um ponto de ligação imediata com as cidades globais e seus portos de comunicação. Estudos realizados por empresas especializadas apontam o eixo Goiânia-Anápolis-Brasilia como um dos espaços mais favoráveis aos investimentos em projetos de alta tecnologia.

Goiânia apresenta boas condições também por apresentar bom nível educacional, sistemas eficientes de saúde e saneamento, qualidade do trânsito e mobilidade física, custo de habitação, mercado de trabalho, nível de consumo per capita, qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, clima, serviços de alimentação e hospedagem, desenvolvimento econômico e social e baixa criminalidade. Quanto ao Parque Serrinha, é compatível com os conceitos de segurança quanto à regularidade do suprimento de energia, tendo em vista que as empresas usuárias dos prédios a serem construídos estarão, futuramente, em contínua operação, exigindo, necessariamente, um ambiente de baixo risco de interrupção dos processos.

Benefícios Imediatos

* Aumentar a competitividade da cidade de Goiânia, de sua macrorregião de influência e do Estado como alternativa para consolidação de novos negócios nos setores terciário (serviços e comércio), secundário (industrial e agroindustrial)

* Criar rapidamente novos empregos no setor terciário

* Estimular, a médio prazo, o desenvolvimento de novos empregos nos setores agroindustrial, industrial e no segmento de serviços de apoio à produção

* Representar um instrumento de desenvolvimento urbano, considerando seu posicionamento estratégico no tecido urbano da cidade

* Constituir-se em instrumento de marketing público eficiente no sentido de atrair novos investimentos, empresas e turismo para o Estado de Goiás

* Evitar a formação de bolsões territoriais periféricos excluídos dos avanços econômicos da nova economia global, isto é, o projeto deve significar uma inteligência central capaz de beneficiar todas as regiões geográficas do Estado

* Fazer de Goiânia um centro de produtividade econômico-urbano, requisito fundamental para melhorar o desempenho macroeconômico do Estado, por meio da concentração de uma estrutura bem estabelecida que tornará possível a comunicação e troca de informações, em tempo real, com os grandes centros financeiros e de negócios de todo o mundo

* Fazer de Goiânia um pólo estratégico de ligação entre o mundo e as demais regiões do Estado

* Integrar Goiânia ao sistema urbano multinacional por meio de teleportos e suas variações

* Estimular a implantação de infra-estrutura avançada de serviços especializados e de concentrações de alto nível · Representar um equipamento urbano de grande porte acessível a todos os segmentos sociais e regiões geográficas de Goiás

* Ser um espaço aberto a eventos arquitetônicos futuros e sociais que surgirão de forma seqüencial e gradativa, atendendo harmoniosamente demandas urbanísticas, ambientais, empresariais, comerciais e sociais da população

Teleporto não aponta danos ambientais

Já foi apresentado pela empresa Green Ambiental, de Brasília, o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório Ambiental (Eia/Rima) realizado na área onde será construído o Teleporto Parque Serrinha, em Goiânia (GO). Os trabalhos duraram quatro meses e apontaram a necessidade da adoção de ações para atenuar o impacto das obras do Teleporto no meio ambiente.

De acordo com a Green Ambiental, os reflexos na natureza são mínimos. Além disso, haverá a compensação das perdas de vegetação causadas pela obra com a implantação de um parque ecológico no local. O levantamento se preocupou em dimensionar o trânsito na região, os impactos visuais da arquitetura do complexo tecnológico, os danos à vegetação e à fauna da área abrangida pelo projeto.

O projeto prevê a construção de 16 blocos e uma torre principal de cerca de 60 metros de altura, um prédio inteligente que vai centralizar e monitorar todas as atividades do Teleporto.

O governo prepara o projeto de lei que cria o pólo tecnológico de Goiânia e Anápolis, a ser enviado para aprovação da Assembléia Legislativa.

MAS

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás manteve negativa de antecipação de tutela formulada pelo Ministério Público com o objetivo de barrar o licenciamento ambiental, autorização, permissão de uso de solo, alvará de construção e o início das construções, até o julgamento definitivo da ação, ao empreendimento Teleporto Parque Serrinha.

O voto foi proferido pelo desembargador Rogério Arédio Ferreira, em agravo de instrumento interposto pelo MP contra sentença do juízo da comarca de Goiânia, que indeferiu as liminares em Ação Civil Pública movida contra o Estado de Goiás, Teleporto S.A. e Município de Goiânia.

Ao proferir o voto, Rogério Arédio explicou que a concessão de tutela pode ser deferida somente quando o julgador sentir-se convencido da existência do direito pleiteado, diante da prova inequívoca e da certeza da alegação apresentada. No caso específico, a decisão não merece reparos, segundo ele, pois o juiz entendeu não haver provas de que o meio ambiente seria afetado com a instalação do Teleporto. Houve apenas menção de que ele seria instalado em área de preservação ambiental permanente, afirmou.

Veja como ficou a ementa do acórdão: Agravo de Instrumento. Ação Civil Pública Ambiental. Antecipação de Tutela Indeferida. A concessão de liminar está adstrita ao livre convencimento do magistrado, que toma por base os elementos trazidos aos autos pela parte, os quais deverão preencher os requisitos do artigo 273, do CPC, devendo somente ser revista a decisão, no caso de manifesta ilegalidade ou abuso. Recurso conhecido e improvido. (Agravo de Instrumento 44419-8/180 - 200500839420 - 30.08.2005). (João Carlos de Faria)

Projeto: 









Fonte: Seplan, Jurisway, MundoGeo
Projeto: Fernando Teixeira Arquitetura


Transferência da Pecuária: Um parque no lugar do Parque Agropecuário?


A antiga discussão sobre a transferência do terreno da SGPA na Nova Vila ganha um novo capítulo, com a ideia de transformá-lo em uma nova e grande área verde para a Goiânia

Entra ano e sai ano, co­meça e termina a tradicionalíssima Ex­po­si­ção Agropecuária de Goiás — ou, simplesmente, Pecuária — e a conversa se mantém: quando se dará a transferência do parque agropecuário da Nova Vila, pertencente à Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), para um espaço considerado mais adequado? Mais do que isso, qual deveria ser a destinação dada à área, tão bem localizada (vizinha ao Centro de Goiânia, próxima ao Terminal Rodoviário e no caminho rumo ao Aeroporto de Goiânia), quando isso ocorrer?

Primeiramente é preciso pensar no “quando”: na pretensão da SGPA, o processo não deverá ser tão urgente. Pelo contrário, a associação acredita que o parque atual possui a estrutura adequada para o evento e as condições são ideais, segundo seu presidente, Ricardo Yano. “Depois de tantos anúncios de mudança, não queremos mais causar expectativa falsa. Vamos estudar todos os casos e falar sobre isso quando houver algum coisa realmente factível.”

E quando esse “quando” chegar — e deve chegar —, qual será a destinação da área? A localização da atual área, já explicitada acima, é invejável: o que dizer de um terreno de 140 mil metros quadrados, ou quase três alqueires, tão bem posicionada para o setor imobiliário? Basta lembrar que a região do parque já sofre um boom de condomínios do outro lado da Avenida Vereador José Monteiro, no Setor Negrão de Lima. Na Vila Jaraguá e no Setor Crimeia Leste, locais também encostados no parque, erguem-se várias torres de dezenas de andares. Ou seja: em princípio e pela lógica, a primeira ação de tentativa de compra seria por uma empresa interessada em um condomínio horizontal ou vertical.

Há antes um obstáculo: a venda do terreno teria de ser antecedida primeiramente por uma mudança de sua função, já que foi uma área doada pelo poder público. No caso de uma troca por outra área, o que é viável, o terreno voltaria às mãos do governo, que, então, daria à área a destinação que melhor lhe conviesse.

Com certeza, resolvidos os vários obstáculos à transferência do parque (veja matéria correlata), várias reflexões se imporão — ou deveriam se impor — para dar a destinação devida à área. A primeira que surge é: como se encaixaria tal terreno estratégico no conceito de cidade sustentável que a atual gestão da administração municipal se comprometeu a implantar?

Em área cada vez mais ocupada pelo trânsito e cercada por uma crescente especulação imobiliária, um novo parque ambiental seria um local de refrigeração na região, que se somaria aos parques do complexo Mutirama–Bo­tafogo–Vi­la Nova, que serão unificados a partir da finalização do túnel da Avenida Araguaia e da plataforma sobre a Marginal Botafogo.

Como a Avenida Independência se comporta como uma barreira acentuada, o novo parque teria um público particular: a população dos setores imediatamente vizinhos — Nova Vila, Setor Crimeia Leste, Vila Fróes, Emílio Póvoa, Vila Jaraguá, Setor Negrão de Lima e Vila Montecelli e um fluxo vindo de visitantes da Fei­ra Hippie, aos domingos, e do polo de confecção a partir da Rua 44, no Setor Norte Ferroviário, além dos que transitassem pelo Terminal Rodoviário, a pouco mais de 600 metros do parque da Nova Vila.

Mais do que uma simples área verde, seria um desafio maior ao poder público — além de uma prova de vontade política pró-sustentabilidade. É que o atual terreno do Parque Agropecuário é hoje uma área praticamente toda impermeabilizada: para facilitar a movimentação dentro dele, a SGPA providenciou a pavimentação de todas as vias. Restaram como zonas permeáveis a arena de rodeio e alguns poucos espaços arborizados. Transformar o parque agropecuário em parque ambiental seria, portanto, mais do que revitalizar uma área verde: criaria mais uma, quase duas vezes maior do que o Parque Vaca Brava (80 mil metros quadrados).

Por ser “criado”, mais do que um simples parque ambiental a mais, a experiência daria a seus executores a possibilidade de fazer algo temático. Por exemplo, recuperando a vegetação original do Cerrado, de modo a ter um espaço, praticamente no Centro de Goiânia, que reproduzisse, principalmente para as novas gerações, a imagem que os mais velhos têm na lembrança: as árvores tortuosas, espaçadas entre si, de espécies variadas, formando uma nova paisagem para a capital em meio ao cenário urbano.
Dificuldades

O diretor de gestão ambiental da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), professor Henrique Labaig, considera “interessante” a ideia de um novo parque para a cidade. “Tirar a Festa da Pecuária de lá é importante, porque causa muitos transtornos. Em seu lugar é preciso que se instale algo de pouco impacto negativo e muito impacto positivo. Adensar mais seria um problema, porque já há um grande fluxo viário.”

Um parque, portanto, poderia ser uma boa ideia. Entretanto, Labaig faz observações, principalmente em relação à dificuldade de manutenção. “Para a cidade sempre é interessante ter mais parques, principalmente mais interativos. Mas temos 34 unidades em Goiânia e infelizmente, problemas graves de depredação e vandalismo”, relata.

A maioria dos parques de Goiânia tem estrutura relativamente simples: uma pista de caminhada, área verde, aparelhos de ginástica, brinquedos para crianças e, em alguns, um lago ou espelho d’água.  Na prática, conta Labaig, há dificuldade em fazer sua preservação. “O Vaca Brava está prejudicado com relação ao patrimônio público; o Cascavel tem problemas de assoreamento; e o Bernardo Élis (Goiânia Viva) infelizmente tem várias denúncias sobre usuários de drogas, principalmente no fim de tarde.”

A saída poderia ser a terceirização para associação de moradores, or­ganizações não governamentais (ONGs) ou outras entidades que tivessem interesse em zelar por algum parque. A cidade, relata o di­re­­­­tor da Amma, tem mais de 200 áreas verdes. A maior parte precisa de maiores cuidados do poder público para serem revitalizadas e utilizadas de forma a beneficiar a população.

SGPA diz que traz mais benefícios que transtornos à região

Entre as várias cogitações já elaboradas para a mudança do Parque Agropecuário, duas tiveram destaque nos últimos anos. Em 2009, o então governador de Goiás, Alcides Rodrigues, anunciava a construção em Goiânia do “maior e mais moderno parque da América Latina”. O projeto previa uma área de 15,6 alqueires — mais de cinco vezes maior do que o parque atual — e se situava na região norte da capital, entre a barragem do Ribeirão João Leite e o 42º Batalhão do Exército, no Jardim Guanabara. O governador chegou a posar para foto ao lado da maquete do parque, que passaria a se chamar Centro de Eventos de Múltiplo Uso do Agronegócio. No fim, tudo continuou na estaca zero.

Tempos atrás, outra área foi oferecida pelo Estado à Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), no município de Senador Canedo. O presidente da entidade, Ricardo Yano, se mostra cético com relação a uma mudança em breve. Mais do que isso, não vê motivos para que ela ocorra. “A estrutura que temos é uma das melhores do Brasil. Se pudermos mudar para melhorá-la, tudo bem. Mas não podemos fazer uma transferência do parque para algo que não seja de um nível igual ou melhor”, adverte.

Sobre a localização ele é incisivo. “Causa preocupação à SGPA ir com o parque para um lugar muito distante e que possa nos trazer prejuízo.” Citando exemplos de alguns dos maiores parques agropecuários e que se encontram dentro da zona urbana da cidade — como os de São Paulo, Uberaba, Uberlândia e Londrina —, Yano minimiza o problema dos transtornos causados à vizinhança pela Festa da Pecuária. “São apenas duas semanas em que há transtornos. Há barulho, tráfego intenso, mas isso também traz benefícios. Os vizinhos alugam garagens, têm comércio ambulante, por exemplo. Além disso, hoje a SGPA faz integração com a Igreja Católica da Nova Vila (Paróquia Nossa Senhora de Lourdes), por meio de uma alameda cultural [cuja renda é repassada integralmente para a igreja] e com a Polícia Montada, com a qual sempre fazemos eventos conjuntos.”

E a questão da mobilidade urbana. “O problema de trânsito é mundial. Em Goiânia, temos esse mesmo problema em grandes jogos no Estádio Serra Dourada ou uma formatura no Centro de Convenções. Sempre vai ter um tumulto”, diz. Na hora da entrevista, a título de exemplo, Ricardo Yano disse que estava preso no trânsito em Campinas, num dia normal (uma quarta-feira, à tarde). “O problema do trânsito não vai se resolver tirando a SGPA de lá. Se uma empreiteira comprar a área e construir prédios, pode até piorar”, afirma.

O ambientalista Ivan Bispo discorda da posição da entidade dos pecuaristas sobre a questão dos benefícios de um parque ambiental em relação ao que hoje existe. “Um parque ambiental com jardins, árvores, trilhas, podendo ser utilizado todos os dias do ano, é bem melhor que um parque para praticamente um único evento”, ressalta. “Tirar barulho, trânsito etc. daquele local e ali colocar arvores que vão ajudar a formar uma cidade mais saudável será muito bom e ainda vai trazer tranquilidade à vizinhança.”


Fonte: Jornal Opção


Expresso Pequi: A promessa do trem entre Goiânia e Brasília



                                 

Anúncio de construção de um expresso entre Goiânia e Brasília desperta dúvida sobre andamento de obras prometidas pela parceria dos governos estadual e federal

A 1 ano e 3 meses do fim do mandato do governador Alcides Rodrigues (PP) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), promessas de obras grandiosas e complexas começam a virar rotina em discursos políticos. Após a visita do petista a Goiás, em agosto, e das garantias de retomar a reforma e ampliação do Aeroporto de Goiânia, construir 50 mil casas até o final de 2010, duplicar a BR-060 no trecho Goiânia-Abadia de Goiás, garantir empréstimo de R$ 1,35 bilhão para a Celg, via Eletrobrás e BNDES, e concluir trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul, a ousadia da vez é iniciar a implantação do trem de cargas e passageiros que vai ligar Goiânia a Brasília. Isso, já em março do ano que vem.

Seria maravilhoso para a sociedade local, empresários, estudantes, funcionários públicos e todo cidadão goiano que precisa se deslocar, às vezes todos os dias úteis, à capital federal. Poderia ser a retomada da esperança de instalar no trecho Goiânia-Brasília um transporte terrestre acessível e capaz de diminuir o tempo de viagem entre as duas capitais. A dificuldade de viabilizar técnica, burocrática e financeiramente uma obra de tal porte, daqui a cerca de seis meses, pode despertar a desconfiança da população. A reação com a notícia proclamada do outro lado do mundo pode ser a de descrédito antes mesmo de ela ser detalhada.

A novidade foi anunciada pelo presidente da Valec, José Francisco das Neves, Juquinha, na terça-feira, 8, em Pequim — mais especificamente em Tangshan, na província de Hebei —, durante visita a uma fábrica de vagões para metrô de superfície realizada pela comitiva que acompanha o governador Alcides à China. Na ocasião, Juquinha disse que com R$ 300 milhões é possível iniciar a obra. “Depois de começar é mais fácil”, teria dito, deixando clara a intenção dos atuais governos estadual e federal de lançar o projeto e, quem sabe, até iniciá-lo no próximo ano eleitoral, antes do fim dos mandatos. Mas nem chegaram a tocar nos pontos cruciais de execução, conclusão e manutenção da obra após 2010.

O grande diferencial do trem de Juquinha e Alcides seria a velocidade: média. Em nada se assemelharia, portanto, ao antigo projeto de trem-bala proposto pelos ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB-DF) e Marconi Perillo (PSDB-GO), a não ser o percurso e o nome “Expresso Pequi” — considerado por Juquinha “homenagem” à região. Provavelmente amarelinho, o transporte faria o trajeto em torno de uma hora e meia, com velocidade entre 140 km/h e 180 km/h. O valor estimado de R$ 1 bilhão seria a principal mudança, uma vez que o custo do projeto anterior era cinco vezes maior, R$ 5 bilhões.

Na imprensa goiana, a defesa durante essa semana foi em relação às características “realistas” do projeto de trem convencional: média velocidade, preço menor, estrutura inferior. É até passível de ser aplaudida a iniciativa, não fosse pelo detalhe que seus defensores esqueceram de levantar: o valor estimado da obra é praticamente o mesmo que o Estado tem implorado de empréstimo ao governo federal para dar fôlego à Companhia Energética de Goiás na tentativa de evitar uma quase necessária privatização da empresa. Dinheiro emprestado, não doado ou investido em fundo perdido. Nem assim, até hoje, Goiás recebeu mais do que promessa sobre o assunto.

O Jornal Opção colocou a idéia para a avaliação de especialistas. É no mínimo curioso que nem funcionários da Secretaria Estadual de Infra-estrutura (Seinfra) muito menos da própria Valec tivessem conhecimento mínimo sobre o novo modelo do Expresso Pequi. “Nós fomos pegos de surpresa. O que tínhamos aqui eram estudos do projeto anterior, do trem-bala”, disse um funcionário de alto escalão da Seinfra. Ele chegou a pedir um dia à reportagem para levantar informações sobre a nova proposta, mas não obteve sucesso, já que os detalhes estariam em mãos apenas do presidente da Valec, em missão na China. Na Valec, a informação repassada era a mesma: nenhum técnico estava a par do projeto.

Direto do Oriente, Juquinha disse à imprensa que vinha conversando sobre o projeto com o governador Alcides desde março deste ano. O Jornal Opção apurou que o presidente da Valec esteve há cerca de dois meses na Câmara dos Deputados conversando com representantes da bancada goiana na Comissão de Infra-estrutura, na tentativa de assegurar pelo menos R$ 300 milhões para essa obra, em emendas parlamentares na previsão orçamentária do próximo ano. Segundo fontes ouvidas, acompanhavam Juquinha representantes de duas empresas de consultoria conhecidas pela elaboração de projetos de engenharia.

Segundo um deputado federal, é ilusório acreditar que a verba será liberada. Ele explica que uma parte do montante, R$ 100 milhões, pode até ser acatada se partir de emenda apresentada por toda a bancada goiana na Comissão de Orçamento, mas que a quantia previsível de ser aprovada no orçamento é de no máximo R$ 15 milhões — valor que, na opinião do deputado, é “mixaria” para construções ferroviárias. Daí, até o governo federal liberar a verba é outra história. “Não adianta aprovar emenda e, no ano que vem, Lula cortar tudo, pois ele tem feito isso. Todas as emendas de bancadas foram canceladas e as individuais não foram pagas, estão atrasadíssimas desde 2008”, denuncia.

O deputado acredita que não há sequer projeto para a construção do trem convencional e que o anúncio seria apenas promessa eleitoreira. “Mesmo sendo trem de média velocidade, não vejo fonte de recurso. O governo não tem dinheiro nem para as obras que considera mais importante, como a Norte-Sul.” Para ele, a obra não será iniciada, apenas prometida, pois além de todas as dificuldades técnicas, é preciso que haja recurso também da iniciativa privada. “Tem de diminuir o discurso ufanista e apresentar projetos realistas à sociedade.”

Um ex-secretário estadual ligado à área de infra-estrutura também afirma que o governo federal não possui recurso suficiente para arcar com a promessa. “Não tem dinheiro nem para tocar as obras da Norte-Sul, vai ter pra construir um trem?”, questiona. Ele faz crítica à comparação, quanto ao melhor ou pior projeto. “É totalmente eleitoreiro dizer que vai ser inaugurado daqui a tanto tempo, já que custa tantas vezes menos que o outro. Esperamos que seja uma promessa séria, pois a discussão que estão querendo implantar está parecendo politiqueira.”

A mesma fonte afirma que é indispensável estudo de engenharia, relevo, viabilidade econômica e técnica, melhor percurso, impactos socioambientais e desenvolvimento econômico do eixo Goiânia-Brasília. Tudo sob detalhamento minucioso. “Aí sim, é possível elaborar um projeto enxergando não só questão eleitoral, mas de desenvolvimento macroeconômico.” Ele critica até mesmo o projeto anterior, que não chegou a ser aprofundado. “Trem e metrô não são assuntos para criar identidade de governo, são projetos de médio e longo-prazos.”

Segundo informações preliminares passadas na China, o traçado da ferrovia começa na Vila Matinha, em Senador Canedo, mas não especifica o destino de chegada em Brasília. Aliás, na Secretaria da Fazenda do DF fontes ouvidas afirmaram que “não estão sabendo do projeto do trem da Valec”. Juquinha garantiu que em fevereiro de 2010 o governador Alcides anunciará detalhes da construção da ferrovia. Ele assegurou também que nos próximos dias se reunirá com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, para tratar dos aspectos legais da obra.

Impasses naturais — Outro ex-secretário de Estado critica a proposta de trem para o próximo ano já na primeira afirmativa de Juquinha. “Não é possível iniciar a obra em março de 2010, porque é preciso antes de tudo fazer o projeto, que não existe.” Explica que para contratar uma empresa de projetos é preciso realizar uma licitação, o que demoraria no mínimo 90 dias. Feita a licitação, a contratação da empresa levaria pelo menos quatro meses, caso não houvesse recursos na Justiça por parte de outras empresas, fato freqüente. Depois, a elaboração do projeto levaria no mínimo mais quatro meses. Mais quatro meses e haveria condições de abrir licitação para início das obras. A conclusão é que o tempo mínimo para o trâmite legal e burocrático requer intervalo de mais de um ano. Só depois desse período haveria condições de iniciar as obras.

“É muito improvável que essa obra comece em março. A afirmativa do Juquinha é altamente questionável”, diz a fonte. Todavia, o ex-secretário aprova o fato de a nova proposta de trem ser de média velocidade, característica que, para ele, diminui custos e facilita a execução da obra. “A velocidade se encaixa perfeitamente no percurso curto de Goiânia a Brasília. Seria uma excelente opção de negócios”, opina.

Ele estima que o eixo Goiânia-Brasília recebe fluxo de aproximadamente 6 milhões de pessoas e que em dez anos essa média deve chegar a 10 milhões. Alternativas de desenvolvimento econômico no percurso, segundo ele, só faria Goiás e DF se projetar. Mas lembra que é extremamente necessário realizar estudos aprofundados de viabilidade econômica. “Transportes ferroviários são sempre opções eficientes e importantes, além de mais confortáveis em minha opinião. Para a sociedade, é importante a retomada da idéia. O que não se pode é fazer demagogia”, defende.

O funcionário da Seinfra citado no início da reportagem lembrou que o preço do bilhete de passagem do trem-bala proposto pelos ex-governadores Roriz e Perillo, caso o projeto fosse implementado, seria semelhante ao preço de passagem de avião de Goiânia a Brasília. Ou seja, o investimento não compensaria aos cofres públicos. Além desse aspecto negativo, ele informou que a diferença de altitude no percurso entre as capitais chega a 300 metros e, principalmente por isso, o mapeamento do projeto deve ser feito detalhadamente — para não dizer que já deveria estar pronto durante o anúncio da obra.

Divergências — Dois economistas procurados pela reportagem divergem sobre a viabilidade do trem de média velocidade. Jefferson Vieira defende que o eixo possui importante fluxo de passageiros e cargas e que é necessário aproveitar a economia proporcionada pela instalação de ferrovia para desenvolver outras formas de atividades econômicas, ao longo do trajeto. Segundo ele, Goiânia-Brasília está entre os quatro principais trechos econômicos do Brasil. “É fundamental criar um plano de desenvolvimento a médio e longo prazos para a região. Um projeto sério é viável e necessário, e não acarretaria prejuízo”, acredita.

Em contrapartida, o consultor e professor da UCG Eber Vaz afirma que financeiramente o projeto não compensaria: “Se o governo levar adiante, vai ter déficit”. Ele aponta três motivos: “Não haverá dinheiro para dar manutenção quando o trem estiver circulando; não terá contingente de cargas e pessoas para o sistema ser lucrativo; e o preço da passagem não ficará barato, logo não receberá demanda necessária”, pontua.

No entanto, do ponto de vista social, ele diz acreditar que a estrutura seria importante para a sociedade, pois evitaria superlotação em estradas, rodoviárias e aeroportos. Mas opina que a iniciativa teria o mesmo destino que o projeto City Bus de Goiânia: fracasso por falta de demanda. “A tendência é acabar, justamente porque não há demanda que sustente o projeto”. Exemplifica a inviabilidade econômica citando também a ausência de pedágio em estradas: “Não temos pedágio porque não temos demanda que compense cobrar tarifa”.



Hilton Hotels em Goiânia



O Hilton Hotels Corporation anunciou hoje seus planos de expansão para quadruplicar sua presença no Caribe e na América Latina, incluindo 150 novos hotéis em seu portfólio nos próximos cinco anos. A empresa também revelou uma nova estrutura de desenvolvimento, composta de seis funcionários exclusivos, que liderarão as atividades para alcançar esse objetivo. As novidades enfatizam a meta estabelecida pela empresa de adicionar 1.000 hotéis ao seu portfólio internacional em dez anos.

Steve Goldman, presidente da área de desenvolvimento global & negócios imobiliários do Hilton Hotels Corporation, explicou: "Expandir nossa plataforma global é uma prioridade estratégica para o Hilton. Estamos nos concentrando na aceleração do crescimento de nossa gerência internacional e franquias, obtendo acordos de desenvolvimento estratégico e empregando recursos em mercados internacionais. Este é o momento mais empolgante na história da empresa e há oportunidades extraordinárias com as quais estamos trabalhando para realizar nossos ambiciosos planos".

O Hilton Hotels Corporation possui atualmente 42 propriedades nas áreas de desenvolvimento no Caribe e na América Latina, e identificou uma grande quantidade de mercados estratégicos em cidades que são portas de entrada ou destinos de lazer para o crescimento de marcas selecionadas da Família Hilton de Hotéis. Com um portfólio atual de 51 hotéis em todo Caribe e América Latina, essa expansão fará com que a empresa tenha presença total nessas regiões com mais de 200 propriedades.

As recentes contratações na área de desenvolvimento darão suporte na expansão da empresa na América do Sul. Cristiano Gonçalvez, vice-presidente de desenvolvimento, e Paula Muniz, diretora de desenvolvimento, estarão instalados em São Paulo, no Brasil, no escritório de desenvolvimento do Hilton para a América do Sul, liderando a empresa na inauguração de 50 novos hotéis em toda a região nos próximos cinco anos.

Devido ao volume e à força da economia brasileira, o Brasil será o foco principal das atividades de desenvolvimento do Hilton na região. Os planos de crescimento do Hilton não incluem somente as grandes cidades brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também várias cidades secundárias, como Brasília, Belo Horizonte, Porte Alegre, Manaus, Recife e Goiânia, entre outras. Além disso, o Hilton manterá o foco no desenvolvimento de propriedades em mercados estratégicos e que sejam portas de entrada, como Buenos Aires, na Argentina; Santiago, no Chile; Lima, no Peru; Caracas, na Venezuela; e Bogotá, na Colômbia.

A empresa atualmente possui sete projetos destinados à América do Sul. Hilton Bariloche, Hilton Iguazu Resort e Hilton Ushuaia na Argentina; Hilton Salvador da Bahia, no Brasil; Hilton Bogotá, na Colômbia; Doubletree Guest Suites by Hilton, Paracas, no Peru; e Embassy Suites by Hilton Valencia, na Venezuela.

Fotos do Hotel:









Complexo turístico: Projeto Goiânia 3° Milenio



Complexo turístico é a arma

O secretário de Turismo de Goiânia tem uma sugestão para atrair a Copa do Mundo de 2014 para a Capital. Segundo ele, a criação de um complexo turístico poderia servir como demonstração à Fifa que a cidade é capaz de receber jogos do evento.

O primeiro passo seria a construção de um novo parque agropecuário e um moderno zoológico abaixo da barragem do Córrego João Leite. Já o segundo projeto envolveria a criação de um parque temático com centro de convenção, parque aquático, hotéis e até pólos gastronômicos com comidas de outros Estados e países. Segundo ele, a área usada seria próxima ao Parque Ecológico de Goiânia Altamiro de Moura Pacheco.

O projeto foi apresentado na última terça-feira em uma audiência entre Euler de Morais, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy. De acordo com Euler, a ministra elogiou a idéia do parque e afirmou que se o parque for implantado, as chances de Goiânia ser sede da Copa crescem sensivelmente. “A Marta (Suplicy) disse em entrevistas que o nosso projeto seria referência para qualquer cidade que se candidatasse”, assegurou Euler.

Infra-estrutura
Mas outras medidas devem ser tomadas para aumentar a possibilidade de Goiânia vir a ser subsede da Copa de 2014. Para Euler, investir em infra-estrutura é fundamental. “Precisamos da construção do anel viário e do novo aeroporto para receber o contingente de turistas que chegariam à cidade”, explicou. Segundo ele, a construção do anel viário beneficiaria também as cidades turísticas do interior de Goiás. “O acesso a Caldas Novas e Pirenópolis ficaria mais fácil para quem viesse de carro”, justificou.

O secretário de Turismo também defendeu profundas reformas na estrutura do Estádio Serra Dourada para que ele se torne uma arena multiuso. “O estádio não pode servir apenas para jogos de futebol. Deve se ter em mente o conceito europeu de arena, com lojas e lanchonetes para tornar o local sempre usado pela comunidade”, sugeriu.

Goiás na mira dos Árabes

Otimismo - Empresário Ali Al Kamali com o assessor para Assuntos Internacionais, Elie Chidiac, e o governador do Estado, Alcides Rodrigues.

Goiás pode se tornar um oásis de investimentos árabes. Grupos de investidores dos Emirados Árabes, especialmente de Dubai, possuem US$ 1 trilhão para desenvolver projetos e estão interessados em destinar esses recursos principalmente para a área de turismo. De olho nesse filão, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, recebeu ontem no Palácio das Esmeraldas o presidente da Datamatix, maior empresa de negócios de turismo de Dubai, Ali Al Kamali. Propostas como a revitalização do zoológico e do autódromo, a construção do novo parque agropecuário e de uma área temática para Goiânia listam os investimentos propostos.

Os empresários goianos apresentaram diversos projetos a Kamali, que incluem desde obras de infra-estrutura a ações que visam impulsionar Goiânia no cenário do turismo nacional. Um dos grandes empreendimentos apresentados foi a construção de um parque temático na região da Barragem João Leite, mais especificamente dentro do Parque Altamiro Moura Pacheco.

Segundo o presidente do Sinduscon, Roberto Elias de Lima, que participou de uma reunião com Kamali na sede da Fieg, o empreendimento tem viabilidade para acontecer e vai trazer muito desenvolvimento para Goiânia.

“Um resort com toda infra-estrutura necessária, respeitando o limite mínimo de proximidade com a barragem, será capaz de atrair muitos turistas para Goiânia. Aquela área do parque está subutilizada e o governo estadual tem condição de ceder o espaço”, diz.

Custos

Esse empreendimento teria custo de aproximadamente R$ 150 milhões. Kamali afirmou na ocasião que seis grandes grupos estrangeiros de Dubai estão interessados em fazer investimentos principalmente na área de turismo, visto que apenas a população de Dubai gasta cerca de US$ 28 bilhões anuais em turismo.

Ali Al Kamali está interessado em desviar grande parte desse recurso para o segmento no Brasil. Ele ficou bastante entusiasmado com a idéia do parque temático em Goiânia.

“Isso vai trazer muita renda e geração de emprego na região. E vai servir como opção de lazer para uma população circunvizinha ao parque de mais ou menos 4 milhões de pessoas. Temos que aproveitar o turista que desembarca em Brasília”, frisa Lima.

Hipóteses em estudo

Outros projetos apresentados a Ali Al Kamali é o da restauração do autódromo internacional de Goiânia, a revitalização do zoológico de Goiânia e a construção do novo parque de exposições agropecuárias. O empresário árabe salientou que os investidores árabes possuem US$ 1 trilhão para novos projetos e que 80% dos projetos goianos têm possibilidades de se tornarem concretos. Em outubro, uma comitiva de empresários goianos irá a Dubai levar os projetos aperfeiçoados para fechar parcerias. O governador de Goiás poderá liderar essa comitiva, visto que Kamali o convidou pessoalmente para conhecer o seu país.

O presidente da Associação dos Presidentes de Jóqueis Clubes do Brasil, Joaquim Divino Naves, que acompanha o empresário árabe na visita ao Brasil, salienta que o povo árabe gosta de projetos vultuosos e de grandes cifras. “Eles gostam de ser os maiores e os melhores em tudo, por isso Kamali deu algumas dicas ao empresariado goiano para reformular seus projetos e apresentá-los a eles. Certamente, dinheiro para investir há”.

O interesse do empresário árabe no Brasil é em grande parte devido às condições climáticas do País. “Lá (nos Emirados Árabes) é muito quente, e no verão eles viajam para fazer turismo. Desde o 11 de setembro eles têm evitado os Estados Unidos e a Europa, porque nesses locais eles são vistos como terroristas. Eles são encantados com a água e com o verde. E isso temos em abundância aqui", argumenta Naves. 

Goiânia garante US$ 172 milhões para construção de um dos maiores complexos turísticos do país.

Se depender do governo municipal, Goiânia terá um dos maiores complexos turísticos do país. Essa é a impressão que a Secretaria de Turismo da cidade deixou ao final de sua apresentação para participantes do Barcelona Meeting Point 2008. Segundo o secretário, Euler Morais, o destino está empenhado em realizar obras de grande porte e de infra-estrutura para criar uma grande zona de turismo. "Queremos implantar um novo anel viário que ligará a cidade de Goiânia a Anápolis e Brasília e abrir um novo lago para a prática de esportes aquáticos como vela e remo, utilizando a Bacia de Ribeirão João Leite", enfatizou Morais, lembrando que o complexo estaria localizada a 10 km do centro de Goiânia.

Pelo projeto, a estrada e o lago serão margeados por um Parque Ecológico e também por empreendimentos imobiliários horizontais e por um grande parque temático. Há intenção ainda de se criar, pelo menos, dois novos centros de convenções no local. Segundo o secretário, Goiânia é a 9ª cidade do país que mais sedia eventos e feiras de negócios. A cidade já tem assegurado cerca de US$ 172 milhões aprovados pelo Prodetur para as obras de infra-estrutura. "Agora nos faltam investimentos privados para que possamos dar início ao projeto denominado Goiânia Terceiro Milênio. Os proprietários das terras que serão utilizadas estão dispostos a negociar", afirma Euler Morais.

Fonte: Goiás Agora, DM


Mixed-Use do Campo do Goiás - Goiânia


No vídeo apresentado sobre os quatro anos de gestão de Raimundo Queiroz, uma novidade promete mexer com conselheiros e sócios esmeraldinos. Denominado Centro Empresarial e Comercial Goiás Esporte Clube, o projeto foi repassado na última semana pela construtora Cabeza Sastre (C&S) para ser avaliado.

A empresa atua em São Paulo, Madri (Espanha), México e Lisboa (Portugal). A planta elaborada prevê a construção de hotel cinco estrelas, Shopping , hipermercado, salas para escritórios, heliporto, salas de cinema, praça de alimentação e duas “torres gêmeas”, de 30 andares cada. A C&S pretende investir R$ 428 milhões em 182,3 mil metros de área a ser edificada – o estádio da Serrinha e outras benfeitorias seriam demolidos e apenas 2,5 mil metros quadrados ficariam em poder do clube. No caso de cessão ou arrendamento, o Goiás terá uma contrapartida financeira, pois a Serrinha está em uma área nobre da cidade."

A empresa também irá construir um estádio para o Goiás Esporte Clube no local que aonde hoje e o Centro de Treinamentos.''






Esse projeto ainda esta no site da empresa responsável pela construção.

www.cabezasastre.com.br

"A diretoria do Goias Esporte Clube disse que foi feita sim uma proposta ao clube pela empresa Cabeza e Sastre,mas afirmou que foi no mandato do Presidente Raimundo Queiroz que tinha grandes interesses pelo mega projeto ao Clube. Porém no início deste ano de 2009 este mesmo projeto apareceu no site da Construtora Cabeza e Sastre como início das obras em agosto 2010"

Más:

"A Diretoria do Goias anunciou que o projeto foi sim oferecido ao Goias Esporte Clube,mas devido a algumas clausulas do terreno do estadio da Serrinha que foi doado ao Goias pela Prefeitura ficou inviável para a Construção, além do Mais o presidente de honra do Goias Esporte Clube Hailé Pinheiro afirmou que o projeto não será feito pois tudo o que o Goias construiu nos últimos 15 anos foi embasado no terrenoonde hoje se localiza a Serrinha."

Fonte: Skyscrapercity


Projeto Goiânia III Milênio - Entrevista - Jornal Goyaz



Conheça detalhes do projeto que pode transformar Goiânia na nova cidade modelo ecoturística do Brasil.

A cidade de Goiânia poderá ser favorecida por um mega projeto Eco-Turístico de caráter auto-sustentável cognominado ‘Goiânia Terceiro Milênio’ que visa incrementar o setor turístico da capital e melhorar a qualidade de vida da população com investimentos previstos na ordem de U$172 milhões, custeados entre o PRODETUR (Programa de Desenvolvimento do Turismo, do Ministério do Turismo), BID (Banco Internacional de Desenvolvimento), Governo do Estado de Goiás e Prefeitura de Goiânia. Competirá a Prefeitura de Goiânia, sob a chefia do Secretário Municipal de Turismo e idealizador do projeto, Euler de Moraes, o papel político-administrativo com objetivo de gerenciar a premeditação territorial urbana de fins turísticos. 

Também caberá a Prefeitura de Goiânia a anexação das previstas Zonas Especiais de Interesse Turístico (ZEITs) ao Plano Diretor, visando criar regras e incentivos à ocupação do solo nas áreas identificadas como potenciais para o aporte dos empreendimentos. Já o governo do Estado de Goiás, na pessoa do presidente da GOIÁSTUR, Barbosa Neto, um dos dirigentes envolvidos no projeto, deverá abonar as ferramentas políticas e de infra-estrutura para o incremento do turismo em Goiás, com a intenção de tornar Goiânia cidade com maior capacidade de atrair turistas. 

Um dos pontos que demandam maior debate entre Prefeitura e Governo está na questão do modelo a ser adotado para proteção do reservatório de água. A direção da SANEAGO sugere a instalação de um aparato de cercas ao redor de todo lago e ainda policiar o local como se esta fosse uma espécie de caixa d'água de Goiânia, seguindo conceitos de uma política de coerção muito criticada em São Paulo, aplicada nos reservatórios de Billings e Guarapiranga. E a Prefeitura de Goiânia visar usar as ZEITs como zonas-tampão, sem desrespeitos a legislação ambiental, e propõe para a região da bacia hidrográfica do João Leite uma política de desenvolvimento sustentável que inclui coleta e tratamento de resíduos sólidos para um conjunto de sete municípios vizinhos a Goiânia. 

Do Governo Federal espera-se a liberação da linha de crédito para o Turismo, Esgotamento Sanitário e Obras de infra-estrutura já previstas no PAC. O projeto Goiânia III Milênio possui carta consulta aprovada pelo Ministério do Turismo, e deverá receber do PRODETUR - Programa do desenvolvimento do Turismo e BID, o volume de recursos necessários para implantação do projeto. As ações estão agora voltadas ao estudo de viabilidade econômica para definição do perfil de empreendimentos e de investidores. Em fase adiantada está o debate em torno da construção do novo Parque de Exposições Agropecuário na região que acontece entre Governo de Goiás, SGPA e Ministério Público. “Um Projeto desse nível atrai em muito os investidores do setor imobiliário. No ano passado, estive no Barcelona Meeting Point, uma das maiores feiras mundiais de investidores do setor imobiliário em turismo. 

A receptividade de investidores que conheceram a proposta do projeto Goiânia II Milênio foi muito boa, tendo resultado em bons contatos com investidores europeus, asiáticos e árabes” revela a reportagem, o Secretário Municipal de Turismo, Euler de Moraes.

BENEFÍCIOS

O projeto prevê a conclusão do Anel Viário na região metropolitana de Goiânia, de um Parque Ecológico em área de mata semi atlântica de 4.100 hectares localizada em Goiânia, lago com 16 km de extensão para abastecimento de água e prática de esportes náuticos, reforma e ampliação do Aeroporto de Goiânia projetado com novo terminal e pistas de pouso e decolagem, e antevê a contemplação de três zonas especiais de interesse turístico. A primeira delas chamada de ZEIT 1 poderá ser regulamentada em parte pela PRODETUR, com admissão de uso característico rural, alto controle de restrições e compreende áreas nas regiões de Goiânia, Nerópolis, Goianápolis, Terezópolis de Goiás, Anápolis, Campo Limpo de Goiás, e Ouro Verde de Goiás. A Zona ZEIT 2 é caracterizada pela transição rural/urbana, não prevê regulamentação do PRODETUR, e será usada como espécie de ‘tampão de proteção’ para o reservatório que poderá ter espelho d’água com cotas de 751 metros. A outra zona contém duas classificações. ZEIT 3A para região da Zona Rural segundo a Lei 171 da Prefeitura de Goiânia, passível de ocupação intensa por estar jusante a represa do João Leite. E ZEIT 3B para região a ser contemplada com ocupação urbana intensiva, em área tampão coberta pela legislação urbanística de Goiânia. O novo super complexo será erguido estrategicamente numa área distada a 10 km do centro da capital e contará com um novo Centro de Convenções, Parque Agropecuário com Centro de Agribusiness, Arena de Rodeios, Parque Aquático, Parque de Diversão Temático, Parque de Exibições, Condomínios Residenciais, Hipódromo, Centro Hípico, Resorts Eco Turísticos, Rede Hoteleira, Zoológico, Parque Esportivo com Velódromo, pistas para prática de Skate, Bicicross, Mountain Bike entre outras modalidades. Toda esta nova estrutura turística será cercada e intercalada por um imenso lago, formando um braço de prolongação que fará margem com a barragem do João Leite, e será cortado pela BR-153, GO 0-80 e pelo Anel Viário. O projeto que promete ser o novo cartão postal do Brasil prevê que o acesso aos setores de parques, eventos, negócios, esportes e lazer, poderão ser realizados tanto via terrestre quanto marítima, já que estes setores serão erguidos a beira de toda extensão do lago, provocando assim uma maior ligação interna entre todo complexo e seus módulos.

ENTREVISTA

euler_moraes.gifO GOYAZ consultou o idealizador do Goiânia III Milênio, Euler Moraes (foto), Secretário Municipal de Turismo, para saber como andam as negociações, e as últimas notícias referentes a implantação do projeto. Há 12 anos Euler apresentava pela primeira vez este projeto a segmentos políticos e de mercado. Em entrevista exclusiva revela quais foram as maiores dificuldades encontradas desde a concepção do projeto até aprovação de ambientalistas, do total engajamento do prefeito Iris Rezende (PMDB) ao projeto, das parcerias com Governo e de órgãos do Estado como o SEBRAE, e do apoio esperado por parte da esfera Federal. Euler de Moraes assume pela segunda vez o cargo de Secretário Municipal de Turismo de Goiânia. Motivado, Euler recebeu nossa equipe em seu gabinete onde concedeu a seguinte entrevista:

JORNAL GOYAZ - Qual papel da Prefeitura de Goiânia no Projeto Goiânia Terceiro Milênio? Como andam as negociações?

EULER MORAES - Em 1996, portanto, há 12 anos, tive a iniciativa de apresentar pela primeira vez essa proposta complexa de investimentos imobiliários que tornariam Goiânia uma cidade moderna, com um setor de turismo fortalecido, no sentido de promover aqui empreendimentos diferenciados, num mesmo local, capazes de atrair investidores e criar empregos e renda. Ao lançar essa proposta, muitas pessoas criticaram o projeto de várias formas. Muitas dessas vozes sequiosas preferiram não conhecer de perto a proposta. Houve uma condenação prévia e imediatista, principalmente, vinda de pseudo-ambientalistas, com base numa série de considerações sobre questões que nem tinham a ver com a idéia que estava sendo proposta pelo projeto. Hoje, o Projeto Goiânia III Milênio não é um projeto exclusivamente meu, da Prefeitura ou do empresariado. Ele é um projeto que reúne e disputa diversos interesses, públicos e privados, com o objetivo de planejar a expansão urbana de Goiânia sobre uma região ao norte da Cidade que já se encontra bastante ameaçada pela ocupação desordenada. Parte dessa região se situa numa área limítrofe à Área de Preservação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Ribeirão João Leite e a outra se encontra dentro da própria APA do João Leite, abrangendo ainda mais sete municípios vizinhos à Capital. Esse fato foi uma das grandes causas de críticas ao projeto. Essas críticas extrapolaram o terreno do conhecimento científico e passaram a ser alimentadas pela esfera política, ou melhor, por um antagonismo político. O prefeito Íris Rezende Machado não trabalha com suposições ou iniciativas administrativas que não tenham um profundo respaldo nas expectativas da população, principalmente, com o fim socioeconômico que se refletirá na melhoria da qualidade de vida em Goiânia. Foi assim que o seu governo conseguiu asfaltar 100% da Cidade e foi reconhecido como merecedor de mais um mandato. Isso é importante mencionar, porque o prefeito Íris teve o conhecimento da proposta original, como todo mundo teve, e decidiu que o projeto Goiânia III Milênio precisava ser implantado a partir de um maior embasamento teórico e técnico. Hoje ele é um projeto que será integrado de alguma forma por todas as secretarias de Governo que puderem ser envolvidas. A partir desse ponto de vista, o prefeito achou por bem me conceder novamente a chance de chefiar a pasta de Turismo do município, que abracei em novembro de 2007, com o objetivo de fazer Goiânia dar um salto nesse setor. O Projeto Goiânia III Milênio voltou a ser discutido com a sociedade, desta vez, com o apoio da Prefeitura e sob o signo da importância de tornar Goiânia uma cidade turística importante nos cenários nacional e internacional.

JORNAL GOYAZ - A implantação do projeto possui data aproximada para implantação? Os recursos já foram aprovados e qual data prevista para conclusão?

EULER MORAES - O Projeto Goiânia III Milênio agrega contribuições interdisciplinares e continua a provocar o debate com a sociedade. O que estou tentando fazer à frente da Secretaria de Turismo é lançar luzes sobre esse debate, buscando o conhecimento necessário, ou seja, a expertise dos maiores especialistas nos assuntos que estão sendo abordados, como urbanização e expansão urbana, equipamentos turísticos, preservação do cerrado, saneamento ambiental, gestão de resíduos sólidos, recuperação de mananciais, despoluição de rios, viabilidade de investimentos, etc. Em resumo, hoje o projeto Goiânia III Milênio já é reconhecido como uma iniciativa que aposta na implementação de um conjunto de empreendimentos turísticos sustentáveis. Realizamos um amplo estudo de diagnóstico ambiental da APA do Ribeirão João Leite e descobrimos algo que tem sido ocultado da população de Goiânia: o futuro reservatório de água que está sendo construído pela SANEAGO ainda não existe, mas os afluentes que vão depositar suas águas no futuro lago já se encontram consideravelmente poluídos e nada se faz para impedir isso. A partir desse diagnóstico ambiental estamos propondo uma estratégia de preservação do futuro lago, com a criação de Zonas Especiais de Interesse Turístico (ZEITs) na região da APA do João Leite, associando às ZEITs empreendimentos turísticos que podem ser distribuídos nas três grandes zonas, respeitando-se todas as leis pertinentes às restrições ambientais. Desse modo, é possível estabelecer de certa forma uma proteção ao perímetro do lago, através de equipamentos turísticos, como um novo zoológico ao estilo Simba Safári, um novo centro de Agribusiness e Eventos, maior ainda que o de Barretos, ou Eco-Resorts, etc. Essa proposta está sendo debatida com todo o trade turística e especialista de diversas áreas inclusive jurídica. Percebemos que estamos diante de um desafio em que o público precisa ser informado de maneira transparente para poder fazer um juízo perfeito sobre o que está sendo proposto. Encontramos em áreas das represas de Guarapiranga e Billings, em São Paulo, dois exemplos de favelização de regiões próximas a reservatórios de abastecimento de água. O governo de São Paulo editou lei de proteção dessas áreas em 1975, mas isso causou tão somente a desvalorização imobiliária das terras, tendo como conseqüência imediata loteamentos clandestinos e uma série de invasões. Não podemos repetir aqui a experiência de São Paulo. Faltou lá planejamento urbano e bom senso em relação à capacidade da força de uma caneta impedir que milhares de pessoas migrassem para uma região cujas terras se tornaram (quase) de graça. O reservatório que a SANEGAO está colocando em prática dista menos de 10 km da Praça Cívica de Goiânia, se fosse possível traçar uma linha reta imaginária. Seria uma estupidez achar que aqui, a edição de uma lei aos moldes da promulgada em São Paulo tenha uma força de coerção capaz de impedir invasões. Não há poder de polícia ou aparelhamento policial de Estado que dê conta da carência habitacional nas cidades. A favelização é um problema brasileiro e mundial. Corremos o risco de criar aqui um problema que ainda pode ser evitado, aplicando-se uma ocupação ordenada do solo. Essa é a discussão que queremos com a sociedade, com o objetivo de termos a melhor solução para esse iminente problema.

JORNAL GOYAZ - O senhor acredita que este projeto pode inserir Goiânia definitivamente como novo destino Turístico de ponta do Brasil? Por que?

EULER MORAES - Esse projeto é apenas uma das iniciativas em turismo da Prefeitura sob a coordenação da Secretaria Municipal de Turismo. A visão do prefeito é que Goiânia está pronta para se tornar uma importante capital turística. A Cidade já é reconhecida como a melhor ou uma das melhores em qualidade de vida do País. Possui uma excepcional área verde per capita (94 m2 por habitante), inclusive é a única cidade do País que tem um inventário completo das árvores no perímetro urbano, dispondo de um Plano Diretor de Arborização. Os caminhos da Cidade estão todos asfaltados. Agora é a hora do turismo – já disse o prefeito. Para inserir Goiânia como destino turístico nacional e internacional é preciso investir mais em vários componentes. Nesse sentido, buscamos recursos do PRODETUR Nacional/BID, colocado à disposição dos municípios sob forma de linha de crédito do Ministério do Turismo e do Banco Interamericano do Desenvolvimento. Goiânia foi a primeira cidade brasileira a acessar esses recursos, tendo aprovada a sua carta consulta no final do ano passado, da ordem de US$ 50 milhões. Quando estiverem definitivamente disponíveis, esses recursos serão investidos criteriosamente, através de um planejamento realizado para quatro anos, em diversos projetos coordenados pela secretaria de Turismo. São projetos orientados à promoção e marketing, formação de mão-de-obra, revitalização de parques, feiras, teatros, arquitetura, sinalização turística, etc. Queremos consolidar Goiânia como capital do turismo de negócios e apresentar a Cidade como a capital ecológica do bioma cerrado e importante destino indutor regional, reforçando também os outros atrativos turísticos que temos espalhados por diversos pontos, de leste a oeste e de norte a sul do Estado. Recentemente, numa parceria com o Sebrae-GO, realizamos o primeiro censo hoteleiro da Cidade. Descobrimos que o turista que vem a Goiânia permanece por aqui apenas dois dias. Isso é muito pouco. Além de trazer mais turistas, precisamos oferecer mais atrativos turísticos. Aos que já nos visitam, queremos mantê-los. Aos que nunca vieram, queremos surpreendê-los.

JORNAL GOYAZ - Este projeto depende da aprovação de Goiânia como cidade sede dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2014 para ser implantado ou é um projeto com parcerias definidas que independem deste evento?

EULER MOARES - A realização de jogos da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 no Brasil só tem a acrescentar à Cidade e ao Estado de Goiás. Nossos governantes compreenderam isso de imediato e se fortaleceram com a criação de um Comitê Executivo da Copa em Goiânia (Coexgyn), do qual sou diretor-adjunto e o secretário de Estado do Turismo, Barbosa Neto, é o seu presidente. A Copa é um sintetizador de projetos municipais e estaduais. Mais do que isso, é também um catalisador de investimentos. Chegamos a uma cifra de US$ 1,4 bilhão de investimentos para que Goiânia pudesse sediar a Copa conforme as exigências da FIFA, que não são poucas, mas têm um fundamento que considero fundamental: o legado à população. Nesse cenário, o projeto Goiânia III Milênio se insere como uma política da Prefeitura para o planejamento urbano e turístico da Cidade. Ele não depende da Copa em Goiânia, mas o evento per si é mais um referencial para não perdermos tempo e oportunidades de colocar Goiânia no calendário do turismo nacional e internacional. Seja como sede ou não da Copa, Goiânia tem que estar pronta para 2014. A FIFA vai testar as cidades-sede com a realização da Copa das Américas, em 2013. Se não formos escolhidos agora em março, até 2013 temos uma chance real de ganhar a disputa com quaisquer outras cidades. Trabalhamos com planejamento, não com promessas.

JORNAL GOYAZ - Já existem empresas previamente interessadas em participar nas oportunidades que surgirão na rede hoteleira, parques e condomínios?

O setor de turismo é um grande empregador e fonte de riqueza indispensável ao planejamento econômico das cidades. Turismo envolve a todos, do coletor de resíduos sólidos, o popular gari que varre nossas ruas, até os mega investidores internacionais que buscam no mundo oportunidades de investimento. O papel da Prefeitura é garantir que a Cidade fique limpa da sujeira e não seja alvo de especuladores. Com a participação de representantes da sociedade civil organizada, estamos discutindo as melhores soluções para que o nosso planejamento produza os melhores resultados possíveis para a Cidade. Isso significa o mesmo que dizer que estamos trabalhando para atender os interesses da população. Às vezes não conseguimos agradar a todos, mas se pudermos agradar a maioria já devemos nos considerar bem sucedidos.

Fontes: Jornal Goyaz