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Empresários querem que Centro de Goiânia vire shopping a céu aberto


 
Representantes dos comerciantes e indústrias do Centro de Goiânia querem privatizar a gestão dos espaços públicos da região para transformá-lo em um shopping a céu aberto e no principal polo tecnológico da cidade. A iniciativa não inclui trabalhadores informais que ganham a vida como camelôs nas calçadas e pretende mudar a configuração dos quiosques e bancas que já existem na região central. Tudo seria controlado por um comitê liderado pela iniciativa privada que estabeleceria os critérios para disposição de novas bancas e quiosques.

O projeto prevê que a gestão das calçadas de toda região central seja feita de forma privada. Em contrapartida, as empresas particulares seriam responsáveis pela instalação de câmeras com reconhecimento facial, estações de Wi-Fi, lâmpadas e telas de grande dimensão de LED para uso de publicidade, totens digitais e outras intervenções. A gestão do espaço público do centro seria feita por um comitê liderado pela iniciativa privada.

A Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia (ACIC) apresentou o projeto ao Secretário da Indústria, Comércio e Serviços do Estado de Goiás, Adonídio Neto Vieira, na última terça-feira (1º). O projeto também foi encaminhado como proposta para a atual gestão da Prefeitura de Goiânia. “Como essa gestão está no fim, vamos conversar com a equipe de transição de governo para reforçar”, afirma Uilson Manzan, presidente da ACIC.

Quiosques

Uilson afirma que a permanência dos quiosques e bancas que já existem no Centro da cidade não estaria necessariamente garantida na conformação do projeto. A gestão liderada por empresários faria liberação de quiosques e bancas que mantivessem certo distanciamento das lojas e se adequassem ao padrão e critérios estipulados pelo comitê. Os interessados em abrir quiosques e bancas padronizados teriam que responder a um chamamento público.

“Os empresários que quisessem manter esses quiosques pagariam um preço público aos comitês e esse valor seria revertido para a limpeza, conservação e manutenção da estrutura tecnológica”, declara Uilson. O presidente da ACIC diz que os quiosques como estão dispostos hoje no Centro não se adéquam a proposta. “Queremos algo mais no estilo Art déco, tudo padronizado”.

Ambulantes

A presença de centenas de trabalhadores informais que tiram o sustento como camelôs nas ruas do Centro da cidade também não foi considerada pelo projeto. “Não contemplamos ambulantes porque representamos os comerciantes formais, mas os ambulantes que quisessem se formalizar nos quiosques serão muito bem vindos”, afirma.

Leo Machado trabalha há 12 anos como ambulante e monta sua banca de variedades em uma das esquinas entre a Avenida Anhanguera e Avenida Goiás, na Praça do Bandeirante no Centro. Ele relata que o embate com os trabalhadores informais no Centro é constante. “A fiscalização da prefeitura quer tirar a gente daqui há anos. Só queremos trabalhar. Se houvesse a possibilidade, eu pagaria para ter meu lugar na calçada sem perturbação”, declara. 

Custo de implementação do polo tecnológico seria dividido 

O presidente da ACIC, Uilson Manzan, explica o custo de instalação dos modelos tecnológicos seria dividido entre a iniciativa privada e o poder público, mas principalmente por grupos empresariais que tem interesse de investir no centro e estão aguardando a aprovação do Poder Público para começar a investir na região. “Estamos propondo que a gestão das calçadas seja feita pela iniciativa privada, com conservação das ruas, limpeza, segurança, como um shopping, mas a céu aberto”, defende.

Patrimônio histórico

A tecnologia dividiria espaço com a preservação do patrimônio de Art déco no Centro da Capital, com estímulos fiscais aos comerciantes que se comprometessem a conservar e evidenciar a fachada dos prédios históricos com arquitetura típica dos primeiros anos de vida da cidade em meados do século XX.

Outra proposta da ACIC dentro do projeto seria a criação de benefícios para tornar a região central atrativa para investidores. De acordo com o presidente da ACIC a “reciclagem” do comércio no Centro de Goiânia é baseada em experiências que já aconteceram em grandes centros urbanos como Recife, Florianópolis, Campinas (SP). Nestas cidades, se ofereceu diversos benefícios aos polos tecnológicos.

Ainda segundo Uilson, a proposta foi enviada tanto para o governo estadual quanto para o municipal. “O atrativo para novas empresas viria por meio de benefícios tributários para ocupação do Centro com uma alíquota menor para abertura de novas empresas”, explica.

Segundo o presidente da ACIC, a Administração Pública ganharia com o aumento de arrecadação fiscal das novas empresas além de ter o Centro revitalizado por iniciativa privada. “O Poder Público, a prefeitura, o Estado e os empresários só têm a ganhar com a proposta”, defende. A ACIC estima que a aprovação da proposta vá resultar na abertura de mais de 800 empresas, geração de mais de 15 mil postos.

Estacionamento

Além dos benefícios fiscais para instalação de novas empresas, e investimento em tecnologia, a proposta também pretende resolver o problema de estacionamento do centro da Cidade com parcerias público-privadas e prédios de estacionamento. “Queremos restituir a ideia de instalação de parquímetros no Centro e a liberação para construção de novos prédios de estacionamento, assim como o antigo Paternon Center”, declara. (Especial para O Hoje) 


Homologada licitação para continuação da Marginal Cascavel


Empresa vencedora será responsável também pela canalização do Córrego Cascavel, no trecho de 1,76 km, entre as Avenidas T-9 e C-12, construção de calçadas acessíveis e sinalização

A empresa Sobrado Construções Ltda foi a vencedora da concorrência pública, do tipo menor preço, para a execução das obras de construção das pistas marginais e de acesso e de canalização do Córrego Cascavel, no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 km. O contrato contempla ainda a sinalização horizontal e vertical e a construção de calçadas acessíveis.

A licitação foi homologada no último dia 10 e, após a certificação e a assinatura do contrato, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) expedirá a ordem de serviço para o início dos trabalhos.

Orçada em R$ 25.349.847,00, a licitação foi fechada por R$ 18.961.679,57, um deságio de mais de 25%. A empresa deverá iniciar os trabalhos em até 10 dias úteis após o recebimento da ordem de serviço e executar num prazo de 240 dias.

De acordo com o projeto, a pista a ser construída varia de 9 m a 11,98 m de largura, com acessos de 6 m a 6,73 m de largura, e camada de revestimento em concreto betuminoso na espessura de 10 cm, dividido em uma camada de 5 cm de pavimento asfáltico, recoberta por outro camada de 5 cm de capa para as vias marginais.

As alças e as vias da Avenida dos Alpes terão camada em 5 cm de revestimento em CBUQ, uma vez que se espera um fluxo de tráfego significativamente menor do que para as vias principais das marginais.

Para as calçadas, o projeto indica concreto de 20 Mpa, dos dois lados da via, com 2 m de largura e espessura de 6 cm.

Canalização
Segundo o projeto, a canalização proposta para esse trecho do Córrego Cascavel é uma estrutura de concreto armado composta de segmentos com 19,98 m de extensão, interligadas por juntas de dilatação, com fundo plano interligado a paredes verticais com as dimensões projetadas.

O canal foi dimensionado para atender a uma vazão de 171,668 m³/s e tempo de recorrência de 100 anos para pontes e canais em concreto e borda livre aproximada de 38,50 cm para o topo das paredes do canal.

Obras relacionadas
Algumas estruturas que compõem a Marginal Cascavel já foram executadas, como a restauração da Avenida C-7 para utilização como marginal esquerda (Avenida dos Alpes / Avenida C-12); execução das pistas esquerda e direita da Avenida do Alpes pelo lado da Vila União (margem esquerda do Córrego) até as proximidades do apoio extremo das pontes de transposição das marginais; alça de acesso da Avenida C-7 para a Avenida dos Alpes; e 120 metros de canal a jusante do ponto de implantação das pontes da Avenida dos Alpes, que está sendo executada e deverá ser concluída no mês de março. Já foram concretados os pilares, as lajes de transição e as travessas de apoio. Também está em execução a forma e escoramento para as travessas de apoio à superestrutura.

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura


Prefeitura inicia construção da ponte da Leste-Oeste sobre a Marginal


O Prefeito Iris Rezende assinou na segunda-feira (20/1), a ordem de serviço para o início das obras de construção da ponte da Avenida Leste-Oeste sobre a Marginal Botafogo, no cruzamento das duas vias, no Setor Leste Vila Nova. O prazo para conclusão é de sete meses. Para realizar os serviços, o trânsito nas imediações será alterado.

De acordo com o projeto, as pistas da Avenida Leste-Oeste passarão sobre a Marginal Botafogo. Serão dois viadutos, em concreto armado, estruturalmente justapostos, sendo que cada um tem duas faixas de segurança de 1,50 m, duas faixas de rodagem de 3,50 m, uma faixa de pedestres de 2,0 m, duas barreiras guarda-rodas de 0,40 m e uma barreira guarda corpo de 0,20 m rígidos, de concreto armado, padrão ABNT, que totalizam uma largura constante de 13,0 m. A ponte terá de 53 m de extensão.

Trânsito

As intervenções já implantadas na região serão mantidas. Em razão da continuação das obras da Avenida Leste-Oeste, a Marginal Botafogo terá circulação restrita, nos dois sentidos.

A Rua 227 será interditada nos dois sentidos para receber os pilares do viaduto da Avenida Leste-Oeste. Já o cruzamento da Rua 67-A com a Avenida Contorno será bloqueado e a circulação será restrita, com acesso local, na Rua 67-A, via Marginal Botafogo.

Os desvios implantados na região, em dezembro de 2019, serão mantidos.

Avenida Leste-Oeste

A Avenida Leste-Oeste é dividida em dois tramos: o primeiro se refere ao Tramo Oeste,

que se localiza entre a Rua 74, no Centro de Goiânia, e a rodovia municipal Gyn 20, no Conjunto Vera Cruz; e o seguinte, referente ao Tramo Leste, entre a Praça do Trabalhador e o perímetro urbano de Senador Canedo (GO 403). 

A Avenida permitirá uma ligação contínua entre a divisa de Senador Canedo até a Gyn 20, numa extensão total de 40 quilômetros, sendo 10,2 km relativos à rodovia GO 403, que se encontra duplicada.

Os trabalhos para implantação da via foram elaborados em 1987, dentro do Plano Diretor de Transportes de Goiânia – PDTU, que recomendou a adoção de melhorias mobilidade urbana e no transporte de pessoas e mercadorias na Capital.

Em 1992, o Instituto de Planejamento de Goiânia elaborou o Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia, incorporando as recomendações do PDTU.

Em 1993, a Prefeitura de Goiânia, por meio do antigo DERMU, elaborou o projeto básico e licitou as obras para a construção da avenida, entre a Praça do Trabalhador e o Conjunto Vera Cruz, mas o processo só foi retomado em 2002.

Atualmente, o trecho entre a Praça do Trabalhador/Avenida Castelo Branco, assim como a ligação da Avenida Leste-Oeste com a Avenida República do Líbano, está implantado; entre a Rua da Alegria/Conjunto Vera Cruz encontra-se implantada com alguns trechos ainda em pista simples.

No dia 15 de julho do ano passado, teve início a construção dos 8,1 km do tramo leste da via, entre a Praça do Trabalhador e a Rodovia GO-403, com a construção do bueiro sobre o Córrego Palmito, já concluído. O bueiro do Córrego da Onça está com 90% da obra pronta.

Estão em execução os serviços de terraplanagem e da rede de drenagem, já finalizada em vários trechos: na Praça do Trabalhador, entre a Rua 44 e Rua 68; entre a Av. Rasmussen e a chácara Jaime Câmara, no Bairro Feliz; entre o Bueiro do Córrego da Onça e a Rua 402, na Vila Viana. Está em execução o guarda-corpo do muro de arrimo da Praça do Trabalhador.

O trecho do tramo Oeste, de 1,7 km, entre a Avenida Castelo Branco e a Rua da Alegria, será executado após a conclusão das desapropriações e desocupações das áreas no trajeto por onde vai passar a via.

Subtrechos da Av. Leste-Oeste
Subtrecho 1:
Localização: Trindade
Extensão: 6 km
Situação: Projeto Executado
Subtrecho 2:
Localização: Goiânia
Extensão:  6,7 km
Situação: Projeto Executado
Subtrecho 3:
Localização: Goiânia
Extensão:  6,6 km
Situação: Projeto Implantado
Subtrecho 4:
Localização: Goiânia
Extensão:  1,7 km
Situação: Projeto Executado
Subtrecho 5:
Localização: Goiânia
Extensão:  6,8 km
Situação: Projeto Implantado
Subtrecho 6:
Localização: Goiânia
Extensão:  8,1 km
Situação: Projeto em Implantação
Subtrecho 7:
Localização: Senador Canedo
Extensão:  10,20 km
Situação: Rodovia duplicada

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura, com Veruska Narikawa, da editoria de Trânsito, Transportes e Mobilidade 


Prefeitura de Goiânia retoma obras de canalização do Córrego Cascavel


Trabalhos devem durar cerca de um ano

A Prefeitura de Goiânia retoma as obras de canalização do córrego Cascavel, no trecho entre a Avenida Castelo Branco e Avenida Leste-Oeste. A empresa Arte Construções Ltda foi definida por meio de concorrência pública do tipo menor preço e deve  começar os trabalhos em até 10 dias úteis, após a emissão da ordem de serviço, com prazo de 360 dias para conclusão.

Com recursos do governo federal, as obras estão orçadas em R$ 25.144.014,21, a licitação foi fechada em R$ 20.979.488,63, um deságio de 16%. A canalização do Córrego Cascavel foi iniciada em fevereiro de 2015 e paralisada nove meses depois, em novembro de 2015. Nesse período foi executado o início da canalização no trecho entre a Avenida Castro Branco e Avenida Anhanguera.

O Córrego Cascavel tem 11 km de extensão. Nasce na Vila Rosa e deságua no Ribeirão Anicuns, na Vila Irany, na região de Campinas, passando pelo Jardim Atlântico, Parque Anhanguera, Jardim América, Vila Rezende, Vila Bela, Vila Alpes, Setor Sol Nascente, Vila Teófilo Neto, Vila Boa Sorte, Vila Santa Efigênia, Vila Bela, Vila Aguiar, Setor Coimbra, Setor Rodoviário, Granja Santos Dumont, Vila São José e Vila São Paulo.

De acordo com o projeto, o trecho a ser canalizado é de 2.188,27 m, iniciando-se na Avenida Castelo Branco e se estendendo até a Avenida Leste-Oeste e estão previstos três tipos de revestimentos: 1) concreto armado, onde não é possível a recuperação do leito e das margens por meio de soluções mais simples, como grama e gabião; 2) revestimento com paredes em gabião e o fundo com revestimento natural, no trecho onde o fundo do curso d’água é rochoso; 3) paredes em gabião e o fundo em concreto armado.

No trecho localizado na Avenida Anhanguera, em Campinas a parede do lado direito do canal terá 2 m de altura, para funcionar como vertedor, pois do lado extremo do canal foi projetada uma bacia de amortecimento de cheias.

Como o leito do córrego apresenta curvas em alguns trechos, o projeto prevê uma retificação geral nesses locais, proporcionando melhor condição de escoamento e também a construção de degraus em concreto simples com altura suficiente para evitar o solapamento do fundo.

Bueiros
Para a compatibilização das vazões, alguns bueiros existentes ao longo do trecho a ser canalizado (travessias das Avenidas Anhanguera, Castelo Branco, 24 de outubro, Padre Wendell, Rua Santo Afonso e Leste-Oeste) serão ampliados ou substituídos. No córrego açude, afluente do Cascavel, será implantado um bueiro de 2,5 m x 2,0 m.

Tanque de detenção
Será implantado ainda, numa área de 4.000 m², um tanque de detenção de 8.000 m³, com 50 m de largura, 80 m de comprimento, paralelo ao córrego, e 2 m de altura. O vertedor terá altura de 30 m, com capacidade para vazão de 6 m³ por segundo. Após ocorrência da cheia, o esvaziamento do tanque será feito por gravidade no próprio leito do canal, por uma tubulação de 600 mm.

Fonte: A Redação

Saúde começa 2020 com obras, novos serviços e contratações


Uma das grandes conquistas será a Maternidade Célia Câmera, que já está praticamente pronta. Reforma de 90 unidades de saúde e a entrega de dois novos centros de Saúde da Família fazem parte dos avanços nesta gestão

Os avanços da Saúdeem Goiânia são marcas atual gestão. A começar pela reforma das unidades, quase 90 já passaram por melhorias, sendo 62 Centros de Saúde da Família, sete Centros de Saúde tradicionais, 11 CAIS/CIAMS, três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Pronto Socorro Psiquiátrico, SAMU, Centro de Referência em Diagnóstico (Cerof), Centro de Referência em Ortopedia (Crof) e a Escola de Saúde Municipal.

No momento,o Cais Cândida de Morais passa por uma ampla reforma. O setor de urgência já está pronto e os trabalhos se concentram agora na parte de ambulatório. Com a reforma, a unidade terá enfermarias masculina e feminina separadas, sala de isolamento, banheiros acessíveis, sala de isolamento, além de troca de piso e reparos nas redes elétrica e hidráulica.

As obras tocadas pela prefeitura, via Secretaria Municipal de Saúde (SMS), também possibilitaram a reabertura de unidades que estavam fechadas. O serviço de emergência 24 horas do Centro Integrado de Atendimento Médico Sanitário (Ciams) Novo Horizonte, na região Sudoeste, foi entregue pela atual gestão.   

O atendimento no Ciams Urias Magalhães ficou mais de dois anos fechado na gestão anterior, recebeu melhorias e foi reaberto. Atualmente oferece atendimento de urgência em tempo integral e é um centro de especialidades médicas e odontológicas. 

Dois Cais estão em obras para melhorar o atendimento à população e as condições de trabalho dos servidores. O Cais Cândida de Morais já teve parte de emergência concluída e agora os trabalhos estão sendo realizados no ambulatório. Novas unidades e horários estendidos.

Cais transformados em UPA
Outro projeto da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para ampliar e melhorar o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) é a transformação de Cais em UPAS. Primeiro foi o Cais Novo Mundo, que passou por reforma e ampliação e agora está em processo de transformação junto ao Ministério da Saúde (MS) para ser qualificado como UPA Porte II, que tem como principal característica o atendimento aos casos de baixa e média complexidades. Essa mudança, além de melhorar para a população, também garante recursos do Governo Federal para manutenção.

Agora é a vez do Cais Chácara do Governador ser reformado e ampliado para ser transformado em UPA porte II, tudo foi discutido com representantes dos servidores, da Associação dos Moradores e Conselho Local de Saúde. Há ainda o projeto para que o Cais Guanabara também seja transformado em UPA.

Novas Unidades e atendimento estendido
Quem procura atendimento nas Unidades de Saúde da Família (USF) do Novo Planalto, que atende 14 mil pessoas, e a Itaipu, que atende 20 mil, se encanta com as estruturas modernas e funcionais, tudo foi feito pensando no acolhimento das famílias e das equipes de profissionais.

As Unidades Básicas de Saúde da Família são a base do atendimento na Atenção Primária, onde 70% dos casos são resolvidos, evitando o agravamento dos pacientes e a busca pelas unidades de urgência e emergência.

Atualmente Goiânia conta com 193 equipes de Saúde da Família, que atendem em 59 USFs e onde são oferecidas consultas médicas, tratamento odontológico, vacinas, curativos e realiza visitas domiciliares. Deste total, 41 aderiram ao “Programa Saúde na Hora” do Governo Federal e estão funcionando ininterruptamente até à noite desde o dia 18 de novembro. Em 38 unidades o atendimento vai das 7h às 19hs e em três das 7h às 22h:USFs Jardim Curitiba e Finsocial, na Região Noroeste e USF Parque Santa Rita, Região Sudoeste. Seguindo os critérios do “Saúde na Hora” uma unidade só pode atender até às 22 horas se tiver seis equipes.

Licitações para novas obras
A Licitação para a reforma e ampliação do Cais Guanabara para ser transformado em UPA já foi concluída e a ordem de serviço deve ser assinada em breve. Também já estão licitadas as construções das novas unidades de Saúde da Família do Setor Santa Helena e do Vale dos Sonhos.

Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara
De todos os feitos da Prefeitura de Goiânia na área da Saúde o maior é, sem dúvida, o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, que está praticamente pronto, faltando somente os acabamentos finais. Será a maior maternidade pública do país com capacidade para realização de 800 a mil partos por mês e com as seguintes especialidades: atendimento de alta complexidade em ginecologia, obstetrícia, neonatologia e pediatria, em caráter ambulatorial, internação terapia intensiva hospitalar, tendo definido em suas diretrizes estratégicas o atendimento humanizado e de alta qualidade aos clientes do Sistema Único de Saúde(SUS), associado  ao ensino em saúde e capacitação de profissionais, correlatos a assistência materna infantil.

Após sua completa implantação, o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara constará com 179 leitos, sendo 62 de obstetrícia, 23 de ginecologia, 10 leitos de UTI neonatal, 9 leitos de cuidados especiais, 10 leitos de UTI pediátrica, 34 leitos de outras áreas e 31 leitos de internação pediátrica

Serão realizadas cirurgias pediátricas e neonatais de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurológicas neonatais.

Números expressivos de procedimentos
Neste ano de 2019 a SMS deve fechar com 16 milhões e 500 mil procedimentos, aproximadamente 6% a mais que o ano de 2018.

Até o mês de agosto foram realizadas em Goiânia dois milhões e 203 mil consultas pelo SUS. Do total, 1,1 milhão foi custeada por Goiânia e o restante pelos municípios pactuados que enviaram pacientes.

Também de janeiro a agosto a SMS realizou 96.134 procedimentos odontológicos pelo SUS e 112.122 visitas domiciliares foram feitas por agentes comunitários.

Contratação de profissionais de Saúde
Em 2019 foram contratados 703 profissionais da área de saúde, sendo 480 médicos em diversas especialidades, 77 auxiliares de enfermagem para os centros de Saúde da Família, 70 técnicos de enfermagem para as unidades de Saúde Mental, 49 técnicos de laboratório e 27 técnicos de radiologia.

Sirlene Mendonça, da editoria da Saúde


BRT Norte-Sul: Prefeitura de Goiânia concluiu trincheira da 90



Depois de entregar a obra neste sábado (30/11), a prefeitura vai aguardar o tempo de cura do concreto para liberar a pista para o trânsito de veículos. O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, estará no local neste sábado (30/11), às 8h, e concederá coletiva à imprensa sobre a conclusão das obras e a liberação da pista para o tráfego

Depois de exatos 244 dias, a Prefeitura de Goiânia conclui neste sábado (30/11) a construção da trincheira da Rua 90, no cruzamento com a Avenida 136, no Setor Sul. O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos estará no local, às 8h, para coletiva à imprensa, sobre o encerramento dos serviços e a liberação para o tráfego de veículos.

Junto com as obras viárias foi feita a revitalização de toda a via, desde a Praça do Cruzeiro até a Rua 115, com a adequação da iluminação dentro da rotatória, embaixo da trincheira e nas laterais externas da pista, implantação de calçadas acessíveis e novo paisagismo. E já está em fase final também o trecho que se estende até o Terminal Isidória.

O projeto da trincheira, que inclui os dois viadutos na Avenida 136, integra o complexo do sistema BRT e se soma ao Complexo Viário da Jamel Cecílio para promover um avanço na mobilidade urbana de Goiânia, principalmente nas regiões Sul e Central da cidade, ao garantir maior agilidade e conforto para mais de 120 mil usuários do transporte público e a fluidez para mais de 100 mil veículos que trafegam pelo cruzamento diariamente.

Para o prefeito Iris Rezende, é mais um compromisso cumprido com a população e com a cidade. “A trincheira da 90, como esse novo sistema no trânsito aqui ficou conhecido, é uma realidade como nós prometemos e a altura do que Goiânia merece. E nós só conseguimos porque trabalhamos com seriedade e compromisso com o contribuinte e com a apoio da população”, enfatiza.

Tráfego de veículos
A Prefeitura vai aguardar o tempo de cura do concreto para liberar a pista para o trânsito de veículos. Para o material utilizado na concretagem, cimento de alta resistência inicial, também conhecido no setor da construção como ARI, e seguindo as normas técnicas de engenharia, após atingir a resistência ideal, o concreto precisa ser mantido úmido por pelo menos sete dias. Durante esse período, o pavimento é coberto com mantas e molhado frequentemente para alcançar a cura correta, só depois é aberto ao tráfego.

“Usamos um material de alta qualidade, que permite liberar o concreto para o tráfego em até sete dias, ao contrário de outros comuns, que o tempo de cura chega a 28 dias para alcançar 100% de sua resistência”, explica o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos. “Se nós liberarmos a pista para o tráfego de veículos antes da cura ideal, teremos a possibilidade de desgaste da superfície do concreto e comprometimento da durabilidade do pavimento em concreto”, completa.

Com a construção da trincheira, a região ganhou também outra rede de drenagem com 150 m de extensão e 1.200 mm de diâmetro, que foi conectada à já existente na Avenida Jamel Cecílio, que desce para a Avenida 136. Essa nova rede vai captar a água de todo esse sistema viário e lançar no Córrego Botafogo, impedindo qualquer acúmulo de água na trincheira. Para a construção, foi utilizado o método não destrutivo, que permitiu fixar o tubo no canal a 1,5 m abaixo do nível mais baixo da trincheira, por meio de macacos hidráulicos, sem a escavação aberta do solo e a interdição da Avenida Jamel Cecílio.

Raio X

• Início: 1 de abril de 2019

• Conclusão das obras civis: 30 de novembro 2019

• Liberação do viaduto 2 para o tráfego: 5 de setembro de 2019

• Liberação do viaduto 1 para o tráfego: 13 de novembro de 2019

• Trincheira: 350 m de comprimento, 7,20 m de profundidade máxima, e 18 m de largura

da plataforma

• Concreto: 2.800 m³ na trincheira

• Fornecimento e cravação de aproximadamente 315 toneladas de perfis metálicos

• Aproximadamente 4.000 m² de paredes em placas de concreto pré-moldado com pintura antipichação

• Paisagismo: 300 mudas de jerivás e aproximadamente 5.000 m² de grama esmeralda, entre a Praça do Cruzeiro e a trincheira

• Iluminação Led: Mais 21 luminárias, entre a Praça do Cruzeiro e a trincheira com lâmpadas de 400 watts

• Calçadas acessíveis: 4.410 m², entre a Rua 115 e a Praça do Cruzeiro

• Valor total da Obra: R$ 10 Milhões a preço inicial


Nara Serra, da editoria de Infraestrutura

Foto: Diário de Goiás

Projeto de reforma da Praça Universitária é aberto para consulta pública


Prefeitura prevê a participação de arquitetos, urbanistas, estudantes e da sociedade em geral. Reforma está prevista para abril do próximo ano

Durante audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (4/10) no Palácio da Cultura, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, reafirmou o compromisso da Prefeitura de Goiânia em promover a grande revitalização da Praça Universitária.

O secretário adiantou que a Seinfra já realizou um estudo sobre a revitalização geral do espaço e que submeteria o projeto para análise de uma comissão a ser formada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Belas Artes, Secretaria municipal de Cultura, estudantes e representantes da comunidade para um encontro de ideias que resgate o simbolismo da praça e possa ser promovida uma revitalização que reflita o sentimento da cidade.

Antecipando a revitalização, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Seinfra, já executou algumas ações, como a construção de quatro jardins de chuva dentro da praça e outros cinco no entorno para auxiliar a drenagem urbana e melhorar a umidade do ar, e a substituição das lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas Led nos 78 pontos existentes em toda praça, sendo 34 na parte interna, com lâmpadas de 120 watts, e 44 na parte externa, com lâmpadas de 160 watts. Dolzonan Mattos antecipou ainda que o projeto desenvolvido pela Seinfra contempla também um posto da Guarda Civil Metropolitana para reforçar a segurança.

Outra medida que acelera a revitalização da praça, anunciada pelo secretário, é a reconstrução da malha viária na parte interna, que terá início ainda este mês.

De acordo com o anteprojeto desenvolvido pela Seinfra, a revitalização poderá contemplar uma pista de skate, pista de caminhada, recuperação do espelho d’água, calçadas acessíveis e uma nova configuração para o Bar da Tia.

“Estamos com o projeto desenhado e aguardamos a colaboração de arquitetos, urbanistas, estudantes e da sociedade em geral para finalizarmos e colocarmos em licitação o que estiver faltando para a revitalização da Praça Universitária, que deverá ter início entre os meses de março e abril do próximo ano”, declarou o secretário Dolzonan Mattos.

Biblioteca Marieta Telles Machado
Catorze empresas foram habilitadas no processo licitatório nesta segunda-feira (04/11) para a reforma da Biblioteca Marieta Telles Machado. O orçamento de R$ 329.792,67 prevê a substituição de toda a pavimentação, impermeabilização das áreas necessitadas e a instalação de novos vidros e novas esquadrias.

As obras devem iniciar em até 10 dias após a emissão da ordem de serviço e deverão ser concluídas em 30 dias.

O arquiteto Fernando Guerra apresentou um prospecto da reforma que será realizada na Biblioteca Marieta Telles Machado, uma obra emergencial para conter os problemas de infiltração e alagamentos causados pela permanência da antiga laje do espelho d’água que ainda existe abaixo do jardim abaixo do prédio. A proposta prevê ainda a retirada da vegetação no entorno sob o risco de danificar a edificação.

Fernando confirmou que a ideia é manter o projeto original dos arquitetos Heitor Ferreira de Souza, José Magalhães Júnior e Mássimo Fiochi, com alterações somente na área dos banheiros para os usuários do espaço, adequando à acessibilidade e apoio aos funcionários no pavimento inferior.

O arquiteto revelou também que a Secretaria Municipal de Direitos Humanos tem um projeto de assumir o Palácio da Cultura e transformá-lo num espaço de co-work, onde a juventude possa frequentar para estudos e desenvolvimento de trabalhos.

Empresas habilitadas:
1. Cabral Belo Engenharia Eireli
2. Fenix Ambiental Engenharia Eireli – EPP
3. CBMA Construções & Soluções Ambientais Ltda
4. AL Almeida Engenharia Ltda
5. Albenge Engenharia Indústria e Comércio Ltda
6. Construtora Guimarães Abrãos Ltda
7. GEO Engenharia Ltda
8. Leman Embraconci Construtora e Incorporadora Eireli - ME
9. Ricco Construtora Ltda
10. M R Engenharia Construção Ltda
11. RTR Construtora e Incorporadora Eireli
12. Marco Construções e Incorporações Ltda
13. Prime Engenharia Eireli – ME
14. Arkal Engenharia Ltda

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura
Foto: Pelikano


Obras da Rua 90 serão entregues no dia 30 deste mês


A Prefeitura de Goiânia informou nesta sexta-feira (22) que as obras da trincheira da Rua 90 serão entregues no dia 30 deste mês. Iniciadas em 1º de abril deste ano, as obras estão com 90% dos serviços prontos e, para finalizar, os operários trabalham na interligação das redes de drenagem, na complementação do pavimento e na pintura das paredes da trincheira.

Com 236 dias de serviço, os dois viadutos já foram liberados para o tráfego de veículos, nos dois sentidos da Avenida 136, a pavimentação do corredor e dos demais veículos foi concluída e avança a execução dos meios-fios, das calçadas e o plantio de grama e palmeiras Jerivá.

O sistema de drenagem a ser conectado ao já existente na Avenida Jamel Cecílio, que desce para a Avenida 136, possui 150 m de extensão e 1,2 m (1.200 mm de diâmetro), vai captar a água de todo esse sistema viário e lançar no Córrego Botafogo, impedindo qualquer acúmulo de água na trincheira. 

Para a construção, está sendo utilizado o método não destrutivo, que permite fixar o tubo no canal a 1,5 m abaixo do nível mais baixo da trincheira, por meio de macacos hidráulicos. É uma alternativa de redução de danos ambientais e de impactos sociais, pois está sendo executada sem a escavação do solo e a necessidade de interdição da Avenida Jamel Cecílio.

A trincheira na Rua 90 e o viaduto na Avenida 136 integram o complexo do sistema BRT e um conjunto de obras que vão promover um avanço na mobilidade urbana de Goiânia, principalmente das Regiões Sul e Central da cidade, ao garantir, respectivamente, maior agilidade e conforto para mais de 120 mil usuários do transporte público, e a fluidez para mais de 100 mil veículos, que trafegam pelo cruzamento diariamente.

BRT Norte-Sul

O BRT Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, saindo do terminal Recanto do Bosque, na Região Norte da Capital até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, seis terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque. A Prefeitura está licitando o trecho de 5 km, entre os terminais Isidória e Cruzeiro. O prazo para conclusão total da obra é outubro de 2020.

Todo o sistema está orçado em R$ 217 milhões, em valores iniciais, sendo R$ 140 milhões de recursos do FGTS e R$ 77 milhões de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. Em valores atualizados chegará a R$ 400 milhões: sendo R$ 270 milhões do FGTS e R$ 130 milhões da Prefeitura.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses, sendo retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os envolvidos. Com 18 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 54,29 % do sistema, dados de outubro.

Trecho Norte

Estão sendo executados o último trecho do corredor do BRT e as pistas laterais, na Avenida Oriente, e a previsão é de que esteja totalmente concluído em 15 dias. As calçadas estão sendo construídas e, a partir de agora, serão feitas no cruzamento com a Avenida Goiás Norte, nos trechos onde não há calçamento.

Trecho Sul

No trecho Sul, as pistas do corredor do BRT estão concluídas e as pistas laterais estão sendo finalizadas, entre a Praça do Cruzeiro e o Terminal Isidória, a exceção do trecho em frente ao HUGO, que está na fase de terraplenagem da pista lateral, e as marginais da trincheira para o lado Sul. Já foram iniciadas também as obras de construção da Estação Isidória, com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas.


Publicado edital para a construção do trecho final do BRT


Orçamento previsto é de R$ 87.366.081,03 e a obra terá duração de 18 meses

A Prefeitura de Goiânia publicou, no último dia 9/10, edital de concorrência pública, do tipo menor preço, para contratação de empresa especializada em obras e serviços de engenharia para a implantação do trecho 1 do BRT, entre o Terminal Cruzeiro e o Terminal Isidória. A empresa vencedora terá 18 meses para concluir a obra.

Os recursos, na ordem de R$ 87.366.081,03, são provenientes do Orçamento Geral da União (R$ 70 milhões) e do tesouro municipal (R$ 17.366.081,03), valor garantido no início de setembro, com a assinatura do prefeito Iris Rezende à solicitação financeira feita pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), visando à implantação do corredor Norte-Sul. O investimento está previsto no Plano Plurianual 2018-2020 e na Lei de Diretrizes Orçamentárias vigente.

De acordo com o projeto do sistema BRT Norte-Sul, o trecho a ser construído corresponde a 5,1 km de extensão e está localizado entre o Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia (Terminal Cruzeiro) e o Setor Pedro Ludovico, em Goiânia (Terminal Isidória). Esse trecho 1 é composto por uma trincheira, um terminal de integração aos ônibus comuns e cinco estações de embarque e desembarque. Também integram as obras de construção do trecho a requalificação de 9,6 km de calçadas, pavimentação de 4,8 km de rua e sinalização viária de 4,8 km.

Para o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a publicação do edital é mais um compromisso da administração de investir na mobilidade urbana, garantindo segurança e agilidade no deslocamento para a população.

“Esses 5,1 km correspondem ao trecho final do BRT, completando os 21,7 km do sistema que vai melhorar significativamente a mobilidade urbana de quem trafega no sentido Norte-Sul da cidade. Um compromisso do nosso prefeito que estamos garantindo”, afirma.


Estações do BRT são erguidas na Avenida Goiás Norte


No trecho de 11 km, entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência, estão sendo erguidas 14 estações de embarque e desembarque de passageiros, além de dois novos terminais, o Rodoviária e o Perimetral

Quem trafega pela Avenida Goiás Norte nota a mudança na paisagem com estruturas metálicas sendo montadas em diversos pontos ao longo da via, sendo a maior delas localizada logo abaixo da Praça do Trabalhador, ao lado do Terminal Rodoviário de Goiânia. São as estações, ou plataformas, que farão a integração do BRT com os ônibus comuns.

No trecho de 11 km, entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência, estão sendo instaladas 14 plataformas de embarque e desembarque de passageiros, além de dois novos terminais, o Rodoviária e o Perimetral.

O terminal que está sendo construído ao lado da Rodoviária teve início em 2016, mas as obras ficaram paralisadas durante quase dois anos. Com valor de R$ 8,5 milhões, os serviços foram retomados em junho deste ano, com previsão de término para fevereiro de 2020.

Erguida numa área de 4.573 m², a estação funcionará como um terminal de chegadas e partidas dos ônibus do BRT. Tem estrutura em perfis metálicos e contará com cobertura em telhas metálicas trapezoidais, tipo sanduíche, com proteção termoacústica, que isola a temperatura e o som, deixando o ambiente mais agradável.

Na área da estação serão construídas a administração com refeitório para os funcionários do sistema, central de resíduos, casa para o gerador de energia elétrica, casa de força para o quadro de energia (Q.E.), sala do servidor e sanitários públicos e para a administração. No espaço serão instalados bancos para os usuários, máquinas de venda automática (ATM) e do sistema sitpass e lixeiras para coleta seletiva. A estação contará também com bicicletário, estacionamento e uma caixa d’água com capacidade para 86 mil litros.

Plataformas alimentadoras

As plataformas alimentadoras possuem duas dimensões: as de 60 m de extensão, em espaço de 366 de m²; e as de 28 m de extensão, em espaço de 255 m², e todas possuem sistema de catracas para acesso. São compostas de uma área destinada à administração, bilheteria, sanitários públicos M, F e PNE, depósito geral, sala de perdidos e achados, bancos para descanso, lixeiras para coletas seletivas, máquinas de venda automática de produtos alimentícios, e máquinas do sistema sitpass para venda de passagens.

Todas as plataformas terão acabamento padrão, piso em granilite e concreto e as paredes com pintura acrílica, azulejos, cerâmicas e pastilhas.

Para o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, a montagem das estruturas é mais uma etapa da construção do BRT que a administração está cumprindo, resultado do trabalho comprometido com a melhoria da mobilidade urbana e o desenvolvimento da capital. “Estamos cumprindo rigorosamente nosso cronograma de obras, comprometidos com a mobilidade urbana, melhorando e proporcionando mais conforto aos usuários do transporte público. O BRT, já podemos dizer, é uma realidade e os transtornos de hoje se transformarão em reconhecimento num futuro muito próximo”, enfatiza.

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura


Aberta concorrência pública para projetos de corredores de ônibus em Goiânia


Editais foram divulgados pela prefeitura

A Prefeitura de Goiânia anunciou, nesta sexta-feira (23/8), concorrência pública para contratação de empresas para o desenvolvimento de projetos de corredores de ônibus nas avenidas 24 de Outubro e Independência e requalificação dos já existentes nas avenidas 85 e T-63. Os avisos, especificando técnica e preço, foram publicados no Diário Oficial do Município e os processos serão abertos nos dias 7 e 8 de outubro. Os editais estão disponíveis no site da prefeitura.

Com recursos do governo federal, estimados em R$ 2,8 milhões, as empresas vencedoras serão responsáveis pelos projetos: geométrico, de drenagem, pavimentos, sinalização vertical, horizontal e semafórica, laços detectores e infraestrutura para a rede de monitoramento e informação (rede de lógica) e iluminação.

Os corredores preferenciais atendem ao programa da atual gestão de investimento em mobilidade urbana, com vistas a destravar o tráfego de veículos, promover as condições de acessibilidade e melhorar a fluidez do transporte coletivo, reduzindo o tempo de viagem e espera dos usuários. Atendem também ao Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído em 2012 pelo Governo Federal, que estabelece, entre outras diretrizes, priorizar os deslocamentos a pé dentro das cidades, os não motorizados e os coletivos sobre os individuais.

Para o prefeito Iris Rezende, o crescimento acelerado da capital é incontestável e exige políticas públicas de melhoria da mobilidade urbana. “Goiânia é uma cidade grande e que não para de crescer. A organização do trânsito é fundamental neste contexto. E os corredores exclusivos fazem parte de um projeto extenso, que envolve desde o trabalho de conscientização até o melhoramento do transporte coletivo em nossa capital. Estamos empenhados neste trabalho incessante que, tenho certeza, trará grandes resultados para os goianienses', ressalta.

A intenção da prefeitura é que os projetos atendam a real concepção dos corredores, que funcionam como pistas expressas, cujo objetivo é acelerar o transporte público, destravando o trânsito e diminuindo o tempo da viagem para o usuário. A ideia é implantar corredor ao longo da 24 de Outubro e da Independência e requalificar as faixas preferenciais das Avenidas 85 e T-63, com pavimento rígido nas baias destinadas aos pontos de embarque e desembarque de passageiros (PEDs), e o pavimento flexível existente, tanto na faixa preferencial quanto nas faixas destinadas ao tráfego geral, será totalmente requalificado, assim como os canteiros centrais, onde houver.

Os corredores receberão nova sinalização horizontal, vertical e semafórica, novos abrigos nos PEDs e infraestrutura destinada à rede de lógica, fornecimento e implantação dos equipamentos necessários para o funcionamento da rede (ex: câmera Speed dome, postes, etc), e implantação de nova iluminação artificial em LED, em substituição à iluminação existente e, também, rede de drenagem nos pontos críticos definidos em projeto.

Corredores

Corredor Avenida 24 de Outubro – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 3,4 km
Trajeto: Setor dos Funcionários, Campinas, Setor dos Aeroviários e Esplanada dos Anicuns
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 31 PEDS
Linhas de ônibus: 17 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 423.685,51

Corredor Avenida 85 – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 7,2 km
Trajeto: Setor Sul, Marista, Bueno, Serrinha e Parque Amazônia
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 48 PEDS
Linhas de ônibus: 13 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 886.745,73

Corredor Avenida Independência – abertura dia 8 de outubro
Extensão 6,7 km.
Trajeto: Início no Setor Leste Vila Nova, passando pelo Setor Central, Setor Aeroporto, Setor dos Funcionários e chega a Campinas.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linha de ônibus: 25 linhas de ônibus operam na via.
Orçamento: R$ 828.737,28.

Corredor Avenida T-63 – abertura dia 8 de outubro
Extensão: 5,7 km
Trajeto: Início no Setor Pedro Ludovico e atravessa os Setores Bela Vista, Bueno, Nova Suiça, Jardim América até o Parque Anhanguera.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linhas de ônibus: 11 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 678.930,70.

Fonte: A Redação

Obras na Marginal Botafogo e na Jamel Cecílio vão afetar pelo menos 160 mil motoristas




Prefeitura assina ordem de serviço para início de construção de viaduto e de prolongamento da Marginal Botafogo na próxima semana. Trânsito vai ter modificações A partir de setembro, os motoristas que trafegam na região da Avenida Jamel Cecílio, no Setor Jardim Goiás, Região Sul de Goiânia, vão passar a conviver com mudanças no trânsito, pois é quando devem ser iniciadas as obras de construção do viaduto com a Marginal Botafogo e também o prolongamento desta até a Avenida 2ª Radial, no Setor Pedro Ludovico. A estimativa é que cerca de 60 mil veículos passem diariamente pela via, além de cerca de 100 mil na Marginal, sendo estes os mais afetados pelas mudanças, além do tráfego na Alameda Leopoldo de Bulhões e outras ruas do entorno.

A Prefeitura vai assinar a ordem de serviço para as empresas vencedoras das licitações, finalizadas entre o final de julho e começo deste mês, entre quarta e quinta-feira da próxima semana, que é quando deverão ser divulgadas quais as mudanças serão feitas para o tráfego local. As mudanças serão propostas pelas empresas vencedoras, a Loctec Engenharia, responsável pelo viaduto, e o consórcio Planex Ingá, que realizará o prolongamento. Este serviço deve ser entregue no começo da próxima semana e será repassado para análise da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), para que as mesmas possam referendar ou pedir modificações.

Ao mesmo tempo, será iniciado o trabalho de confecção das placas de sinalização indicativas aos motoristas e o serviço de orientação aos passageiros do transporte coletivo. O secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, estima que as orientações ficarão prontas até a próxima quarta-feira (28) e que as obras comecem efetivamente no dia 2 de setembro, já com as modificações para motoristas e comerciantes da região. Embora ainda não se tenha as medidas totalmente definidas, o mais provável é que se faça um alargamento da Rua 1018, no Setor Pedro Ludovico, para que a mesma possa receber um volume de tráfego maior que o atual.

As duas obras na região da Avenida Jamel Cecílio custarão R$ 39 milhões e começarão efetivamente em setembro ao tempo que ainda estará em andamento a construção da trincheira da Rua 90 com a Avenida 136, que é o ponto onde inicia a Avenida Jamel Cecílio. A previsão é que esta obra, que faz parte do corredor exclusivo BRT Norte-Sul, seja finalizada apenas no final de novembro. “Nos primeiros dias dá uma complicação no trânsito, mas depois se ajeita. Na região da Rua 90, hoje em dia, já está tranquilo”, comenta Mattos.

O prolongamento da Marginal Botafogo, com previsão de finalização em sete meses, é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh). O secretário da Seplanh, Henrique Alves, afirma que estuda iniciar a obra pelo lado da Avenida 2ª Radial, para que se possa reduzir um pouco o impacto no tráfego da região da Jamel Cecílio. “O viaduto vai ter um impacto maior, estamos analisando ainda”, diz.


BRT e trincheiras não solucionarão problemas de trânsito, dizem especialistas

Trincheira que sera construída na Av Rio Verde para o BRT

Investimentos em obras iniciadas há quase mil dias podem ser esforços perdidos, segundo urbanistas e estudiosos da mobilidade urbana

Às terças-feiras, moradores e lojistas do Setor Sul, em Goiânia, reúnem-se com engenheiros da empreiteira responsável por executar as obras da trincheira entre a Avenida 90 e a Avenida 136. Eles conversam no centro da antiga praça Delmiro Paulino da Silva – atual terreno revolvido – sobre os próximos passos a serem tomados. “Reforma dói mesmo, não tem jeito. Mas pelo menos a gente sabe onde vai doer”, diz Renata Fernandes, proprietária de uma loja de puxadores e acessórios na Avenida 90. 

“Você vai deixar o asfalto nesse pedaço, mas como os carros vão chegar lá?”, pergunta ela. 

“Vou liberar o acesso na Avenida 136”, responde um dos engenheiros.

“Ah, que coisa boa.”

“Mas só acesso local, só para quem for ao comércio”, ele emenda rapidamente. “Não posso liberar geral, trânsito normal não dá.”

“Não atrasou a concretagem?”, pergunta um morador aposentado. 

“Atrasou uma semana, mas isso não atrasa a obra em si, só enrola a liberação do desvio”, responde outro integrante da empreiteira, com forte sotaque paulista. 

“Você não consegue tirar a faixa de ‘trânsito interditado’ aqui na 90?”, pergunta Renata. “Porque quem chega nessa praça consegue ir até a Praça do Cruzeiro tranquilamente.” 

“Isso é a SMT. O projeto de desvio de trânsito é da SMT. Eu só executo.”

“Mas se essa faixa rasgar por algum motivo…”

“Aí eu não vi nada, meu”, responde o engenheiro paulista e todos riem. 

Renata Fernandes explica que a placa prejudica o comércio ao fazer a população pensar que não pode acessar as lojas, atualmente com 30% menos clientes em relação a meses anteriores. “A placa atrapalha muito, mas não tanto quanto a mídia”, afirma. “A mídia adora vir fazer reportagem dizendo que a 90 está um caos, mas não falam que aqui sempre foi um caos. Na verdade, o trânsito agora está melhor do que antes. É a cultura do sensacionalismo”, diz ela.

Os moradores ficam indecisos entre pressionar por melhorias denunciando incorreções e zelar pelos próprios negócios exaltando vacilantemente o trabalho da prefeitura. Mário Sobrosa, morador da região há mais de três décadas, diz sempre que pode que a trincheira ficará linda, mas confessa que está preocupado com o nível do lençol freático. Ele fotografa periodicamente a água que se acumula no fosso do elevador de seu prédio e tenta mostrar aos engenheiros.

“Não quero saber disso”, responde o empreiteiro paulista, se recusando a olhar as fotografias. “Não posso fazer nada.”

Na ocasião da concepção do projeto, ainda no mandato de Paulo Garcia (PT), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) acatou o relatório de um geólogo que afirmava que não haveria impacto ambiental. A vereadora Dra. Cristina formalizou uma representação no Ministério Público Federal – a quem compete a causa do meio ambiente. Cerca de 50 moradores, síndicos e lojistas foram ouvidos pelo desembargador, que enviou um técnico para fazer outra averiguação dos possíveis danos ambientais. Esse também apresentou um laudo afirmando que não haveria impactos significativos. 

Outro engenheiro acalma o morador idoso: “Vocês estão em um lugar privilegiado. Estão no alto. Qualquer pepino que acontecer – e não vai acontecer nada – durante as chuvas, a gravidade vai puxar a água para o córrego Botafogo. E lá embaixo, na Jamel Cecílio? Ali não tem para onde jogar a água”. Moradores e engenheiros discordam quanto à profundidade do lençol freático: estes dizem que a água está a 6,5 metros de profundidade, aqueles a 1,5.

Simultaneamente, todos percebem a pauta negativa sendo debatida e telepaticamente concordam em mudar de assunto. “A partir de segunda-feira [dia 8] a imprensa vai ter um lugar para falar muito mais do que aqui: a Avenida Goiás”, diz um engenheiro.

Trincheiras
O processo de angariar recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para as obras de mobilidade se iniciou em 2012. Quando teve acesso à verba de R$ 210 milhões, em 2015, a Prefeitura iniciou a construção do BRT Norte-Sul, que se interrompe na Estação Ferroviária. O trecho que liga o Terminal Isidória ao Terminal do Cruzeiro também foi iniciado e paralisado. As construções do Setor Sul se espraiam da Praça do Cruzeiro até a rua 115, com a Avenida Jamel Cecílio ainda por vir em agosto. 

Quem viaja pela cidade vê a ostentação de canteiros interrompendo grandes vias. Fernanda Mendonça, arquiteta urbanista e conselheira do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) de Goiás, afirma, “Essa secção é ruim para a mobilidade. Dá visibilidade para as obras da Prefeitura, mas não dá eficácia para o funcionamento da cidade”. Apesar disso, o consenso entre os habitantes é que, se as viadutos funcionarem, os transtornos serão aceitos pelos benefícios com prazer. Fernanda Mendonça, entretanto, é cética quanto às contribuições das construções a longo prazo.

“A noção de que trincheiras e viadutos vão resolver o problema da mobilidade é uma ilusão”, diz a conselheira do CAU. Concorda a professora da Universidade Federal de Goiás, Erika Cristine Kneib, pesquisadora na área do planejamento urbano. A doutora Kneib afirma: “O cruzamento em desnível só deve ser empregado em vias expressas que não podem ter descontinuidade, a exemplo das rodovias estaduais e federais. O viaduto não resolve problemas de congestionamento. Ele é somente a forma mais rápida de se chegar ao próximo ponto de congestionamento”. 

Segundo as estudiosas do assunto, além de não resolver o problema dos engarrafamentos, cruzamentos em desnível mudam a forma como as pessoas interagem com a cidade negativamente. “O viaduto degrada o ambiente e prejudica as atividades urbanas, assim como os pedestres e ciclistas. Cidades que construíram viadutos no passado têm demolido os mesmos para melhorar e qualificar a cidade”, diz Erika Cristine Kneib. 

A vereadora Dra. Cristina também manifesta preocupação com este aspecto do urbanismo, já que, após as obras, os ocupantes do Setor Sul terão quase metade das calçadas transformada em via para carros. A parlamentar lembra que o bairro tem uma população idosa relativamente grande e que, em Goiânia, pessoas com redução de mobilidade têm de desviar de carros estacionados para usar as calçadas. 

Quando perguntadas como resolver o problema dos congestionamentos, as urbanistas relatam uma realidade severa.  “Não existe mágica: é necessário um planejamento conjunto da cidade entre atividades e sistemas de transporte”, diz Erika Cristine Kneib; “e o pedestre, o ciclista e o transporte coletivo necessitam ser prioridade no espaço viário e na infraestrutura”. Fernanda Mendonça é mais direta: “Não resolve. É preciso mudar a formas como as pessoas se locomovem. Isso é um processo e não acontece da noite para o dia”. 

A conselheira do CAU explica com um exemplo: quando a Inglaterra tinha 4 milhões de pessoas, no século XIX, a população de cavalos era de 8 milhões. Os animais causavam inúmeros aborrecimentos e problemas sérios de saúde. Com cada cavalo produzindo até 15 quilos de estrume por dia, em épocas chuvosas as cidades eram invadidas por moscas transmissoras de doenças e em épocas secas, o estrume se transformava em um pó que causava problemas respiratórios. Nesse cenário, a chegada do carro foi a solução. 

“Se [viadutos] resolvessem, os Estados Unidos teriam resolvido o problema em Los Angeles e São Francisco, onde há uma infinidade de transposições em nível”, afirma Fernanda Mendonça. Segundo a agência de dados de trânsito Inrix, Los Angeles tem o pior tráfego do mundo, com São Francisco seguindo de perto em quarto lugar. A facilidade de circulação e financiamento para veículos estimulam esse tipo de transporte, conforme explica a arquiteta urbanista.

Agora, uma nova mudança é necessária, já que o espaço urbano é limitado. Embora tenha se dado de forma mais rápida na Europa, Fernanda Mendonça diz que vê transformação cultural acontecer no Brasil, com bicicletas, patinetes e outros modais elétricos. Parte essencial dessa transformação é a estimulação do transporte coletivo sobre o individual. 

Veículo Leve sobre Trilhos, sobre pneus
O Bus Rapid Transport, BRT, é uma versão brasileira do Veículo Leve sobre Trilhos e 206 países já implantaram o modelo que tornou a capital paranaense referência em 1974, sob o projeto de Jaime Lerner. Também do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba é o projeto do Eixo Anhanguera, da década de 1980. O VLT sobre pneus, como é às vezes chamado, tem as vantagens de ser muito mais barato, já que não precisa de via específica e utiliza um veículo módico, apesar de ser mais poluente e mais intrusivo visual e urbanisticamente. 

“Goiânia é uma metrópole jovem”, afirma Fernanda Mendonça, “com dificuldades financeiras e, para a Prefeitura implantar isso, seria necessária uma parceria público-privada. Há ainda uma discussão política a respeito dos contratos de concessão do espaço para operação de uma empresa específica de transporte”. 

Quase mil dias após o início das obras, o atraso no corredor de transporte deixou de atender 114 milhões de passageiros e causou grandes prejuízos. Com custo inicial previsto de R$ 274 mil, a obra, que deveria ter sido entregue no final de 2016, passou meses paralisada. O prefeito Iris Rezende (MDB) alegou em dezembro de 2018 ter herdado dívidas da gestão anterior que atrasariam a entrega para o fim de seu mandato, em 2020. 

Se VLT ou BRT, as arquitetas urbanistas concordam que, na fase incipiente de mobilidade em que Goiânia se encontra, qualquer solução que privilegie o transporte público será melhor do que nada. A população parece alinhada com o pensamento: “A gente vai sobrevivendo”, afirma a lojista Renata Fernandes, “nessa altura só queremos que acabe logo”.

Procurada, até o fechamento da reportagem a Prefeitura de Goiânia não respondeu a questionamentos do Jornal Opção. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.



Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto, para obras do BRT


Em virtude das obras do BRT, o Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto. Segundo a Prefeitura de Goiânia, a estrutura metálica para receber os passageiros está sendo construída na Alameda João Elias, pouco abaixo de onde funciona atualmente. 

O terminal provisório terá 160 m de comprimento, com cobertura de 8 m de altura e capacidade para receber 10 ônibus simultaneamente, das 19 linhas que operam no local. Além das plataformas de embarque e desembarque, também terão as cabines de bilheterias, sanitários e o prédio da administração.

O Terminal Isidória é um dos seis que passarão a integrar o sistema do BRT Norte-Sul. Tão logo as operações sejam transferidas para o local provisório, o Consórcio responsável dará início às obras de construção de um novo terminal totalmente remodelado, atendendo ao projeto do BRT, que sairá da Rua 90 e entrará diretamente na nova estação para os embarques e desembarques dos passageiros. A construção conta com orçamento na ordem de R$ 12 milhões, já incluindo as obras do provisório e tem prazo de 12 meses para ser concluída.

Segundo o projeto, o novo espaço terá 16.500 m² de área construída e contará com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas. Contará também com quiosques de alimentação e utilidades.

Strip Center
O secretário Dolzonan Mattos antecipa que, com a operação das linhas retornando ao novo Terminal Isidória, a intenção é aproveitar a base da estrutura provisória e discutir com os moradores e os lojistas para a instalação de um centro comercial no local, contribuindo para o desenvolvimento do setor e de toda a região.

“É um desperdício de dinheiro público derrubar essa estrutura, depois de sua serventia, então, a intenção é realmente conversar com lojistas e moradores para transformar o espaço num centro comercial, com um mix de lojas e incrementar o comércio e a prestação de serviços, num local agradável e acolhedor”, afirmou.

BRT Norte-Sul
O Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, do terminal Recanto do Bosque, na região Norte de Goiânia até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, oito terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque.

Com 16 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 40,94% do sistema, que será entregue em outubro do próximo ano.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses e foram retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os órgãos envolvidos.

Confira as linhas que nascem no terminal Isidória:

002 - Pq. Atheneu / Centro / Rodoviária
014 - Pq. Atheneu / Campinas
183 - T. Isidória / Vila Sul
185 - T. Isidória / Avenida E / PUC
198 - T. Isidória / Vl. Alto da Glória / Jd. Vitória
203 - T. Isidória / Av. W - 5 / Santa Luzia
565 - T. Isidória / Jd. dos Buritis - Via BR – 153
568 - T. Isidória / Res. Pq. Flamboyant / Jd. Bela Vista
650 - Circular Sul - Via BR – 153
651 - Circular Sul - Via Veiga Jd.
934 - T. Isidóra / Paço Municípal / T. N. Mundo / Rec. das M. Gerais

Linhas que passam pelo terminal Isidória:

6 - T. Veiga Jd. / Zoroastro / Centro
7 - T. Vl. Brasília / Centro / Rodoviária
9 - T. Pe. Pelágio / Av. Castelo Branco / T. Isidória
15 - T. Pç. A / Flamboyant - Via T. Isidória
20 - T. Garavelo / T. Bíblia - Via T. Isidória
25 - T. Bandeiras / T - 63 / T. Isidória
612 - Direto / T. Garavelo / T. Bíblia
616 - Direto / T. Veiga Jd. / T. Isidória - Via T. Cruzeiro


Rotatória entre Goiânia e Aparecida será aberta para melhorar o trânsito


As prefeituras de Goiânia e de Aparecida iniciaram as obras de abertura da rotatória que liga os dois municípios no encontro das Avenidas 4ª Radial/Rio Verde/São Paulo/Transbrasiliana próximo aos Correios da Vila Brasília e a reorganização da sinalização viária horizontal e vertical com implantação de placas, faixas e semáforos no local.

O trabalho será feito em conformidade com o projeto do novo sistema viário elaborado pela Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade de Goiânia (SMT), discutido entre as Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia (Seinfra), e as respectivas pastas de Aparecida de Goiânia. 

De acordo com o secretário municipal de Trânsito, Fernando Santana, os dois municípios buscam em conjunto uma solução para os conflitos do trânsito no local.

A intervenção tem como objetivo dar maior fluidez ao trânsito no cruzamento das Avenidas São Paulo, 4ª Radial, Transbrasiliana e Rio Verde solucionando as condições do sistema viário da região, tendo em vista que já está em processo de licitação, de acordo com Dolzonan Mattos ( Infraestrutura- Goiânia) a extensão dos restantes 5 km do BRT ligando o Terminal Isidória ao Terminal Cruzeiro do Sul, seguindo pela Avenida Rio Verde.

A obra, que trata da abertura da rotatória nos dois sentidos, terá duração de cerca de 10 dias e não haverá interdição total as vias. Para a execução do serviço será assinado um Termo de Cooperação mútua entre os dois municípios. De acordo com o secretário municipal de Mobilidade Urbana de Aparecida, Avelino Marinho, a orientação é para que os motoristas procurem pegar outros caminhos alternativos, evitando o tráfego. Agentes de Transito de Aparecida e de Goiânia estarão no local para orientar os condutores. 

Viaduto  
As obras do Viaduto João Antônio Borges, no cruzamento das Avenidas São Paulo, Rudá e Tapajós na Vila Brasília chegou a fase final e tem inauguração prevista para  o final de julho. De acordo com a secretaria de Infraestrutura, neste momento está sendo finalizada a implantação da capa asfáltica na parte da trincheira que receberá após esta etapa a sinalização de trânsito e iluminação. 

A obra vai resolver um problema no trânsito daquela região, beneficiando diretamente 100 mil pessoas,  ou seja 50 mil veículos que circulam diariamente no local e  50 mil passageiros do transporte coletivo. 


Fonte: A Redação