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Parque da Serrinha em Goiânia só existe no papel


Um ano após acordo entre Estado e Prefeitura, municipalização ainda não aconteceu. 

Repasse precisa ser votado na Assembleia Legislativa de Goiás Quase um ano após um acordo firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o Estado de Goiás para municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha, a transferência da área ainda não saiu do papel. Em novembro de 2019, o projeto de autoria do vereador Cabo Senna (Patriota) foi aprovado na Câmara Municipal e encaminhado ao prefeito Iris Rezende (MDB) em uma reunião que contou com a participação de representante da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Agora, o projeto que está com o governador Ronaldo Caiado (DEM) precisa passar pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para votação dos deputados estaduais.

Presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, Álvaro Caetano é morador da região há 30 anos. Nas últimas reuniões, ele defendeu a reintegração de posse do local e diz que o desejo é que o parque saia do papel. Ele diz que se reuniu com o presidente da Companhia de Investimento e Parcerias do Estado de Goiás (Goiás Parcerias), Enio Caiado, na semana passada, e recebeu como resposta que a documentação está pronta com o governador. “O parecer da Semad foi favorável à implantação do parque. Além disso, está na mão do juiz o processo de reintegração de posse daquela área, falta apenas ele expedir o mandado”, completou.

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros explica que em 2014 o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) entrou com Ação Civil Pública para que o Estado seja obrigado a desocupar e recuperar a área de preservação permanente (APP). A ação inclusive, já transitou em julgado. “O Estado precisa recuperar porque é o dono da área e o processo de execução está em andamento. O Estado queria que o processo fosse paralisado porque deu entrada na reintegração de posse. Manifestamos, entretanto, para o Judiciário que a recuperação da área pode ser feita independente da reintegração. O magistrado acolheu o pedido”, completou.

O promotor pontua ainda que pela sentença do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), mesmo que o Estado repasse a área para o município, continua responsável pela recuperação ambiental. “É necessária autorização legislativa seja doação ou permuta. O município também terá de justificar porque quer pegar a área. Lembro de exemplos como o Jardim Botânico e o Parque Areião: enquanto não isolou ocupações e o poder público tomou frente, os parques não aconteceram de fato. Não existe justificativa para esta inoperância. A Semad possui técnicos que deveriam elaborar um plano de recuperação e existem recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente que deveriam ser aplicados”

Em nota, a Secretaria de Administração (Sead) afirmou que a área foi abandonada por anos, mas garantiu que a atual gestão está tomando todas as providências necessárias para a reintegração de posse do local. Disse ainda que os ocupantes já foram identificados e existe um processo judicial movido pelo Estado solicitando a retirada das ocupações irregulares.

“Há uma ordem desocupação já expedida, mas, em virtude da pandemia, a execução está temporariamente suspensa. As irregularidades e as ocupações inviabilizam a implantação de políticas públicas e dificultam o processo de destinação para melhor aproveitamento da área”, diz a nota da Sead. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) afirmou que por decisão judicial, o cumprimento do mandado neste processo foi suspenso em razão da pandemia da Covid-19.

Texto foi aprovado pela Câmara em 2019

A transferência do parque começou a ser discutida no início de 2019 e a aprovação do projeto do vereador ocorreu em setembro. A ideia é que a área de aproximadamente 100 mil metros quadrados seja repassada ao município e possa integrar o Projeto Amigo Verde, que estabelece parcerias entre o poder público municipal e entidades sociais, empresas privadas ou pessoas físicas. Entre os objetivos estão: implantação, reforma, manutenção ou melhoria urbana, paisagística e ambiental dos parques naturais urbanos, por meio de adoção voluntária deles.

O projeto, que já existe, é dividido em duas etapas sendo a primeira com cercamento, instalação de iluminação pública, trilhas e caminhos dentro do parque. Orçada em torno de R$ 4 milhões (valores de fim de 2017 e início de 2018), a licitação foi realizada e teve, inclusive, uma empresa vencedora. A segunda parte, que diz respeito à instalação de equipamentos urbanos e de lazer, tais como: parque infantil, área de alimentação, academia para ginástica e área para prática de esportes, por exemplo. Para esta segunda parte, não há orçamento. 

Em novembro de 2019 uma reunião foi realizada no Paço Municipal, no gabinete do prefeito Iris Rezende (MDB) com o objetivo de chegar a um acordo sobre a municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha. Na ocasião, estiveram presentes a então superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Janaína Rocha, o prefeito e o vereador Cabo Senna (Patriota), responsável pelo requerimento que foi aprovado pela Câmara Municipal. Ficou decidido na ocasião que procuradores do Estado e do município iriam analisar a parte burocrática e administrativa para definir a forma e os termos de repasse da área. 

O prefeito Iris Rezende chegou a dizer que não poderia investir em uma área que não fosse da Prefeitura, sem dotação orçamentária suficiente, com autorização do Poder Legislativo. Disse que o terreno precisava ser de domínio municipal e recomendou que o vereador buscasse junto ao governador Ronaldo Caiado (DEM) uma transferência de domínio para a Prefeitura. “O espaço é muito importante para Goiânia. É um local bonito, que pode se tornar um dos locais de visitação das pessoas”, falou na ocasião. 

O morro possuía um projeto de construção de um parque estadual. A ideia surgiu ainda na administração Marconi Perillo (PSDB), em 2018, que chegou a licitar a obra, mas não deu encaminhamento. 

Não há projeto de área em tramitação na Alego

O vereador Cabo Senna, envolvido no projeto de municipalização diz que todos os procedimentos necessários foram realizados com o objetivo de mostrar ao governador a necessidade de transferir a área do parque para a Prefeitura de Goiânia. Ele defende que o Projeto Amigo Verde facilita a adoção do local por parte de empresários, por exemplo. “Conversamos com o prefeito Iris Rezende para que ele encaminhasse um ofício ao governador e que depois projeto fosse encaminhado para votação na Alego”, completou. Procurada por meio da Assessoria de comunicação, entretanto, a Alego informou que não há nenhum projeto neste sentido em tramitação na Casa. 

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros afirma que em 2014 eram poucas famílias residindo no local. O vereador pontua que o número cresce a cada dia. Além de tendas com moradores, há também prática de atividade religiosa. A princípio, a realização de cultos religiosos no topo dos morros, independente do tipo de denominação e de fé, não é proibida, assim como o acampamento de moradores. A questão é saber se há dano ao meio ambiente com a ocupação. 

Elizabeth Pereira, conhecida como pastora Beth afirma que há mais de 10 anos a prática de oração no local é realizada e que há dois anos, começaram um programa de recuperação de usuários de drogas e alcoólatras. Indicada por moradores para falar sobre a ocupação do local, ela diz não saber quantas famílias se instalam atualmente. “Depois que começamos nosso projeto até mesmo a Polícia parou de ter problemas por aqui. Não sei quantas famílias moram aqui, eu não moro, apenas faço meu trabalho de evangelizar. Tem muitas pessoas que dormem aqui porque não têm lugar para morar. Agora na pandemia também estamos tomando cuidados com cadeiras distantes durante o culto, usando máscaras e álcool em gel”


Justiça de Goiás suspende o contrato de execução do Parque Ambiental Macambira-Anicuns


Pedido foi feito pelo município de Goiânia, que alegou que há ilegalidade nas cláusulas de convenção de arbitragem constantes no documento. Mérito ainda será julgado 

A Justiça de Goiás suspendeu o contrato de execução do Parque Ambiental Macambira-Anicuns, firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o Consórcio Construtora Puama. O pedido foi feito pelo município, que alegou que há ilegalidade nas cláusulas de convenção de arbitragem constantes no documento. A decisão é da juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos da Comarca de Goiânia. O mérito da sentença ainda será julgado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a magistrada analisou, diante dos autos, que o Contrato nº 005/2014, em que estão as cláusulas que preveem o uso da arbitragem, foi assinado na gestão municipal anterior, responsável pelo trâmite do processo licitatório em questão e cuja execução já foi paralisada várias vezes. A atual gestão, de acordo com os autos, assumiu a execução dos trabalhos cinco anos após a assinatura do acordo.

Para a juíza, aplicar cláusulas de arbitragem ao caso é impor “grave medida” à administração, mencionando, ainda, o valor da multa requerida na Corte Arbitral, de mais de R$ 7 milhões.  “Eventual pagamento de qualquer valor a ser definido pela Câmara de Conciliação e Arbitragem antes que seja decidido acerca da legalidade das cláusulas de arbitragem, objeto desta ação, pode trazer sérios reflexos para toda a população, prejudicando a gestão econômico-financeiro da Administração Municipal, que será obrigada a dispor de alta quantia, lesando a prestação de serviços essenciais, como saúde, educação, saneamento básico e obras de infraestrutura”, destacou.

A juíza frisou que é fato público e notório que a execução do Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns (Puama) tem se estendido por mais de dez anos devido a diversos problemas enfrentados pela Prefeitura, sendo eles financeiros e/ou burocráticos, incluindo matérias ambientais, distrato com empresa anterior, necessidade de desapropriações, ações judiciais e novo procedimento licitatório, e sobre os quais o Município não tem controle, segundo ela.


Projeto de reforma da Praça Universitária é aberto para consulta pública


Prefeitura prevê a participação de arquitetos, urbanistas, estudantes e da sociedade em geral. Reforma está prevista para abril do próximo ano

Durante audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (4/10) no Palácio da Cultura, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, reafirmou o compromisso da Prefeitura de Goiânia em promover a grande revitalização da Praça Universitária.

O secretário adiantou que a Seinfra já realizou um estudo sobre a revitalização geral do espaço e que submeteria o projeto para análise de uma comissão a ser formada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Belas Artes, Secretaria municipal de Cultura, estudantes e representantes da comunidade para um encontro de ideias que resgate o simbolismo da praça e possa ser promovida uma revitalização que reflita o sentimento da cidade.

Antecipando a revitalização, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Seinfra, já executou algumas ações, como a construção de quatro jardins de chuva dentro da praça e outros cinco no entorno para auxiliar a drenagem urbana e melhorar a umidade do ar, e a substituição das lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas Led nos 78 pontos existentes em toda praça, sendo 34 na parte interna, com lâmpadas de 120 watts, e 44 na parte externa, com lâmpadas de 160 watts. Dolzonan Mattos antecipou ainda que o projeto desenvolvido pela Seinfra contempla também um posto da Guarda Civil Metropolitana para reforçar a segurança.

Outra medida que acelera a revitalização da praça, anunciada pelo secretário, é a reconstrução da malha viária na parte interna, que terá início ainda este mês.

De acordo com o anteprojeto desenvolvido pela Seinfra, a revitalização poderá contemplar uma pista de skate, pista de caminhada, recuperação do espelho d’água, calçadas acessíveis e uma nova configuração para o Bar da Tia.

“Estamos com o projeto desenhado e aguardamos a colaboração de arquitetos, urbanistas, estudantes e da sociedade em geral para finalizarmos e colocarmos em licitação o que estiver faltando para a revitalização da Praça Universitária, que deverá ter início entre os meses de março e abril do próximo ano”, declarou o secretário Dolzonan Mattos.

Biblioteca Marieta Telles Machado
Catorze empresas foram habilitadas no processo licitatório nesta segunda-feira (04/11) para a reforma da Biblioteca Marieta Telles Machado. O orçamento de R$ 329.792,67 prevê a substituição de toda a pavimentação, impermeabilização das áreas necessitadas e a instalação de novos vidros e novas esquadrias.

As obras devem iniciar em até 10 dias após a emissão da ordem de serviço e deverão ser concluídas em 30 dias.

O arquiteto Fernando Guerra apresentou um prospecto da reforma que será realizada na Biblioteca Marieta Telles Machado, uma obra emergencial para conter os problemas de infiltração e alagamentos causados pela permanência da antiga laje do espelho d’água que ainda existe abaixo do jardim abaixo do prédio. A proposta prevê ainda a retirada da vegetação no entorno sob o risco de danificar a edificação.

Fernando confirmou que a ideia é manter o projeto original dos arquitetos Heitor Ferreira de Souza, José Magalhães Júnior e Mássimo Fiochi, com alterações somente na área dos banheiros para os usuários do espaço, adequando à acessibilidade e apoio aos funcionários no pavimento inferior.

O arquiteto revelou também que a Secretaria Municipal de Direitos Humanos tem um projeto de assumir o Palácio da Cultura e transformá-lo num espaço de co-work, onde a juventude possa frequentar para estudos e desenvolvimento de trabalhos.

Empresas habilitadas:
1. Cabral Belo Engenharia Eireli
2. Fenix Ambiental Engenharia Eireli – EPP
3. CBMA Construções & Soluções Ambientais Ltda
4. AL Almeida Engenharia Ltda
5. Albenge Engenharia Indústria e Comércio Ltda
6. Construtora Guimarães Abrãos Ltda
7. GEO Engenharia Ltda
8. Leman Embraconci Construtora e Incorporadora Eireli - ME
9. Ricco Construtora Ltda
10. M R Engenharia Construção Ltda
11. RTR Construtora e Incorporadora Eireli
12. Marco Construções e Incorporações Ltda
13. Prime Engenharia Eireli – ME
14. Arkal Engenharia Ltda

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura
Foto: Pelikano


Prefeitura planta 150 mudas de Ipê no Jardim Novo Mundo


Trabalho executado pela Comurg faz parte do plano de substituição gradativa dos jamelões

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização (Comurg), realizou o plantio de 150 mudas de Ipês no canteiro central da Avenida New York, no Jardim Novo Mundo. As mudas foram inseridas entre as 120 unidades de jamelões que serão retirados assim que os Ipês alcançarem um tamanho maior.

De acordo com o presidente da companhia, Aristóteles de Paula, a medida faz parte de um plano preventivo da Comurg e Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) para substituição gradativa de todos jamelões da cidade. As mudas de Ipês direcionadas para a Avenida New York foram produzidas no Viveiro Redenção, têm dois metros de altura e cores variadas. 

Desde o início do ano, a Comurg já fez a retirada de jamelões de avenidas como a Fued José Sebba, no Jardim Goiás; Ipanema, Jardim Atlântico; T-63, no Parque Anhanguera; Engenheiro Atílio Correia Lima, Cidade Jardim; Gercina Borges Teixeira, Vera Cruz II; Nazareno Roriz, Vila Aurora e outros. Em toda cidade, mais de dez mil espécies de árvores foram plantadas nos canteiros e logradouros públicos somente neste ano.

Os jamelões estão presentes em aproximadamente 50 vias da cidade. As árvores foram plantadas há mais de 20 anos e causam diversos danos, especialmente aos motociclistas, devido aos frutos que caem nas vias e provocam escorregões. Os locais com maior concentração destas árvores são: Jardim Guanabara, Jardim Presidente, Jardim Planalto, Cidade Jardim, Jardim Novo Mundo, Parque Amazônia, Jardim Atlântico, Vila Pedroso, Jardim Curitiba e Jardim Liberdade. 

A substituição vem ocorrendo e respeita a necessidade de fazer o plantio de outras espécies nos locais. Mais de 20 tipos de árvores foram pré-selecionadas e estão nos viveiros municipais aguardando para serem plantadas, respeitando as características de cada região.

Hacksa Oliveira, da editoria de Urbanização 
Foto: Jackson Rodrigues


Repasse do Parque da Serrinha para prefeitura de Goiânia, é acertado


Poderes concordam em transferência de área em Goiânia e vão trabalhar para definir detalhes da mudança. Associação denuncia abandono de local Após quase um ano de reuniões e negociações, a Prefeitura de Goiânia e o governo de Goiás chegaram a um acordo para a municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha. Na manhã desta segunda-feira (11), a superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Janaína Rocha, se reuniu com o prefeito Iris Rezende (MDB) e com o vereador Cabo Senna (Patriota), responsável pelo requerimento que foi aprovado pela Câmara Municipal. Agora, procuradores do Estado e município vão analisar a parte burocrática e administrativa para definir a forma e os termos de repasse da área.

A transferência começou a ser discutida no início deste ano e em setembro, o requerimento do vereador Cabo Senna foi aprovado na Câmara. A ideia é que a área de aproximadamente 100 mil metros quadrados seja repassada ao município e possa integrar o Projeto Amigo Verde, que estabelece parcerias entre o poder público municipal e entidades sociais, empresas privadas ou pessoas físicas. Entre os objetivos estão: implantação, reforma, manutenção ou melhoria urbana, paisagística e ambiental dos parques naturais urbanos, por meio de adoção voluntária deles.

A superintendente da Semad explica que o projeto já existe e está dividido em duas etapas. A primeira delas engloba cercamento, instalação de iluminação pública, trilhas e caminhos dentro do parque. Orçada em torno de R$ 4 milhões (valores de final de 2017 e início de 2018), a licitação foi realizada e teve, inclusive, uma empresa vencedora. A segunda parte, que diz respeito à instalação de equipamentos urbanos e de lazer, tais como: parque infantil, área de alimentação, academia para ginástica e área para prática de esportes, por exemplo. Este valor ainda não passou por orçamento, nem licitação.

Meios

“Por ser um parque urbano, a gente não tem recursos com essa modalidade de investimento na Semad. É um parque que não faz parte do sistema nacional ou do sistema estadual de unidades de conservação, porque é um parque de modalidade urbana. Com a decisão da Prefeitura, vamos discutir os procedimentos burocráticos e administrativos. Queremos que Prefeitura e sociedade possam participar deste processo de revitalização e instalação do parque e dar andamento ao projeto que vem sendo construído desde 2018, no âmbito do Estado, mas com muita carência de recursos. O governo está disposto a realizar a transferência da área”, completa Janaína Rocha. A superintendente levou ainda uma proposta de cessão de direitos de uso para município iniciar as obras e repasse de área na entrega do parque. Esta proposta, entretanto, foi negada pelo prefeito Iris Rezende.

“Nós não podemos investir em uma área que não seja da Prefeitura, sem a dotação orçamentária suficiente, com autorização do Poder Legislativo. O terreno precisa ser de domínio municipal e o que eu recomendei é que o vereador busque junto ao governador uma transferência de domínio para a Prefeitura. O espaço é muito importante para Goiânia. É um local bonito, que pode se tornar um dos locais de visitação das pessoas”, completou o prefeito. Iris diz ainda que a transferência que vai ocasionar o início das obras depende exclusivamente do Estado.

Regularização de investimento

O vereador Cabo Senna (Patriota), autor do requerimento de mudança de domínio do Parque da Serrinha, considera que o fato de a Prefeitura aceitar a transferência em acordo com o Estado, já é motivo de comemoração. “Juridicamente falando, o prefeito não pode depositar nenhum tipo de valor nesta área porque é de gestão do Estado. Nós vamos agora colocar procuradores do município e do Estado em contato para que, de forma jurídica, possam dar uma segurança para que a Prefeitura possa se envolver neste projeto. De uma vez por todas, (o parque) sairá do nosso coração e entrará de vez na prática. Nós vereadores, por uma emenda impositiva, também temos condições de destinar verbas para construção e manutenção deste parque”, completa.

Senna afirma que muitas empresas já estão interessadas em auxiliar no projeto bem como as de telefonia que estão instaladas no morro. 

Presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, Álvaro Caetano, diz que o desejo dos moradores é que o parque, uma promessa de mais de 30 anos, saia definitivamente do papel. A ação envolve ainda a retirada de pelo menos 150 famílias que ocupam o lugar de forma irregular. “Estou lá há 29 anos, o vice-presidente tem mais de 30 anos. Está se criando a primeira favela de Goiânia. Está muito feio. As pessoas jogam lixo, cachorros mortos. Além de tudo isso, nossas casas lotam de ratos, baratas.”, diz.


Parque dos romeiros do Divino Pai Eterno será construído em Trindade


Obra será inaugurada em maio de 2020

Na próxima terça-feira (27/8), às 9h, Trindade vai receber o lançamento da pedra fundamental do Parque dos Romeiros, uma área verde e de lazer com aproximadamente 8.600 metros quadrados, e que será entregue à população até maio de 2020.

O parque será construído numa área pertencente ao recém-lançado condomínio Parqville Quaresmeira, empreendimento da Cinq Desenvolvimento Imobiliário, empresa que está realizando o projeto e as obras da nova área de lazer. Localizado às margens da Rodovia dos Romeiros (GO-060), o espaço será aberto à comunidade e servirá também como suporte para os visitantes da romaria ao Divino Pai Eterno, em Trindade. O lançamento da pedra fundamental contará com a presença do do prefeito de Trindade, Jânio Darrot, e de outras autoridades locais. 

Projetado pelo renomado arquiteto e paisagista Guilherme Takeda - cujos projetos são conhecidos por suas propostas de coabitação harmoniosa entre pessoas e natureza - o Parque dos Romeiros será a primeira área verde da cidade destinada ao lazer, convivência e religiosidade. 

O espaço contará com pista de skate, pomar com frutas típicas da região, área coberta para que a população possa realizar eventos, como feiras, palestras, entre outros. O parque contará também com duas Estações do Romeiro que servirão como paradas para momentos de oração. Nesses dois locais dentro do parque serão colocadas duas estátuas de bronze que farão homenagem às famílias e aos carreiros. “Entendemos que por estar na GO-060, que é um dos locais mais simbólicos para a espiritualidade em Goiás, seria interessante oferecer para a sociedade e para o público que frequenta Trindade em devoção de fé,  um local que sirva como apoio e também como referência para essas pessoas”, explica Eduardo Oliveira, diretor da Cinq.

Fonte: A Redação