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Fifa descarta cancelar a Copa das Confederações


A Fifa assegurou nesta sexta-feira (21) que não cogita a possibilidade de cancelar a Copa das Confederações por causa dos protestos e atos violentos que acontecem no Brasil. Cerca de 1 milhão de pessoas saiu às ruas do País na noite de quinta-feira para protestar por motivos variados, mas especialmente contra os governos, diante de casos de corrupção, da inflação e dos problemas nos serviços públicos.

No Rio, a estimativa foi de que mais de 300 mil pessoas protestaram, sendo contidas por bombas de gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha pela polícia, na última quinta, quando a Espanha venceu o Taiti por 10 a 0 no Estádio do Maracanã, que será o palco da decisão da Copa das Confederações no dia 30 de junho.

Apesar dos problemas, a Fifa ressaltou que o torneio, que serve como ensaio para a Copa do Mundo de 2014, não corre riscos. "Nem a Fifa e nem o COL (Comitê Organizador Local) sequer discutiram a possibilidade (de cancelar a Copa das Confederações)", indicou a Fifa em um comunicado. "Nem a Fifa e nem os organizadores locais falaram dessa possibilidade".

Assim, a Fifa garantiu que não debateu com o governo federal em nenhum momento a possibilidade de cancelar a Copa das Confederações por conta da violência e insiste que nenhuma seleção declarou sua hesitação em permanecer no País por conta da violência. Ao contrário do que os funcionários da entidade declaram de forma sigilosa, a Fifa insiste que as operações estão sendo "excelentes".

Na noite de quinta, a reportagem foi informada de que a violência nas ruas havia criado um mal-estar profundo na Fifa, que passou a negociar a manutenção do evento e debater com o governo garantias de que jogadores e a funcionários seriam protegidos.
Nesta sexta, em sua coletiva de imprensa regular, a Fifa insistiu que essa não é a situação. "Temos total confiança nos planos de segurança do governo", disse a assessoria de imprensa da Fifa. "Em nenhum momento, a Fifa, o COL ou o governo federal consideraram cancelar a Copa", declarou.

Segundo a entidade, nenhuma seleção pediu para deixar o evento. Segundo diversos meios de comunicação no Brasil, a Itália teria enviado uma queixa formal à Fifa, pedindo mais segurança e ameaçando rever sua participação.

Mas a reportagem apurou que, nos bastidores, a situação é bem mais crítica que o esforço da Fifa em abafar o caso. Dois carros da entidade foram apedrejados e o hotel da Fifa em Salvador foi alvo de ataques, correndo o risco de ser invadido.
Há anos, os protestos não eram tão grandes e intensos no Brasil como nas últimas semanas. Os atos começaram contra os aumentos nos preços do transporte público, mas se ampliaram nos últimos dias e agora abrangem todo tipo de reivindicação. Muitas manifestações, inclusive, ficaram marcados pelo uso da força por policiais e enfrentamentos.

Uma das reclamações mais comuns aos protestos é em relação aos altos investimentos feitos nos estádios e que sediarão partidas da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016 em outros projetos relacionados aos eventos.

Além disso, manifestantes têm realizado atos nas redondezas dos estádios que sediam partidas da Copa das Confederações. Na quinta, um grupo foi até o hotel onde está hospedada a comitiva da Fifa em Salvador, e tentou entrar. Houve confronto com a polícia militar e dois ônibus da entidade foram apedrejados.

Anteriormente, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediu para os manifestantes "não usarem o futebol para promover suas reivindicações". O dirigente deixou, posteriormente, o País sob a alegação de acompanhar o início do Mundial Sub-20 na Turquia, mudando a sua agenda de última hora.

Oficialmente, a entidade afirma que essa viagem já estava planejada. O governo brasileiro nega e diz que Blatter tinha compromissos pelo País nesta semana. A Fifa garantiu que Blatter retornará ao Brasil para as semifinais e a decisão da Copa das Confederações.

Fonte: Jornal O Popular

CBF cancela novo treino em campo do Goiás que custará R$ 2,5 mi ao governo


A CBF anunciou, pouco antes da coletiva de imprensa desta terça-feira, que não fará mais o treino desta tarde na Serrinha, sede social do Goiás. Com isso, a seleção deve mesmo passar por Goiânia tendo feito apenas uma visita ao gramado reformado do clube local, que vai custar R$ 2,5 milhões ao governo estadual.

A decisão da CBF foi anunciada pela assessoria de imprensa da entidade. A mudança aconteceu porque a comissão técnica entendeu que precisaria utilizar os equipamentos de musculação do CT do Goiás no Parque Anhanguera, região afastada de Goiânia.

Ainda não há, no entanto, uma confirmação sobre o local do treino da próxima quarta pela manhã, o último da seleção na cidade antes da viagem para Brasília, onde a equipe estreará na Copa das Confederações. Pela programação divulgada no início da semana, o trabalho também aconteceria no CT do Goiás, no Parque Anhanguera.

A preocupação com a Serrinha se deve ao fato de que a sede social do Goiás foi reformada especialmente para o uso da seleção brasileira. Para dar ao local novos banheiros, um campo remodelado e uma mudança na fachada, o clube investiu R$ 4 milhões na obra que foi inaugurada na semana passada.

O Estado, incentivador da passagem da seleção pela cidade, vai ressarcir o clube em R$ 2,5 milhões por meio do programa Proesporte, que destina verba do ICMS para projetos esportivos. Para isso, no entanto, o governador Marconi Perillo teve de remodelar totalmente a lei que regula o programa, como mostrou o UOL Esporte na semana passada.

A princípio, o investimento serviu para pouca coisa. Na semana passada, a seleção fez apenas um treino na Serrinha, justamente o seu primeiro na cidade. Depois disso, a CBF anunciou que faria outros dois treinos no local. O primeiro, que seria na manhã desta terça, foi cancelado por conta da ampliação da folga aos jogadores após a vitória contra a França.

Agora, a entidade anuncia um novo cancelamento, mas o processo até o anúncio foi tumultuado. Na chegada da seleção ao hotel, a CBF ainda falava da possibilidade de dividir o grupo entre reservas e titulares, que fariam trabalhos no CT do Goiás e na Serrinha, respectivamente, o que acabou não se concretizando.

Fonte: Copa do Mundo UOl

Seleção brasileira desembarca em Goiânia


A seleção brasileira já está em Goiânia. O avião desembarcou por volta das 17 horas desta segunda-feira (03). Cerca de 500 torcedores estiveram no saguão do Aeroporto Santa Genoveva para recepcionar os jogadores. A equipe comandada por Scolari seguiu direto para o hotel no Setor Oeste, onde ficará concentrada.

A noite de hoje será de descanso para os jogadores, que já amanhã pela manhã, no CT da Serrinha,  iniciam as atividades de preparação para a Copa das Confederações, disputa que acontece entre os dias 15 e 30. Para oferecer condições ideais aos treinamentos do Brasil, as instalações do Goiás passaram por intervenções.

Calor da torcida

A proximidade com a torcida foi pedida pelo próprio técnico Luiz Felipe Scolari, que fez questão de passar no meio das pessoas, mesmo com a opção de deixar o aeroporto por outra saída. "É importante ter essa recepção. É isso que o Brasil precisa", disse o treinador, em rápida entrevista no desembarque.

Felipão era um dos nomes mais gritados pela torcida, que também manifestava seu apoio a Fred, autor de um dos gols do Brasil no empate por 2 a 2 diante da Inglaterra, domingo, no Maracanã - Paulinho fez o outro. A histeria dos torcedores agradou os jogadores, que passaram pelo aeroporto exibindo um aspecto tranquilo, sorridente.

Polêmica

A passagem do Brasil pela capital causou polêmica. Para não descumprir o acordo, a comissão técnica reduziu a estadia pela metade. De 14 para 7 dias, divididos em duas etapas: na primeira, antes do amistoso com a França, em Porto Alegre, serão 4 dias; e na segunda serão 3. No dia 12, a seleção embarca para Brasília, onde sábado estreia contra o Japão na Copa das Confederações.

Outra alteração é a utilização do CT do Goiás. A princípio o local de treinos era a Serrinha, mas Felipão quer privacidade para comandar seus treinos e optou pelo CT. Para receber o time, dois novos gramados foram plantados – bermuda celebration e tiffway 419.

Fonte: Jornal O Popular

MP vai investigar doação do governo de R$ 2,5 milhões ao Goiás Esporte Clube


Apesar de, nos bastidores, o treinador Luiz Felipe Scolari não estar satisfeito de treinar a seleção brasileira em Goiânia, a equipe desembarca hoje na capital. Os atletas vão passar por treinamento e preparação física durante quatro dias em solo goiano para a estreia na Copa das Confederações, que será contra o Japão, em Brasília, no dia 15 de junho.  Os locais definidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na capital para que os craques da seleção se preparem para o confronto foram o Estádio Hailé Pinheiro, sede social do Goiás Esporte Clube (GEC), e o Centro de Treinamento do clube.

Para atender às especificações técnicas impostas pela CBF, ambos os complexos tiveram que passar por uma reforma. Somente com as adaptações no Estádio Hailé Pinheiro foram gastos R$ 4 milhões, sendo R$ 2,5 milhões oriundos dos cofres públicos do Estado.

Todavia, todo este montante foi desembolsado para que a seleção treine uma única vez no estádio, apenas na tarde de amanhã, dia 4, de acordo com a programação divulgada. Nas negociações iniciais, a seleção ficaria em Goiânia 18 dias, passaram para 10 e agora diminuíram para quatro. As adaptações foram realizadas ponderando, ainda, a construção de uma nova arena, que será erguida no local futuramente.

Na totalidade, a obra é de reconstrução dos vestiários, instalações elétricas, rebaixamento e substituição do gramado. Para o presidente esmeraldino, João Bosco Luz, o montante que o governo destinou ao clube não se trata de uma doação, mas sim de um investimento. “Foi um esforço do Governo de Goiás e da Federação Goiana de Futebol (FGF) para que a seleção viesse treinar na capital. A CBF enviou uma comissão técnica para decidir o local dos treinamentos e os três clubes (Atlético Goianiense, Vila Nova e Goiás) foram visitados. Porém, optaram pelo complexo do Goiás, mesmo assim exigiram algumas mudanças na estrutura”, justifica o presidente do clube.

Ressaltando que o clube é uma iniciativa privada, questiona-se por que não foram firmadas parcerias entre patrocinadores ou outras entidades particulares para que o Goiás conseguisse arcar com o ônus das próprias obras de melhoria da infraestrutura. Ou mesmo, por que o governo não investiu os tais R$ 2,5 milhões no Estádio Serra Dourada, já que ele é um patrimônio público e poderia, satisfatoriamente, acolher a equipe de Felipão. Por último, discute-se ainda se com os investimentos do governo do Estado, outros clubes não teriam condições de receber os atletas.

No caso do Atlético Goianiense (ACG), por exemplo, o diretor de futebol Adson Batista estima que, com apenas R$ 500 mil investidos pelo governo, o clube teria recursos suficientes para reformar o Centro de Treinamento e atender às especificações técnicas da CBF. O diretor explica que o clube possui uma estrutura funcional e, excepcionalmente, o gramado não foi aprovado pela comissão, o que também não havia sido assentido no Estádio Hailé Pinheiro.  “O Atlético tem toda a infraestrutura para receber a seleção brasileira, inclusive fomos aprovados, mas o campo não atendia aos parâmetros técnicos”, ilustra.

Regulamentado em 2009, o programa Proesporte contempla R$ 5 milhões por ano de renúncia fiscal para o Estado de Goiás investir no esporte. As empresas aprovadas pela Agência Estadual de Esporte e Lazer (Agel) que destinarem recursos para o setor terão 100% de redução no ICMS, explica o secretário executivo do programa, Fidêncio Lobo. No grupo de projetos da governadoria aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia legislativa está o que aumenta o valor desse recurso. O previsto é que o limite da verba passe de R$ 5 milhões para R$ 6,5 milhões anualmente. Tudo indica que, se aprovado, este acréscimo beneficiará, inicialmente, o Goiás Esporte Clube.  “Se houver uma mudança na lei e um maior repasse de recursos, com certeza os clubes receberão dinheiro do governo”, defende Fidêncio.

O uso duvidoso do dinheiro público pode ser visto pela morosidade nas obras do Estádio Olímpico. O centro esportivo foi demolido em 2006 para dar lugar a um estádio moderno, que vai compor o Centro de Excelência do Esporte. Contudo, o Ministério Público Federal embargou a obra por suspeita de irregularidades na aplicação dos recursos da União. Durante o lançamento do Programa Nota Show de Bola, em março deste ano, Marconi Perillo afirmou que desistiu de esperar pelos recursos do governo federal. Diante disso, o governador garantiu que o Estado arcaria com todos os gastos das obras do Estádio. Três meses depois, a situaçao do estádio não mudou. O governador Marconi Perillo o inclui entre as obras que serão entregues até 2014.

A dispendiosa obra realizada no Hailé Pinheiro esconde outros mistérios. A polícia investiga denúncia de propina para atrasar a obra. De acordo com a acusação, um luxuoso carro de cor preta teria parado em frente ao centro esportivo em reforma. Do automóvel desceu um homem que teria aliciado, oferecendo dinheiro, o mestre-de-obras para atrasar o serviço. O clube reforçou a segurança e registrou boletim de ocorrência na polícia, porém ainda não é sabida a procedência do suposto suborno, que pode ser tanto de clubes rivais, quanto da oposição do governo do Estado. “Estamos tão envolvidos com a obra que não nos deixamos abater por esse fato. O solucionamento do caso esta a cargo da justiça, a nossa parte já foi feita, que era registrar o boletim de ocorrência”, expõe João Bosco.

Na semana passada, uma denúncia anônima foi apresentada ao Ministério Público sobre a obra no complexo Hailé Pinheiro. Na tarde de hoje será realizado um sorteio para destinar o processo a um dos promotores de Justiça do Patrimônio Público, que deve dar andamento às investigações.

Fonte: Portal 730